Muitas pessoas tem sonhos, almejam conquistas que lhe soam como realizações de várias montas.
Esses anseios tem origem em diversos fatores e variam de acordo com cada indivíduo. Alguns querem realizar algo que seus pais não conseguiram e que agora o incentivam com todo afinco; outros se guiam pelo que está em voga na sociedade em que estão inseridos; outros dão ênfase ao que o coração lhes dita; há ainda quem anseia por desenvolvimento epistemológico; enfim, são infindáveis as possibilidades.
Não se trata de ser bom ou ruim, bonito ou feio, certo ou errado, tampouco que uma forma de ser é melhor que a outra. São apenas indicativos de características, referências que mostram como a pessoa está estruturada.
Às vezes essas buscas encontram acolhida na forma de ser da pessoa e são passíveis de realização. Noutras vezes, porém, tais caminhos a serem trilhados pela pessoa não tem nada a ver com a sua estruturação e continuar a insistir nisso pode ser um desperdício de tempo, de energia, podendo até mesmo trazer incômodos tremendos para a existência.
Em Mateus, 16-26, encontramos o seguinte: "de nada adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma". Claro que alguns não estão nem aí para o fato de perderem a alma, já que o que querem é ganhar o mundo, ou fama, ou riqueza, etc.
O que estamos buscando tem a ver conosco? Temos sustentação para nos manter aonde queremos chegar? São algumas reflexões que podem ter alguma relevância quando se ponderam esses elementos.
Um pouco de tudo... e também de nada. Aqui expresso minhas representações acerca do que penso, sinto, faço, vivo...
Originalidade?
Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Pensou em escrever para a garota.
Mas escrever o que? Declarações de um amor romântico, que existe só existe no cinema e em alguns corações espalhados aos ventos, as quais ela acharia antiquadas, bregas? Ou algo sobre sexo, transa, meteção, fodeção, prazer ou ouras coisas que ela talvez achasse grosseria?
Estava ciente daquela velha história: se tenta aproximar, acaba afastando; se tanta dar um espaço, está sendo indiferente. Tinha ciência, também, de que uma interseção traria algumas respostas, mas havia alguns impeditivos que a estavam tornando confusa. Sabia estar num labirinto, num beco sem saídas, numa sinuca de bico, entre a cruz e a espada. Mas, ainda assim, estava disposto a tentar levar adiante aquilo que fazia o coração pulsar mais forte.
Que porra de educação recebera que não lhe ensinaram nada sobre essas merdas de relacionamentos? E os murros que levou na cara e na boca do estômago com relações que só ele não via que dariam em nada? E tantas outras inquietações. E tantos outros pontos de interrogação. E tantas divagações. E tantas ideias complexas. E tantos sofrimentos, até que se prove o contrário, desnecessários. Tudo isso e mais um amontoado de lixo que só traziam sintomas ruins.
Percebeu que estava indo longe demais com suas paranoias delirantes e que isso não estava fazendo bem nem a ele mesmo, nem à garota e nem à breve, mas intensa e linda caminhada, que estavam compartilhando juntos.
Arrumou seu ninho, colocou um jazz para tocar e tentou desacelerar seu pensamentos e acalmar seu coração. Afinal, não poderia estar colocando novamente sua paz em algo fora dele mesmo. Mas estava. E precisava urgente achar uma solução para esse dilema, um equilíbrio para essa situação. Antes que fosse tarde demais...
Mas escrever o que? Declarações de um amor romântico, que existe só existe no cinema e em alguns corações espalhados aos ventos, as quais ela acharia antiquadas, bregas? Ou algo sobre sexo, transa, meteção, fodeção, prazer ou ouras coisas que ela talvez achasse grosseria?
Estava ciente daquela velha história: se tenta aproximar, acaba afastando; se tanta dar um espaço, está sendo indiferente. Tinha ciência, também, de que uma interseção traria algumas respostas, mas havia alguns impeditivos que a estavam tornando confusa. Sabia estar num labirinto, num beco sem saídas, numa sinuca de bico, entre a cruz e a espada. Mas, ainda assim, estava disposto a tentar levar adiante aquilo que fazia o coração pulsar mais forte.
Que porra de educação recebera que não lhe ensinaram nada sobre essas merdas de relacionamentos? E os murros que levou na cara e na boca do estômago com relações que só ele não via que dariam em nada? E tantas outras inquietações. E tantos outros pontos de interrogação. E tantas divagações. E tantas ideias complexas. E tantos sofrimentos, até que se prove o contrário, desnecessários. Tudo isso e mais um amontoado de lixo que só traziam sintomas ruins.
Percebeu que estava indo longe demais com suas paranoias delirantes e que isso não estava fazendo bem nem a ele mesmo, nem à garota e nem à breve, mas intensa e linda caminhada, que estavam compartilhando juntos.
Arrumou seu ninho, colocou um jazz para tocar e tentou desacelerar seu pensamentos e acalmar seu coração. Afinal, não poderia estar colocando novamente sua paz em algo fora dele mesmo. Mas estava. E precisava urgente achar uma solução para esse dilema, um equilíbrio para essa situação. Antes que fosse tarde demais...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
das minhas elucubrações
Meus pés estão gelados. Meus dedos, dormentes.
O silêncio externo é extremo. Tanto que chego ouvir o barulho das gotículas de água do condicionador de ar.
Outro tipo de silêncio grita e faz eco no meu interior. É a inquietação que por ora me acalma.
Meus pensamentos estão limitados. Ordenei-os a serem meus amigos. Até que estão se comportando, mas sei que preciso segurá-los a rédeas curtas para que não enveredem por becos sem saída.
A insônia já foi mais frequente e sinônimo de lamúrias. Ultimamente tem me visitado pouco. E tem sido momentos de gozo, de regozijo.
Sinto meu coração aquecido e em paz...
Não sei por quanto tempo compartilharemos caminhos juntos. Mas já sou grato pelo encontro e pelos passos que demos.
Esse teu sorriso secreto está me fazendo bem.
E, por esse e outros motivos, tenho confirmado: eu sou um homem de sorte.
O silêncio externo é extremo. Tanto que chego ouvir o barulho das gotículas de água do condicionador de ar.
Outro tipo de silêncio grita e faz eco no meu interior. É a inquietação que por ora me acalma.
Meus pensamentos estão limitados. Ordenei-os a serem meus amigos. Até que estão se comportando, mas sei que preciso segurá-los a rédeas curtas para que não enveredem por becos sem saída.
A insônia já foi mais frequente e sinônimo de lamúrias. Ultimamente tem me visitado pouco. E tem sido momentos de gozo, de regozijo.
Sinto meu coração aquecido e em paz...
Não sei por quanto tempo compartilharemos caminhos juntos. Mas já sou grato pelo encontro e pelos passos que demos.
Esse teu sorriso secreto está me fazendo bem.
E, por esse e outros motivos, tenho confirmado: eu sou um homem de sorte.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
re-Nascer
Estímulos de todos os lados, de todos os ângulos, de todas as vozes, de todas as letras, de todas as cores.
Muitos deles incentivam a ser grande, a ser super, a ser mega, a ser master, a ser ultra.
É um culto ao sucesso, à felicidade. Logo, logo surgirão cartilhas que tornarão as pessoas imortais.
Porém, no meio de toda essa correria, dos slogans de que tens que ser o melhor, o mais bonito, o mais isso, o mais aquilo esquecem de te dar um toque que, ao meu ver, é indispensável: és um ser humano. Por seres humano, és passível de erros, de equívocos, de frustrações.
Nem sempre darás conta de realizar tuas buscas. Às vezes os resultados que obterás não serão nem de longe parecidos com o que havias planejado. Te desencontrarás. E talvez esses movimentos façam surgir outros caminhos que não havias cogitado existir. Deixarás para trás algumas coisas. Perderás. E talvez algum dia percebas que por muito tempo destes créditos ao que queriam que fosse tua vida, que te afastastes da forma como querias vivê-la.
Espero que ainda dê tempo de rever tua forma de pensar, de sentir, de agir, de ser para que possas exercitar tua existência de forma producente.
Que eu e tu possamos re-Nascer.
Seguimos!
Muitos deles incentivam a ser grande, a ser super, a ser mega, a ser master, a ser ultra.
É um culto ao sucesso, à felicidade. Logo, logo surgirão cartilhas que tornarão as pessoas imortais.
Porém, no meio de toda essa correria, dos slogans de que tens que ser o melhor, o mais bonito, o mais isso, o mais aquilo esquecem de te dar um toque que, ao meu ver, é indispensável: és um ser humano. Por seres humano, és passível de erros, de equívocos, de frustrações.
Nem sempre darás conta de realizar tuas buscas. Às vezes os resultados que obterás não serão nem de longe parecidos com o que havias planejado. Te desencontrarás. E talvez esses movimentos façam surgir outros caminhos que não havias cogitado existir. Deixarás para trás algumas coisas. Perderás. E talvez algum dia percebas que por muito tempo destes créditos ao que queriam que fosse tua vida, que te afastastes da forma como querias vivê-la.
Espero que ainda dê tempo de rever tua forma de pensar, de sentir, de agir, de ser para que possas exercitar tua existência de forma producente.
Que eu e tu possamos re-Nascer.
Seguimos!
terça-feira, 6 de maio de 2014
Amor é uma questão de humor?
Engana-se quem pensa que relacionamento é só oba-oba.
Até uma certa idade é compreensível que algumas pessoas pensem que o amor por si só basta para que um relacionamento seja bacana para os envolvidos. Mas tão logo haja o envolvimento com o outro e o próprio amor trata de apontar que sem pitadas de outros elementos ele sucumbe.
Viver com alguém é algo que pode ser prazeroso ou desastroso, dependendo de como se dá o investimento de energia nessa empreitada. Nesse contexto, se amor e humor não andarem quase que de mãos dadas dificilmente o relacionamento se sustenta.
Sei que essa minha tese é um tanto simplista, mas é assim que ando olhando para as relações ultimamente.
Claro que no início do relacionamento o encantamento da paixão deixa tudo tão mágico, dando a impressão de perfeição. Mas passadas algumas estações os pombinhos já não estão como no início. E isso se dá não necessariamente por intenção de magoar a outra pessoa. É um movimento que, digamos, faz parte do processo. Por isso que mencionei a importância do amor e do humor andarem perto, lado a lado, ou ao menos a uma distância curta.
Porque deve ser um tédio ver momentos que seriam para ser especiais ao lado da pessoa que você escolheu para compartilhar contigo se transformarem em um pé no saco por falta de humor.
A falta de sorrisos, de afeto, de carinho, de atenção, de diálogo, de compreensão, de entendimento, de negociações parecem denunciar um distanciamento, beiram a indiferença. E em casos assim o amor grita, reclama, pede socorro. E se os sintomas que se manifestam a partir daí forem negligenciados, não tem pai de santo que resolva.
Porque amor também é uma questão de humor. Ambos são para serem sentidos, mas também precisam ser promovidos, movimentados, instigados, estimulados. E para que isso aconteça, esqueçamos os modelos que os filmes nos mostram e todas as fórmulas prontas vendidas por experts em relacionamentos, com roteiros perfeitos e viveram felizes para sempre.
Amor e humor são exercícios para os quais é válida a máxima de que a persistência é que promove a excelência. Ou seja, conviver com outra pessoa até pode parecer fácil, mas às vezes as aparências enganam. O ideal seria que as pessoas em interseção conhecessem a si próprias e os elementos que as aproximam, que as afastam e o que pode ser ajustado a partir daí.
Se achar que relacionamento é tão simples quanto uma atualização de status em rede social ou um bom dia, talvez logo ali na frente você pode se deparar com algo não muito agradável.
Seguimos...
Até uma certa idade é compreensível que algumas pessoas pensem que o amor por si só basta para que um relacionamento seja bacana para os envolvidos. Mas tão logo haja o envolvimento com o outro e o próprio amor trata de apontar que sem pitadas de outros elementos ele sucumbe.
Viver com alguém é algo que pode ser prazeroso ou desastroso, dependendo de como se dá o investimento de energia nessa empreitada. Nesse contexto, se amor e humor não andarem quase que de mãos dadas dificilmente o relacionamento se sustenta.
Sei que essa minha tese é um tanto simplista, mas é assim que ando olhando para as relações ultimamente.
Claro que no início do relacionamento o encantamento da paixão deixa tudo tão mágico, dando a impressão de perfeição. Mas passadas algumas estações os pombinhos já não estão como no início. E isso se dá não necessariamente por intenção de magoar a outra pessoa. É um movimento que, digamos, faz parte do processo. Por isso que mencionei a importância do amor e do humor andarem perto, lado a lado, ou ao menos a uma distância curta.
Porque deve ser um tédio ver momentos que seriam para ser especiais ao lado da pessoa que você escolheu para compartilhar contigo se transformarem em um pé no saco por falta de humor.
A falta de sorrisos, de afeto, de carinho, de atenção, de diálogo, de compreensão, de entendimento, de negociações parecem denunciar um distanciamento, beiram a indiferença. E em casos assim o amor grita, reclama, pede socorro. E se os sintomas que se manifestam a partir daí forem negligenciados, não tem pai de santo que resolva.
Porque amor também é uma questão de humor. Ambos são para serem sentidos, mas também precisam ser promovidos, movimentados, instigados, estimulados. E para que isso aconteça, esqueçamos os modelos que os filmes nos mostram e todas as fórmulas prontas vendidas por experts em relacionamentos, com roteiros perfeitos e viveram felizes para sempre.
Amor e humor são exercícios para os quais é válida a máxima de que a persistência é que promove a excelência. Ou seja, conviver com outra pessoa até pode parecer fácil, mas às vezes as aparências enganam. O ideal seria que as pessoas em interseção conhecessem a si próprias e os elementos que as aproximam, que as afastam e o que pode ser ajustado a partir daí.
Se achar que relacionamento é tão simples quanto uma atualização de status em rede social ou um bom dia, talvez logo ali na frente você pode se deparar com algo não muito agradável.
Seguimos...
terça-feira, 29 de abril de 2014
Somos todos o que? O envolvimento de famosos em causas sociais
Primeiro:
envolvimento aqui quer dizer manifestar-se, expressar opinião, dar a cara a
tapas.
Segundo: famosos aqui
são pessoas que tem certa visibilidade na mídia, seja na tv, rádio, internet,
revistas, jornais ou qualquer meio de comunicação.
Terceiro: questões
sociais aqui se referem a assuntos que versam sobre a organização da vida em
comunidade, passando por inumeráveis temas e conflitos que deles possam surgir.
***
O episódio do
torcedor que arremessou uma banana na direção do jogador Daniel Alves, que sem
titubear comeu a fruta, fez vir à tona a luta contra o racismo que se estendeu
nas redes sociais através da viral #SomosTodosMacacos, esta que teve o jogador
Neymar como um dos precursores. Neymar divulgou uma foto com uma banana e seu filho
com uma banana de pelúcia. À partir dela, muitos artistas, músicos, atores,
escritores aderiram à ideia e posaram com bananas fazendo alusão ao ocorrido.
Inegável a proporção
que isso tomou. Se as pessoas irão, em maior ou menor número, praticar isso nas
suas relações já não depende só de tal exposição, mas de reflexões mais
profundas e, consequentemente, da mudança de atitude sobre essa imbecilidade
que é o racismo.
No dia seguinte do
ocorrido surgiram explicações de que era para Neymar comer a banana, caso fosse
arremessada em sua direção. Isso já havia sido pensado em forma de uma campanha
publicitária. Falando em publicidade, a marca de roupas do apresentador Luciano
Huck se apressou e já vende camisetas com estampas de bananas e mencionando a
#SomosTodosMacacos. Há quem julgue isso como oportunismo, ou charlatanismo, ou
tantos outros adjetivos pejorativos e há quem aplauda a iniciativa, acreditando
ser ela uma aliada à luta contra o racismo. Que cada um tire suas próprias
conclusões.
Em decorrência desse
incidente, mais uma vez me deparei com uma questão que seguidamente me faço: já
que esses considerados famosos tem grande visibilidade, cada qual dentro do seu
meio, por que a maioria fica omissa quanto à assuntos que poderiam expressar
sua opinião? Entendo que a própria omissão já é parte de uma ação estratégica,
já que muitas vezes incompreensões e equivocidades podem resultar daí, afetando
negativamente a imagem de tais profissionais. Porém, percebo uma certa
passividade, um comodismo que brota, provavelmente, de um pensamento de cada um
no seu quadrado.
O que você pensa a
respeito disso? A indiferença te afeta? Você prefere que as opiniões sejam
expressas, mesmo que em desacordo com sua visão de mundo? Se puderes me ajudar
a pensar sobre, pode usar o espaço para os comentários ou email.
E sobre o racismo,
não cabe mais, né gente? Dá licença!
terça-feira, 22 de abril de 2014
Imprudência no trânsito
No Brasil, o trânsito mata. Por dia, várias vidas são ceifadas e famílias ficam órfãs nessa guerra de metal. E o que espanta é que a imprudência continua sendo a causa mortis.
***
Final de segunda-feira, último dia do feriadão de Páscoa e Tiradentes, aproveitei o fim de tarde para fazer atividade física. Percorri o trajeto que normalmente faço pela RS 324 e percebi um movimento bem acima do normal. Fileiras enormes de automóveis que pareciam querer abreviar não somente o tempo de viagem, mas o caminho, imaginando alcançar uma velocidade e, sei lá, adentrar em um portal e desembarcar em minutos na própria residência.
Depois de ter acabado minha atividade, sentei num lugar alto, perto do trevo de acesso à minha cidade, para ver o pôr do sol - ofuscado pela formação de nuvens cinzas que tomaram conta do céu. Acabei prestando atenção ao movimento intenso na RS e, em decorrência disso, dezenas de cenas de pura imprudência. O local a que me refiro é no perímetro urbano, velocidade máxima permitida de 60-80km/h, com faixa dupla nos dois sentidos, mas esses fatores foram desprezados por vários motoristas. Vi várias cenas de filme, ultrapassagens de alto risco, desastrosas, freadas bruscas, buzinaços, mão pra fora com o dedo do meio esticado, três carros passando lado a lado na pista, enfim... Claro que a grande maioria dos motoristas estava trafegando com tranquilidade, mas até mesmo estes os imprudentes puseram em risco. Na ânsia de chegar mais cedo, muitas vidas foram interrompidas e muitos leitos de hospitais estão acomodando motoristas e passageiros.
***
É muito cômodo culpabilizar apenas o Estado pelas más condições de grande parte de nossas estradas. Mas não tem como negligenciar o fato de que a maioria dos acidentes, fatais ou não, têm a imprudência do motorista como fator determinante. Aliás, procurar culpar algo ou alguém é uma forma de encontrar desculpas, de se eximir de responsabilidades, quando, na verdade, temos que voltar nossa educação justamente para isso: responsabilidade. E educação, aqui, não tem a ver com titulação acadêmica, tampouco com status de classe social.
Se não mudarmos nossa forma de pensar e não alterarmos nosso comportamento no trânsito continuaremos a ver as notícias dessas carnificinas a cada final de semana e feriado estampadas nos meios de comunicação, infelizmente.
***
A vida não tem preço e nem hora marcada para terminar. É bom tomarmos ciência de que nossas atitudes podem alterar o rumo de nossa existência.
Seguimos.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Passa(n)do a limpo em poucas linhas
Vai assim
mesmo, sem script, na impulsividade, sem estar sob efeito de qualquer coisa que
perturbe minha consciência.
Não é minha intenção
agradar a todos nessa minha passagem pela terra. Por muito tempo pensei que
minha missão aqui era servir a tudo e a todos. Mas mudei essa forma de pensar
e, consequentemente, de agir. Não faço nada pensando em ser modelo ou ser
exemplo a ser seguido. Eu faço o que soa coerente com minha forma de ser e sei que
uma das consequências disso é ser incompreendido, rotulado, taxado de forma
leviana por quem não vivencia as mesmas circunstâncias que eu.
Tenho ciência que
até para fazer merda há de se ter responsabilidade e arcar com as conseqüências
dos atos. E fugir das minhas responsabilidades é algo que não costumo fazer. Para
mim, uma questão de honra, herança de berço, educação paterna e materna.
Eu faço meus
caminhos de acordo com os ventos que sopram à minha alma. São esses ventos que
me ditam verdades que nem todos têm acesso. São nesses percursos que exercito a
minha existência. E meus exercícios não tem nada a ver com ser bonzinho, com ser
apenas uma marionete no teatro da vida. Sou da ala da contestação, da resistência,
da subversão. Às vezes é pesado ser assim, mas é o que escolhi para mim. Sou do
time da poesia, da filosofia, da literatura, da música e das manifestações artísticas
em suas diversas formas de apresentação. De certa forma isso serve como um antídoto às dores do mundo.
Estou aqui
para aprender, para me desenvolver, para crescer. E isso não necessariamente
tem a ver com fazer o que pregam os padrões da sociedade ou quaisquer outras
regras pré-estabelecidas. Aliás, às vezes o melhor que algumas regras merecem é
um foda-se em alto e bom som.
Quero ser
melhor a cada suspiro. Não melhor que alguém, mas melhor que eu mesmo, o melhor
que eu possa ser. E, para tanto, não preciso usar ninguém como trampolim. Minha
religião é a do amor. Mas não esse amor vendido em capas de revistas ou em novelas,
não esse amor ostentação que precisa andar de mãos dadas com formas físicas
fabricadas nas mesas de cirurgia e com situações financeiras pra lá de estáveis.
Até nem sei como se convencionou a chamar isso de amor, mas tudo bem. O amor
que me refiro é um amor transcendente, aquele que toca a alma. Aquela poção de
magia que toca os corações de quem tem sensibilidade para acolhê-lo e que é a
força que move o universo. Esse é o tal do amor, na minha representação.
Enfim... saúde,
força e sensibilidade é o que eu quero e preciso para curtir o trajeto. Com
esses ingredientes eu me encarrego de gozar das maravilhas da vida e de
contornar os obstáculos que possam surgir. Meus chegados não são comprados e
sei que a energia que deles emana é algo que me fortalece.
Então, desce o
start. Que continue o jogo! Ainda tenho
muitas fases para passar até o momento do game over.
Seguimos sem medo.
segunda-feira, 24 de março de 2014
brincadeirinhas de gente grande
Costumo dizer que quem deixa morrer a criança que há dentro de si não está se tornando um adulto, mas um idiota. Por esse lado, até são bacanas algumas brincadeiras que tem surgido no Facebook. Ah, tá bom, umas são meio idiotas. Mas é brincadeira e brincadeira não pode ser levada a sério. Correto? Sim e não: sim porque o caráter lúdico tem que ser considerado; não porque desse comportamento podem surgir padrões que levem o descomprometimento para outras esferas da vida que não permitem esse tom descontraído, essa muvuca, podendo causar algum prejuízo à pessoa (cabe lembrar que até mesmo as brincadeiras tem regras estabelecidas).
Algumas pessoas já beberam uma quantidade "x" de cerveja para se livrarem da penalidade de terem que pagar uma caixa de cervejas pela negativa, tem as que beberam claras de ovo para se verem livres de pagar suplementos alimentares para os amigos, outras tiveram que publicar poesias/poemas para não terem que dar livros para quem as indicou, está surgindo uma onda de postar vídeo de rock´n´roll, enfim, sabe-se lá quantas tantas outras brincadeiras que existem e que ainda não chegaram até nossas redes sociais.
Brincadeirinha 2: Antes de abrirmos fogo com comentários preconceituosos e ofensivos (o ideal é que eles não existissem, mas não são todas as pessoas que respiram e não se atiram de cabeça à impulsividade) vamos tentar compreender o que está sendo exposto do outro lado. Se ao menos tentarmos mudar o julgamento pela compreensão, já será um passo enorme.
Brincadeirinha 3: Tudo bem que a educação do nosso país não está no topo da lista das prioridades, mas abrir e fechar aspas antes de algo que vem de "ctrl c + ctrl v", o famoso copiar e colar, nunca fez mal a ninguém. Ah! E, além disso, citar a referência de quem escreveu ou de onde foi retirado também não dá processo. Pelo contrário, se apossar de conteúdos de outrem como se fosse uma criação própria sem menção é que é passível de processo (aquilo que tanto falam por aí, que assombra desde a educação básica até o ensino superior, plágio).
Brincadeirinha 4: Vamos tomar cuidado para não creditar a Platão uma frase ou trecho de texto de algo que foi seu vizinho que falou numa roda de amigos, ou publicar algo que destoe da teoria, do que pensava a pessoa que estamos citando.
Brincadeirinha 5: Quem achou esse post uma merda, ou que foi perda de tempo ter vindo aqui e lido até o final, poupe ao menos a minha mãe da sua ira. Ela não é uma puta. Mas se você pensa que o que foi exposto pode ser útil, incorpore tais brincadeirinhas nos teus afazeres.
Abraços, beijos e queijos.
Algumas pessoas já beberam uma quantidade "x" de cerveja para se livrarem da penalidade de terem que pagar uma caixa de cervejas pela negativa, tem as que beberam claras de ovo para se verem livres de pagar suplementos alimentares para os amigos, outras tiveram que publicar poesias/poemas para não terem que dar livros para quem as indicou, está surgindo uma onda de postar vídeo de rock´n´roll, enfim, sabe-se lá quantas tantas outras brincadeiras que existem e que ainda não chegaram até nossas redes sociais.
***
Pois bem, as brincadeiras que quero convidar todos a participar (embora saiba que nem todos irão entrar nelas) parecem simples. As iniciativas que pretendo desencadear estão, de certa forma, escassas na internet. Mas, sem delongas, vamos a elas?
Brincadeirinha 1: Vamos buscar informações sobre a mesma coisa/notícia em diferentes fontes. Isso evita visões unilaterais e fragmentadas daquilo que estamos tento contato. Afinal, a coisa/notícia está a serviço de que?, de quem?, com quais finalidades? Brincadeirinha 2: Antes de abrirmos fogo com comentários preconceituosos e ofensivos (o ideal é que eles não existissem, mas não são todas as pessoas que respiram e não se atiram de cabeça à impulsividade) vamos tentar compreender o que está sendo exposto do outro lado. Se ao menos tentarmos mudar o julgamento pela compreensão, já será um passo enorme.
Brincadeirinha 3: Tudo bem que a educação do nosso país não está no topo da lista das prioridades, mas abrir e fechar aspas antes de algo que vem de "ctrl c + ctrl v", o famoso copiar e colar, nunca fez mal a ninguém. Ah! E, além disso, citar a referência de quem escreveu ou de onde foi retirado também não dá processo. Pelo contrário, se apossar de conteúdos de outrem como se fosse uma criação própria sem menção é que é passível de processo (aquilo que tanto falam por aí, que assombra desde a educação básica até o ensino superior, plágio).
Brincadeirinha 4: Vamos tomar cuidado para não creditar a Platão uma frase ou trecho de texto de algo que foi seu vizinho que falou numa roda de amigos, ou publicar algo que destoe da teoria, do que pensava a pessoa que estamos citando.
Brincadeirinha 5: Quem achou esse post uma merda, ou que foi perda de tempo ter vindo aqui e lido até o final, poupe ao menos a minha mãe da sua ira. Ela não é uma puta. Mas se você pensa que o que foi exposto pode ser útil, incorpore tais brincadeirinhas nos teus afazeres.
Abraços, beijos e queijos.
terça-feira, 11 de março de 2014
15 MENTEs intantaneaMENTE
Sentidos
dorMENTEs.
Tudo em paz,
aparenteMENTE.
ProvavelMENTE
acorde mais tarde
abruptaMENTE
depois de um sonho
inconsciente
que afetou minha
MENTE
de forma
potente
por ter agido
impulsivaMENTE
ao invés de
cautelosaMENTE.
InfelizMENTE
há quem só se
aliMENTE
daquilo que é inconsequente.
AliMENTE
positivaMENTE
sua MENTE.
E lembre-se que
MENTE
aquele que diz que não
MENTE
talvez querendo viver
eternaMENTE.
dorMENTEs.
Tudo em paz,
aparenteMENTE.
ProvavelMENTE
acorde mais tarde
abruptaMENTE
depois de um sonho
inconsciente
que afetou minha
MENTE
de forma
potente
por ter agido
impulsivaMENTE
ao invés de
cautelosaMENTE.
InfelizMENTE
há quem só se
aliMENTE
daquilo que é inconsequente.
AliMENTE
positivaMENTE
sua MENTE.
E lembre-se que
MENTE
aquele que diz que não
MENTE
talvez querendo viver
eternaMENTE.
quarta-feira, 5 de março de 2014
I feel so good today
Em 06/03/2013 eu entrei no expediente do meu trabalho e dei de cara com uma notícia nada agradável na internet: Chorão havia sido encontrado morto em seu apartamento.
- Caraaalho! Que porra é essa?
Por onde naveguei, encontrei a notícia se espalhando de forma viral. As primeiras reações foram o choque e a negação. Impossível conter as lágrimas. Não lembro de uma vírgula do que fiz naquela manhã. Minha cabeça ficou confusa, viajando em ideias complexas. Menos mau que não fiz cagada que comprometesse meu trampo. O fato é que não tinha clima para nada.
De meio dia, em casa, minha mãe me perguntou o que tinha acontecido. Ela percebeu de cara que eu tinha ficado puto com alguma coisa. Uma lágrima caiu do meu rosto e eu disse que tinha perdido um irmão na madrugada que passou. Ela sacou o que estava se passando.
Meu dia foi pesadíssimo. E algumas semanas que se seguiram após a morte do Chorão foram foda de enfrentar. A forma como a mídia sensacionalista acompanhou o caso me provocou ânsia de vômito. Me deu nojo também de muitos pela saco que sequer conheciam o cara, a música dele, a trajetória dele e saíram idolatrando ou fazendo críticas idiotas a respeito de tudo o que estava acontecendo.
Acompanhei o Charlie Brown Jr desde o primeiro álbum, lá em 1997. Aliás, primeiro CD de rock´n´roll que eu comprei foi Transpiração Contínua Prolongada. A cada lançamento da banda era uma corrida para ter na minha coleção mais um disco. E foi assim até poucos dias, com o La Família 013, o décimo primeiro lançamento da banda com o Chóris de front man. Tive a oportunidade de ver 4 shows da banda, com diferentes formações, num dos quais ganhei do Chorão uma lata de Red Bull. Aprendi com as músicas do Charlie Brown Jr mais do que aprendi com muitos professores que cruzei pela vida. Dessa estreita relação, resultou uma tatuagem em homenagem ao marginal alado.
Um ano amanhã que Alexandre Magno Abrão partiu. O Chorão deixou saudade. Ele ainda tinha muita coisa para viver, muita canção para compor e para cantar, muito palavrão para proferir nos shows, muitas pessoas para ajudar com os projetos que ele bancava. Mas nessa passagem pelos palcos da vida ele deixou muitos exemplos bons, muitas músicas boas, muitas lições de amor que muitos zé roelas deveriam aprender.
É uma honra ter tido a oportunidade de ver esse monstro em atividade. Que possamos levar adiante a energia contagiante desse gênio da nossa música.
Amem e amém!
- Caraaalho! Que porra é essa?
Por onde naveguei, encontrei a notícia se espalhando de forma viral. As primeiras reações foram o choque e a negação. Impossível conter as lágrimas. Não lembro de uma vírgula do que fiz naquela manhã. Minha cabeça ficou confusa, viajando em ideias complexas. Menos mau que não fiz cagada que comprometesse meu trampo. O fato é que não tinha clima para nada.
De meio dia, em casa, minha mãe me perguntou o que tinha acontecido. Ela percebeu de cara que eu tinha ficado puto com alguma coisa. Uma lágrima caiu do meu rosto e eu disse que tinha perdido um irmão na madrugada que passou. Ela sacou o que estava se passando.
Meu dia foi pesadíssimo. E algumas semanas que se seguiram após a morte do Chorão foram foda de enfrentar. A forma como a mídia sensacionalista acompanhou o caso me provocou ânsia de vômito. Me deu nojo também de muitos pela saco que sequer conheciam o cara, a música dele, a trajetória dele e saíram idolatrando ou fazendo críticas idiotas a respeito de tudo o que estava acontecendo.
Acompanhei o Charlie Brown Jr desde o primeiro álbum, lá em 1997. Aliás, primeiro CD de rock´n´roll que eu comprei foi Transpiração Contínua Prolongada. A cada lançamento da banda era uma corrida para ter na minha coleção mais um disco. E foi assim até poucos dias, com o La Família 013, o décimo primeiro lançamento da banda com o Chóris de front man. Tive a oportunidade de ver 4 shows da banda, com diferentes formações, num dos quais ganhei do Chorão uma lata de Red Bull. Aprendi com as músicas do Charlie Brown Jr mais do que aprendi com muitos professores que cruzei pela vida. Dessa estreita relação, resultou uma tatuagem em homenagem ao marginal alado.
Um ano amanhã que Alexandre Magno Abrão partiu. O Chorão deixou saudade. Ele ainda tinha muita coisa para viver, muita canção para compor e para cantar, muito palavrão para proferir nos shows, muitas pessoas para ajudar com os projetos que ele bancava. Mas nessa passagem pelos palcos da vida ele deixou muitos exemplos bons, muitas músicas boas, muitas lições de amor que muitos zé roelas deveriam aprender.
É uma honra ter tido a oportunidade de ver esse monstro em atividade. Que possamos levar adiante a energia contagiante desse gênio da nossa música.
Amem e amém!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Cabe uma vida entre a perda e o agora.
O foda de perder uma pessoa não é a saudade que dela fica, mas a saudade daquilo que não foi vivido. De certa forma isso é uma expectativa, uma ansiedade, uma frustração. Comigo é assim.
Do tempo da ausência até agora, quantas coisas bacanas poderiam ter acontecido? Quantas coisas para experimentar juntos? Quantos sorrisos, quantas lágrimas? Quantos pôr do sol, quantas luas cheias? E os banhos de chuva, as conversas fiadas, as experiências de vida para compartilhar? Bah, que merda hein!?
Cabe uma vida entre a perda e o agora.
Essa saudade daquilo que não foi vivido às vezes me acerta em cheio. Menos mau que ficaram boas lembranças, momentos inesquecíveis, registros que nada nem ninguém é capaz de apagar da alma e do coração. E isso é o que me dá forças para seguir.
"Será que a brisa vai me levar até você?
Será que vai conseguir me ouvir?
Mas se pudesse estar aqui sentindo o oceano e do meu lado visse o sol cair, iria me deixar feliz.
Queria que estivesse aqui."
Você faz falta, campeão.
Saudade enorme.
Saudade enorme.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Não use a preguiça e a covardia para justificar seus fracassos
Desde que vi os primeiros conteúdos do Professor Clóvis de Barros Filho na internet, fiquei fã dele. Tanto que volta e meia eu tiro um tempo para acessar alguma coisa dele, palestras, aulas, textos.
A seguir tem a maior parte transcrita de um trecho de uma aula sobre Desejo x Vontade em Kant que me dei o trabalho de transcrever. Para mim é um espetáculo isso que ele está falando.
Como é tempo de muita gente retomar a rotina de aulas, é bom dar uma refletida sobre o papel docente e, não menos interessante e/ou importante, do aluno. E das últimas palavras do professor nasceu o título dessa postagem.
Eis então as magníficas considerações que merecem ser grifadas.
A seguir tem a maior parte transcrita de um trecho de uma aula sobre Desejo x Vontade em Kant que me dei o trabalho de transcrever. Para mim é um espetáculo isso que ele está falando.
Como é tempo de muita gente retomar a rotina de aulas, é bom dar uma refletida sobre o papel docente e, não menos interessante e/ou importante, do aluno. E das últimas palavras do professor nasceu o título dessa postagem.
Eis então as magníficas considerações que merecem ser grifadas.
“Porque isso tudo é de uma potência de argumentação fudida. Por
que o que que Kant tá dizendo? Kant tá dizendo que você pode agir mal e produzi
felicidade e agir bem e produzir tristeza. Coisa que no utilitarismo é absurdo.
Então, claro, nesse sentido você se lembrará dos exemplos. Você vai numa escola
particular, quando é que o professor dá uma boa aula? Quando os alunos fazem
teste de satisfação: ótimo, bom regular ou péssimo e aprovam a aula. Se for um
estábulo, a aula será uma aula para equinos, não tem importância. Porque o que
importa é a felicidade de todo mundo. O que Kant tá dizendo ‘tá vendo, não pode
tá certo’. Porque se a boa conduta é aquela que enseja a felicidade sempre,
veja a primeira consequência disso, fica inviabilizado o crescimento do homem,
porque o processo educativo não é um processo de busca de felicidade na hora,
ali. A educação pressupõe dor, pressupõe desconforto, pressupõe correção de
rota, pressupõe advertência, pressupõe ‘tá errado’. O professor que é julgado
pela satisfação do playboy, ele tá fudido; ele tem que fazer o playboy sorrir o
tempo inteiro e isso é tudo, menos educar. Educar é pegar e dizer ‘você é um
bosta, então você vai sofrer agora pra você aprender a ser gente’. E esse
professor não continua no emprego, ele será demitido porque ele entristeceu o
playboy, ele mandou o playboy ler. ‘Imagine eu ler, velho, ler livro. Esse cara
tá zuado, cara. Imagina: ler livro no papel. Com quem esse cara pensa que ele
tá falando?’.
...
Três páginas. Você seleciona, imprime e lê. ‘Professor, mas três
páginas leva um minuto e meio’. Não. Não leva, não. Porque você pega o primeiro
parágrafo, lê. Ele vai te produzir um certo desconforto (isso com a aula, com a
aula). Aí você pega o primeiro parágrafo e lê de novo. ‘Você tá me chamando de
burro?’. Não. Ou se eu tô chamando de burro, chame-me também, porque é também
assim que eu leio. Lê a terceira vez o primeiro parágrafo. Aí vai pro segundo
parágrafo. Uma vez, duas vezes, três vezes. Então gasta uma hora em três páginas.
‘Professor, desse jeito eu nunca vou saber qual é o final da história’. Então, não
tem o final da história. O resto do livro é tão desinteressante quanto essas três
páginas. Você não tá perdendo nada, fique só nas três primeiras páginas. Porque
se
você não fizer a experiência da leitura de um texto difícil agora, acredite, você
terá perdido a chance. E você dirá ‘mas eu não me interesso por questões
filosóficas’. Não, é só uma questão de brio. Você tem brio? Sabe o que
é brio? Eu dizer ‘malandro, você é tosquinho, você não entende’. Nossa! Eu volto
pra casa, é a primeira coisa que eu faço, nem xixi, velho. Eu vou lá, vem o
texto, eu vou ler e tal. Por que como pode um cara escrever uma coisa
que eu não entenda? Não tem como. Eu vou ler aquela merda até entender. Isso é
brio. Senão o nego caga na sua cabeça e você não reage. Vai lá pegar o
Kotler, tem o solzinho, né?! Pra você é o máximo que dá, velho. Tem o teto, pra
você... dali pra cima você não passa. Tá dando razão pros gregos, nasceu pra
coió, não é. Não pode. Isso te fere a alma, cara. ‘Como assim eu não
vou entender?’. Eu comi na infância, comi. Me deram leite materno, me deram
leite ninho, me deram não sei o que, cérebro tem o tamanho de um cérebro
normal, neurônio tem neurônio à vontade. Então, porra, se o cara escreveu,
velho! Você só vai entender o que ele escreveu. Imagina que ele teve que tirar
do zero aquela merda toda.[...]
Você vai dizer ‘professor, mas a pedagogia’. A pedagogia que se foda! Você
precisa sentar a bunda na cadeira e melhorar a tua capacidade de pensamento,
porque depois você aplica isso aonde for. Porque se você ficar só no Show do
Ari Toledo, coisas fáceis, solzinho, públicos ‘e aqui tá empresa e nhe, nhe,
nhe’ pelo amor de deus, velho! Isso aí na 5ª série primária já daria pra
entender essa merda. Pega alguma coisa de gente. Tenha culhão . Mesmo que não tenha
nada a ver com você, tenha sangue, reaja!
‘Professor, eu não faço questão nenhuma de entender’. Ah, tudo bem. Fiz
o que eu pude. É isso mesmo. O que eu eu tô te dizendo? O que todo
mundo diz? ‘Nem pega o texto, cara. Isso aí é pra dois ou três’. Porra, se o
cara me diz ‘isso aí é pra dois ou três’, então é pra mim. Cadê a porra do
negócio? [...]
E você vai começar a se sentir mal, cara. Porque tá lendo 30 vezes a
porra da frase e você não entendeu o que o cara quis dizer. Você tem que se sentir incomodado, porque a
tua inteligência é o que você tem de melhor. Se ela não dá conta de uma merda
de uma frase, então você é um ser defecante. [...]
É esse o brio que eu tô falando. É esse brio. É esse brio que levará você
a procurar progredir intelectualmente, porque estudar, aperfeiçoar a capacidade
intelectiva, pensar com competência é tão esforçado quanto ter músculos,
correr, nadar travessia. Exige empenho, exige dedicação, exige bunda na
cadeira, exige etc e tal. Então essa é a ideia. O que eu fiz aqui? Dei as
chaves do castelo, fiz a cama, facilitei. Agora pega o texto, deita e entende.
Por que? Porque não tem por que não entender. Entrou aqui, tem coisa, tem
professor, tem comida, tem tudo. O resto é só preguiça e covardia."
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
das minhas construções compartilhadas
Estava falando com uma amiga e ela disse que estava com uma inveja boa das minhas férias, pois tinha visto algumas publicações minhas no Facebook ostentando uma vida de sombra e água fresca. Eu então expliquei que tinha sido mais de sombra e cervejas geladas que de sombra e água fresca e que isso me deixou mais redondinho. Ela me disse "se você é feliz redondinho...".
De lado as considerações sobre o padrão de beleza que preza por um corpo esbelto, moldado em academia e/ou remodulado em mesas de cirurgias, comentei que estou preocupado com minha saúde e que darei um tempo nos etílicos.
E voltando à questão da felicidade, mencionei que, para mim, felicidade são pequenos momentos preenchidos com coisas que tem a ver com o que penso ser interessante, relevante para minha existência. Pensando assim, não sou feliz, mas estou feliz. Sei que logo ali na frente pode acontecer algo que me deixe para baixo, acontecer alguma coisa ruim, algum imprevisto trágico ou sei lá o que. Mas como a felicidade não dura para sempre, nem a infelicidade é eterna. A vida tem fim e muitas coisas do percurso, mesmo que não perceptíveis num primeiro momento, podem ser elementos que nos direcionam para a evolução. Então, administrar bem esses movimentos é sabedoria, inteligência, caminho de crescimento.
Como cantou o marginal alado em Dias de luta, dias de glória, "na minha vida é que tudo acontece, mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce." E mais adiante "a vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir. Podem me tirar tudo que tenho, só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz por quem eu amo."
Seguimos!
De lado as considerações sobre o padrão de beleza que preza por um corpo esbelto, moldado em academia e/ou remodulado em mesas de cirurgias, comentei que estou preocupado com minha saúde e que darei um tempo nos etílicos.
E voltando à questão da felicidade, mencionei que, para mim, felicidade são pequenos momentos preenchidos com coisas que tem a ver com o que penso ser interessante, relevante para minha existência. Pensando assim, não sou feliz, mas estou feliz. Sei que logo ali na frente pode acontecer algo que me deixe para baixo, acontecer alguma coisa ruim, algum imprevisto trágico ou sei lá o que. Mas como a felicidade não dura para sempre, nem a infelicidade é eterna. A vida tem fim e muitas coisas do percurso, mesmo que não perceptíveis num primeiro momento, podem ser elementos que nos direcionam para a evolução. Então, administrar bem esses movimentos é sabedoria, inteligência, caminho de crescimento.
Como cantou o marginal alado em Dias de luta, dias de glória, "na minha vida é que tudo acontece, mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce." E mais adiante "a vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir. Podem me tirar tudo que tenho, só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz por quem eu amo."
Seguimos!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Foi um prazer, Lya
Eu já havia tido um breve contato com Lya através de uma leitura rápida de Perdas & Ganhos. Mas foi nessas férias, merecidas e memoráveis, que aprofundei meu contato com os livros dessa magnífica escritora.
Li O tigre na sombra, repleto de conflitos existenciais e familiares e que traz reviravoltas das possibilidades da vida (e por que não da morte?), do qual retirei os recortes abaixo, e comprei O ponto cego e O quarto fechado, que entraram na fila de leitura que não para de crescer. Lya Luft agora está na lista das minhas paixões. Foi um prazer ter tido você comigo nas minhas férias, Lya. Obrigado. E bem vinda ao meu quarto e ao meu mundo.
"Quando estavam de bom humor os deuses abriram as mãos e despejaram sobre a terra os oceanos com seus segredos, os campos onde corre o vento, as árvores com mil vozes, as manadas, as revoadas - e, para atrapalhar tudo, as pessoas.
Mas onde está todo mundo? Buscando se anestesiar ou obter respostas, atrelados às mesmas incansáveis perguntas, como, quando, quanto, por quê, por que eu?"
"Amar é para os loucos:
me perdoem os românticos
e os sensatos,
se ainda existir algum por aí."
"As pessoas ficam muito boas quando alguém morre. Nessas horas aparecem parentes, primas, cunhadas, que na vida normal nem conhecemos direito: a morte une e reúne os mais desconexos e singulares, até que o cotidiano volte a engolir todos."
"Não sei se tudo são escolhas ou se algumas coisas vegetam feito plantas carnívoras nas nossas circunstâncias e na nossa bagagem psíquica. Nunca vou saber. Não adianta saber."
"As pessoas morrem demais.
A morte: o que ela faz com a gente. Arranca as entranhas, te deixa vazia, por dentro só uma ferida aberta, mucosa inflamada e suja. Você só por obrigação se arrasta num mundo irreal, queria mesmo era ficar na cama. Pessoas chegam, falam, tocam você, dizem coisas sem sentido, o mesmo de sempre, reaja, a vida continua, o mundo não acabou, ele ou ela queria que você continuasse vivendo bem."
"Como dizia a minha Vovinha, isso de realidade é bobagem: cada um inventa a sua, o avesso pode ser o certo, no espelho pode estar a vida, e tudo aqui fora ser um sonho."
"Toda história humana é complicada.
Nenhuma termina:
as ondas do mar são sempre as mesmas."
"O paraíso é duro de ser transitado.
As respostas não têm importância.
O amor é difícil - às vezes chega tarde."
Li O tigre na sombra, repleto de conflitos existenciais e familiares e que traz reviravoltas das possibilidades da vida (e por que não da morte?), do qual retirei os recortes abaixo, e comprei O ponto cego e O quarto fechado, que entraram na fila de leitura que não para de crescer. Lya Luft agora está na lista das minhas paixões. Foi um prazer ter tido você comigo nas minhas férias, Lya. Obrigado. E bem vinda ao meu quarto e ao meu mundo.
"Quando estavam de bom humor os deuses abriram as mãos e despejaram sobre a terra os oceanos com seus segredos, os campos onde corre o vento, as árvores com mil vozes, as manadas, as revoadas - e, para atrapalhar tudo, as pessoas.
Mas onde está todo mundo? Buscando se anestesiar ou obter respostas, atrelados às mesmas incansáveis perguntas, como, quando, quanto, por quê, por que eu?"
"Amar é para os loucos:
me perdoem os românticos
e os sensatos,
se ainda existir algum por aí."
"As pessoas ficam muito boas quando alguém morre. Nessas horas aparecem parentes, primas, cunhadas, que na vida normal nem conhecemos direito: a morte une e reúne os mais desconexos e singulares, até que o cotidiano volte a engolir todos."
"Não sei se tudo são escolhas ou se algumas coisas vegetam feito plantas carnívoras nas nossas circunstâncias e na nossa bagagem psíquica. Nunca vou saber. Não adianta saber."
"As pessoas morrem demais.
A morte: o que ela faz com a gente. Arranca as entranhas, te deixa vazia, por dentro só uma ferida aberta, mucosa inflamada e suja. Você só por obrigação se arrasta num mundo irreal, queria mesmo era ficar na cama. Pessoas chegam, falam, tocam você, dizem coisas sem sentido, o mesmo de sempre, reaja, a vida continua, o mundo não acabou, ele ou ela queria que você continuasse vivendo bem."
"Como dizia a minha Vovinha, isso de realidade é bobagem: cada um inventa a sua, o avesso pode ser o certo, no espelho pode estar a vida, e tudo aqui fora ser um sonho."
"Toda história humana é complicada.
Nenhuma termina:
as ondas do mar são sempre as mesmas."
"O paraíso é duro de ser transitado.
As respostas não têm importância.
O amor é difícil - às vezes chega tarde."
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Sol da Paz
Que um Sol de Paz nasça a cada instante em nossos corações e ilumine nossos caminhos. Amém!
A vida é curta vou aproveitar. Somos tão jovens, mas nem sempre inconsequentes.
E ninguém sabe quando um simples tchau pode ser o adeus.
E nunca é tarde, já que o futuro só pertence à Deus.
Só peço que eu não perca a fé no amor, pr´um novo sol de paz se abrir.
E no que a escuridão tentar te dominar, sempre uma luz irá surgir.
Que prevaleça a fé até na dor, pr´um novo sol de paz se abrir.
E no que a escuridão tentar, eu hei de resistir. Vou adiante."
Strike – Sol de Paz
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Talk
Sozinhos não supriríamos nossas necessidades básicas. Por isso nossos pais e família ficam nos dando esse suporte. Mas aos poucos aprendemos algumas manhas da vida.
Andar. Quanto ralar os joelhos até aprendermos a dar os primeiros passos, bundadas no chão ao cairmos para trás, cabeçadas em cantos de móveis, quedas de escadas, tropeços nas próprias pernas. Nem parece que hoje andamos com tamanha propriedade, dadas as etapas cômicas que já superamos.
Acontece que agora, adultos ("gente grande" como dizem alguns) os tropeços, os tombos ainda podem acontecer. Para além do sentido físico, tais quedas acontecem com um sonho frustrado, a perda de um emprego, uma briga com alguém especial para nós, a morte de uma pessoa querida, amada e por aí adiante. E isso ainda pode ter o agravante de não termos mais aquele suporte familiar que tínhamos no início da vida e que durou até uma fase pós adolescência. Alguns até podem dizer que temos amigos para nos apoiar nos momentos difíceis. Sim, temos. Mas dar apoio não implica que eles farão todo o resto por nós.
Onde quero chegar com isso? Que a vida do "viveram felizes para sempre" não costuma sair das telas do cinema. Na vida real as coisas nem sempre são certinhas como nos contos de fada. Aqui na sociedade dos homens existem erros, frustrações, equívocos... E quando a vida bate a porta na nossa cara temos que lamber nossas feridas para continuarmos nossos caminhos. Às vezes não é fácil, mas precisamos re-aprender a andar, pois as quedas de agora exigem tanto de nós para nos reerguermos quanto o esforço que empenhávamos para colocarmo-nos em pé quando dos primeiros tropeços. Nesse processo, o auto-conhecimento pode ser de extrema importância. Não menos importante é reconhecer quando precisamos de ajuda e ter a humildade de buscar por alguém que compartilhe desse momento conosco.
Andar. Eis algo que é constante em nossa vida. No andar estão incluídos os momentos de pausa para tomar fôlego e seguir adiante, os passos para trás para impulsionar um passo mais firme logo ali na frente. Enfim, andar. Esse pode ser um indicativo de que, até certo ponto, podemos nós mesmos traçar nossos próprios caminhos.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Começar poetizando
Os ponteiros giraram: das 23h.59min. para às 00h.
Os dias passaram: da terça para a quarta-feira.
E os anos se alteraram: de 2013 para 2014.
Resoluções? Não no meu caso.
Aqui as coisas começaram de forma poética.
***
Às vezes,
ler é melhor que conversar,
dormir é melhor que almoçar,
beijar é melhor que transar,
jogar é melhor que descansar.
Às vezes,
o contrário,
ou vice-versa.
Às vezes,
o às vezes é sempre.
Noutras vezes,
às vezes é nunca.
Às vezes...
***
"Ah! que feliz um coração que escuta
as origens de que é feito!
e que não é nenhuma pedra bruta
mumificada no peito!
Ah! que feliz um coração que sente
ah! tudo vivendo intenso
no mais profundo borbulhar latente
do seu fundo foco imenso"
Cruz e Sousa
***
que eles coitentam interromper
sem supunhetar
nem invaginar q tenho pênis
deles q nádegas têm ânus dizer"
Eduardo Kac
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
passando a régua em 2013 e chegando firme em 2014
Numa reunião com minha chefia, eu estava anotando alguns compromissos profissionais que tenho prazo para cumprir. Depois de anotar, me dei por conta que restam algumas últimas páginas da agenda desse ano que está findando. Comecei a voltar as páginas. Algumas em branco, outras rabiscadas com canetas de cores diferentes, alguns "ok" em coisas que foram feitas, alguns palavrões ou anotações bizarras de quando o momento não era muito bom, balanços da grana que ganhei e da grana que torrei, extratos bancários presos com clips, bilhetes grampeados, enfim, aquela bagunça organizada que só eu sei como entender.
Folheando os dias, retrocedendo os meses fiz uma espécie de retrospectiva de 2013. Objetivamente estava tudo ali. Ou quase tudo. Mas aí é que pensei "tá bom, do mundo lá fora está muito bem compilado o ano de 2013. Mas e o meu mundo aqui dentro, como foi?".
Não é fácil fazer uma anamnese, uma análise de si mesmo, mas às vezes é necessário. Aproveitei a ocasião e dei uma desintegrada do que estava ao meu redor e me empenhei nessa tarefa.
Olhei para trás e percebi onde minhas escolhas me trouxeram. Interessante como algumas coisas que na hora da decisão pareceram idiotice agora soam como producentes ao meu estilo de vida, à minha estruturação. E o inverso também. Muitas coisas que pareciam ser a melhor saída agora eu vejo que não foram escolhas tão maduras ou que poderiam ter sido diferentes.
As coisas poderiam ter sido diferentes. Sim, poderiam. Para isso as minhas escolhas tinham que ter sido diferentes. E tais escolhas diferentes provavelmente alterariam a forma das coisa estarem agora. Não é matemática, é existência. Só podemos usar a aproximação como critério, não a exatidão. Nessa de passar a limpo o ano, posso me orgulhar dos meus acertos e dos meus deslizes. Considerando meu eu agora, posso ver meu amadurecimento em alguns aspectos com relação ao eu que foi e está sendo lapidado.
Sim, eu mudei. Em algumas coisas mudei radicalmente. E isso está longe de ser contradição. É sinal de que atualizei algumas coisas que precisavam ser atualizadas na minha forma de pensar, de agir, de ser.
Aliás, que dádiva ter me dado o direito de efetivar algumas mudanças sem medo de quebrar a cara logo ali na frente. Que bom ter deixado para trás algumas coisas que não me faziam bem e já não agregavam nada à minha existência. Que bom ter sido esse bicho-homem com possibilidades mil e ter escolhido e ter feito caminhos tão confortáveis para o meu coração e para a minha alma.
Claro que 2013 não foi conto de fadas, sempre com final feliz e "viveram felizes para sempre". Passei alguns perrengues, levei algumas quedas fortes, apanhei feio em e de algumas circunstâncias. Mas isso vem no pacote da vida. Alguns percalços são inevitáveis na trajetória mundana. Menos mau que consegui trabalhar comigo mesmo, ler e interpretar os sinais que a vida me deu, encaixar as peças dos quebra-cabeças, lamber minhas feridas e voltar a ver o brilho do sol e da lua, sentir o vento no corpo, os cheiros e aromas das flores e aquilo tudo que renova as energias.
Importante ressaltar aquele ombro amigo, aquele abraço apertado, aquelas palavras de conforto e de incentivo de muitas pessoas que tenho contato. Muitos anjos disfarçados de pessoas me ajudam diariamente a pelear e a dar o melhor de mim em tudo o que faço. Minha gratidão a essas almas nobres, sempre.
Pesando os prós e os contras, o que foi bom e o que poderia ter sido melhor, o que eu queria e o que de fato se concretizou 2013 foi um ano "do caralho!". Essa expressão é para sinalizar intensidade. Foi bacana. Eu fiz ser bacana, me esforcei para fazer isso acontecer.
Para o próximo ano minha prece é que não nos falte saúde, força e sensibilidade para vivermos intensamente aquilo que nossa existência carece para ser agradável. E isso é singular para cada indivíduo. Não quero apenas que 2014 traga coisas boas, porque o universo não cumpre promessas: ele não promete nada. Quero preencher o ano com coisas boas. Quero deixar minha marca em tudo aquilo a que me propuser a fazer. Quero praticar a minha religião do amor, que á única revolução verdadeira. E quero ser uma pessoa melhor. "Não melhor do que ninguém, mas o melhor que eu puder ser", como diria Chorão.
E aproveitando as palavras do saudoso e eterno marginal alado, "a vida é uma boca a ser beijada, mas a vida só gosta de quem gosta de viver. A vida não quer ser desperdiçada. Aproveite o seu tempo, está tudo aí pra você".
Abraços de urso e beijos de beija-flor.
Folheando os dias, retrocedendo os meses fiz uma espécie de retrospectiva de 2013. Objetivamente estava tudo ali. Ou quase tudo. Mas aí é que pensei "tá bom, do mundo lá fora está muito bem compilado o ano de 2013. Mas e o meu mundo aqui dentro, como foi?".
Não é fácil fazer uma anamnese, uma análise de si mesmo, mas às vezes é necessário. Aproveitei a ocasião e dei uma desintegrada do que estava ao meu redor e me empenhei nessa tarefa.
Olhei para trás e percebi onde minhas escolhas me trouxeram. Interessante como algumas coisas que na hora da decisão pareceram idiotice agora soam como producentes ao meu estilo de vida, à minha estruturação. E o inverso também. Muitas coisas que pareciam ser a melhor saída agora eu vejo que não foram escolhas tão maduras ou que poderiam ter sido diferentes.
As coisas poderiam ter sido diferentes. Sim, poderiam. Para isso as minhas escolhas tinham que ter sido diferentes. E tais escolhas diferentes provavelmente alterariam a forma das coisa estarem agora. Não é matemática, é existência. Só podemos usar a aproximação como critério, não a exatidão. Nessa de passar a limpo o ano, posso me orgulhar dos meus acertos e dos meus deslizes. Considerando meu eu agora, posso ver meu amadurecimento em alguns aspectos com relação ao eu que foi e está sendo lapidado.
Sim, eu mudei. Em algumas coisas mudei radicalmente. E isso está longe de ser contradição. É sinal de que atualizei algumas coisas que precisavam ser atualizadas na minha forma de pensar, de agir, de ser.
Aliás, que dádiva ter me dado o direito de efetivar algumas mudanças sem medo de quebrar a cara logo ali na frente. Que bom ter deixado para trás algumas coisas que não me faziam bem e já não agregavam nada à minha existência. Que bom ter sido esse bicho-homem com possibilidades mil e ter escolhido e ter feito caminhos tão confortáveis para o meu coração e para a minha alma.
Claro que 2013 não foi conto de fadas, sempre com final feliz e "viveram felizes para sempre". Passei alguns perrengues, levei algumas quedas fortes, apanhei feio em e de algumas circunstâncias. Mas isso vem no pacote da vida. Alguns percalços são inevitáveis na trajetória mundana. Menos mau que consegui trabalhar comigo mesmo, ler e interpretar os sinais que a vida me deu, encaixar as peças dos quebra-cabeças, lamber minhas feridas e voltar a ver o brilho do sol e da lua, sentir o vento no corpo, os cheiros e aromas das flores e aquilo tudo que renova as energias.
Importante ressaltar aquele ombro amigo, aquele abraço apertado, aquelas palavras de conforto e de incentivo de muitas pessoas que tenho contato. Muitos anjos disfarçados de pessoas me ajudam diariamente a pelear e a dar o melhor de mim em tudo o que faço. Minha gratidão a essas almas nobres, sempre.
Pesando os prós e os contras, o que foi bom e o que poderia ter sido melhor, o que eu queria e o que de fato se concretizou 2013 foi um ano "do caralho!". Essa expressão é para sinalizar intensidade. Foi bacana. Eu fiz ser bacana, me esforcei para fazer isso acontecer.
Para o próximo ano minha prece é que não nos falte saúde, força e sensibilidade para vivermos intensamente aquilo que nossa existência carece para ser agradável. E isso é singular para cada indivíduo. Não quero apenas que 2014 traga coisas boas, porque o universo não cumpre promessas: ele não promete nada. Quero preencher o ano com coisas boas. Quero deixar minha marca em tudo aquilo a que me propuser a fazer. Quero praticar a minha religião do amor, que á única revolução verdadeira. E quero ser uma pessoa melhor. "Não melhor do que ninguém, mas o melhor que eu puder ser", como diria Chorão.
E aproveitando as palavras do saudoso e eterno marginal alado, "a vida é uma boca a ser beijada, mas a vida só gosta de quem gosta de viver. A vida não quer ser desperdiçada. Aproveite o seu tempo, está tudo aí pra você".
Abraços de urso e beijos de beija-flor.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
fazer o possível ou fazer o melhor?
Estava vendo uma palestra do filósofo Mário Sérgio Cortella e num determinado momento ele fala sobre a questão de se fazer o possível e de se fazer o melhor.
Várias vezes, quando precisamos de alguma coisa, ouvimos alguém sentenciando "estou fazendo o possível" ou "farei o possível". Se aplica também ao plural disso. Diz Cortella que muitas vezes esse "fazer o possível" é indicativo de mediocridade. É como que se não tivesse empenho nisso que está sendo feito. Ou feito de forma morna, tipo "por mim tanto faz".
Para o filósofo, por outro lado, o que potencializa o crescimento existencial é se fazer o melhor dentro das condições que se tem, até que se tenha condições melhores de fazer ainda melhor.
Várias vezes, quando precisamos de alguma coisa, ouvimos alguém sentenciando "estou fazendo o possível" ou "farei o possível". Se aplica também ao plural disso. Diz Cortella que muitas vezes esse "fazer o possível" é indicativo de mediocridade. É como que se não tivesse empenho nisso que está sendo feito. Ou feito de forma morna, tipo "por mim tanto faz".
Para o filósofo, por outro lado, o que potencializa o crescimento existencial é se fazer o melhor dentro das condições que se tem, até que se tenha condições melhores de fazer ainda melhor.
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Outra coisa que merece destaque nas falas de Cortella é o fato dele seguidamente frisar que pessoas grandes sabem de sua pequenez e por isso tendem ao crescimento, enquanto que pessoas pequenas que se sentem grandes tendem a rebaixar os outros de alguma maneira.
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É possível fazer uma conexão disso que foi mencionado com o trecho da música Camisa 10 Joga Bola até na Chuva, do Charlie Brown Jr.
"Sem desandar, sem humilhar ninguém.
É assim que eu quero ser, sim, um cara melhor. Não melhor do que ninguém, mas o melhor que eu posso ser.
O tempo passa e tudo muda. E você tem que aprender que existem vários caminhos.
Escolha um pra você"
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Qual caminho você escolheu, fazer o possível ou fazer o seu melhor?
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