Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Dos dilemas da vida*

Duas pessoas, um homem e uma mulher, tem um compromisso uma para com a outra. 
O homem adoece. É diagnosticado um problema renal e a necessidade de transplante é urgente. 
A mulher realiza exames para verificar a compatibilidade. Ela poderia ser a doadora, não fosse a gravidez, descoberta na bateria de exames há pouco feita. Caso deseje mesmo doar o órgão ao parceiro, o feto não resistirá.
Eis aí o dilema para ambos.
O homem abre mão de sua própria vida para que a mulher tenha o bebê?
E a mulher, aborta o bebê para salvar a vida do companheiro?
Vários aspectos têm que ser ponderados para um esboço de argumentação. Imaginem, então, vivenciar esse dilema na pele... 
Deixemos as respostas simplórias para depois e nos esforcemos nessa tarefa hipotética. A questão é: e se eu estivesse diretamente envolvido numa situação assim?

* Ao som de

domingo, 19 de maio de 2013

Uma dúzia de mulheres que fazem minha cabeça

Algumas coisas mexem com o imaginário masculino. Às vezes eu fecho os olhos, abstraio e viajo com as vozes, sussurros e gritos dessas divas da música. Elas cantam e encantam, literalmente.

#musicismyreligion

Tarja Turunen, Amy Lee, Pitty, Flávia Couri, Érika Martins, Vivi Peçaibes, Vanessa Krongold, Megh Stock, Tati Portella, Deia Cassali, Luísa LoveFoxxx, Andrea Martins.

Di-vir-tam-se!
=)


























segunda-feira, 13 de maio de 2013

Barba Ensopada de Sangue

O pai o chama o para uma conversa franca. Eles conversam sobre a misteriosa e não esclarecida morte do avô. Inesperadamente, o pai pede para que lhe prometa uma coisa: sacrificar a cadela que há tantos anos lhe acompanha. Motivo? O pai tomara a decisão de suicidar-se. Acha que está velho e doente, que já viveu o que poderia viver, que já cumpriu sua jornada na terra.
Após o suicídio do pai, pega seus poucos pertences e muda-se para Garopaba. Não sacrifica a cadela, que torna-se sua melhor companhia. Aluga um lugar à beira-mar para morar, com pagamento adiantado por um ano. Vende seu Fista e começa a trabalhar numa academia, dando aulas de natação. Passa a perguntar para as pessoas se tem alguma informação do Gaudério, seu avô, que teria sido morto por aquelas bandas. Em vão.
Conhece algumas pessoas, inclusive algumas garotas com as quais manteve relacionamentos curtos e conturbados. Continua tentando desvendar o mistério da morte do avô e larga o trabalho. Se mete em grandes enrascadas remexendo no passado e pondo a própria vida (e a sanidade) em risco.
Certa feita recebe a visita da mãe. Quem o visita também é a esposa do seu irmão, sua ex-namorada, que o convida para ser padrinho do filho que está esperando...
Isso e tantas outras tramas se passam no livro de Gabriel Galera. Uma leitura envolvente, cheia de reflexões das bifurcações e surpresas que a vida eventualmente apresenta.

Trechos que (como de costume) grifei.

"Na adolescência o resto da vida parece uma eternidade e vamos supondo que sobrará tempo para tudo."

"Tu pode deixar pra trás um filho, um irmão, um pai, com certeza uma mulher, há circunstâncias em que tudo isso é justificável, mas não tem o direito de deixar pra trás um cachorro depois de cuidar dele por um certo tempo." 

"Tô começando a ficar doente e não tô a fim. Não sinto mais o gosto da cerveja, os charutos tão me fazendo mal e não consigo parar, não tenho vontade nem de tomar viagra pra fuder, não tenho nem a nostalgia de fuder. Essa vida é comprida demais e não tenho paciência. Viver depois dos sessenta, pra quem teve uma vida como a minha, é questão de teimosia. Respeito quem investe nisso, mas não tô a fim.Fui feliz até uns dois anos atrás e agora quero ir embora. Quem acha errado que viva até os cem se quiser, desejo sucesso. Nada contra."

"O que seria da gente sem falsas esperanças?"

"Às vezes só com as sacudidas e choques que a vida dá a gente consegue ter o desprendimento pra concretizar sonhos[...]"

"Essas coisas de relacionamento a gente não escolhe quando acontece. O vento cármico leva e traz."

"Para cada surpresa há dezenas ou centenas de confirmações do que já era mais ou menos esperado ou intuído e toda essa previsibilidade tende a passar despercebida."

"O melhor é jamais fazer esforço nenhum para conquistar ninguém."

"[...] há casos famosos de pessoas que se mataram por tédio ou cansaço, naturezas predispostas a ver a morte como uma questão pragmática. Vive-se enquanto vale a pena, enquanto é útil."

"O verão é euforia, dinheiro. O povo fica ocupado demais pra sofrer. O inverno é tédio, falta de perspectiva. Frio. Aí o bicho pega."

"É uma sociedade inteira despreparada pro sofrimento ou consciente demais do sofrimento. Quanto mais a gente compreende e trata o sofrimento mais a gente acha que sofre e ao mesmo tempo o sofrimento dos outros começa a parecer frescura."

"[...] falar sobre as coisas avacalha com tudo pra mim. Falar estraga. É só dar nome que morre."

"É sempre duro fazer o que tem que ser feito, romper com pessoas legais, mesmo quando se está convicto de que é o melhor."

"O amor é o coração do desespero."

"Há apenas dois lugares possíveis para uma pessoa. A família é um deles. O outro é o mundo inteiro."

"Ou existe livre-arbítrio ou não existe. Se o ser humano é um agente livre, se temos escolhas, podemos ser responsabilizados. Se não existe, se o universo é predeterminado pelas leis da natureza e tudo não passa do resultado do que aconteceu logo antes, aí ninguém tem culpa do que faz. Nem rancor nem perdão fazem sentido."

segunda-feira, 6 de maio de 2013

As coisas pelas quais valem a pena viver


Cada pessoa tem suas buscas e se posiciona perante o mundo de acordo com prerrogativas próprias, que vão sendo construídas no decorrer da vida. O respeito a isso é o mínimo que se espera.

A título de exemplificação, trago uma passagem do filme Sociedade dos Poetas Mortos, na qual um Professor explica aos seus alunos:
"Não lemos e escrevemos poesia porque é moda. Lemos e escrevemos poesia porque fazemos parte da raça humana. E a raça humana está impregnada de paixão. Medicina, Direito, Administração, Engenharia são atividades nobres, necessárias à vida. Mas a poesia a beleza, o romance, o amor são as coisas pelas quais valem a pena viver"
Isso aponta para a representação de mundo do professor. As coisas são assim para ele. Para outras pessoas as coisas pelas quais valem a pena viver podem ser outras. 

Se eu te perguntar quais as coisas pelas quais valem a pena viver? Qual será a tua resposta? Faça um exercício: olhe para a tua história e veja se realmente isso que você está vivenciando tem a ver contigo e o que pode ser feito a partir daí.