Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Indignado? Ah vá!

Bem, como diz o Mc Guri, do Pretinho Básico (programa de entretenimento da Rádio Atlântida)  "tá ruim pra todo mundo." 
Pois bem, vamos como o Jack, o Estripador: por partes.

As leis existem ou são criadas para? Muitas respostas são possíveis para esta indagação. Podem servir para que a nação prospere, se desenvolva, cresça e apareça, para beneficiar alguém ou alguma classe, para promoção política ou tantos outros interesses.

Aos fatos. O Sr. Tarso Genro,quando Ministro da Educação no Governo Lula, foi um dos idealizadores da Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que versa sobre a regulamentação do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Trocando em miúdos, foi estabelecido que o professor deveria receber um valor em R$ por sua jornada de trabalho. O Sr. Lula saiu da presidência e entrou a Sra. Dilma e nada do tal piso chegar ao bolso do professor.  

Agora Governador do Estado do Rio Grande do Sul, o Sr. Tarso reluta em repassar aos professores o que por direito lhes foi concedido pela Lei por ele assinada em 2008. A Governadora anterior, Sra. Yeda havia entrado com uma ADIN, Ação Direta de Inconstitucionalidade, junto ao Superior Tribunal Federal. O STF deu parecer favorável à constitucionalidade da Lei. Não satisfeito com a derrota, a Procuradoria Geral do Estado pediu prazo de 18 meses para implantar o pagamento, o que estende o prazo até meados de outubro de 2012.
O Governador afirma que irá pagar o piso aos professores ainda em sua gestão, porém não há nenhum indicativo de quando, de quanto por cento em tal ou qual época. Isso desencadeou um grande descontentamento por parte dos professores e movimentações por parte do CEPERS, sindicato representante da categoria.

Na última sexta-feira, 18, houve Assembléia Geral do sindicato, em Porto Alegre. Todos os núcleos do CEPERS estavam reunidos e na pauta o assunto mais discutido, sem dúvida alguma, foi a implantação do piso nacional. Na Assembléia o CEPERS optou pela parada dos profissionais da educação, ou seja, GREVE até que haja um posicionamento mais claro do Governo.
Os dados divulgados na mídia não são conclusivos e não se sabe ao certo a porcentagem de escolas e professores que aderiram a greve. Há claramente um entrave político entre sindicalistas e militantes do Governo. Nem sempre é possível identificar quem faz parte do que; como diz o ditado, "aí tem lobos em peles de cordeiros."

É sabido que uma greve agora prejudica as férias tanto dos alunos quanto dos professores. Claro que os vestibulandos e ingressos em universidades serão lesados. Isso tudo foi pensado pelo sindicato e a greve nesta época é proposital para ver se o Governo se agiliza; é uma forma a mais para pressionar e lutar pelos direitos que a Lei adjudicou a favor dos professores. 

A explicação mais utilizada na mídia é com as cifras (R$). Dizem que o Estado não tem como investir um montante em dinheiro no pagamento do piso, ao menos integral e imediatamente. O que os professores cobram, volto a dizer, é um posicionamento mais firme, não apenas a postergação desse direito.

A minha opinião sobre tudo isso? Alguns podem dizer que ela de nada importa, mas tudo bem. 
A greve é oportuna para que a pressão seja feita. Muitos outros profissionais de outras categorias param, fazem greve, lutam pelos seus direitos. Mas nenhuma deles é tão atacada quanto os professores.
Não me agrada e não me convence o argumento de que o Estado está quebrado e não tem dinheiro para esse investimento. Quando os Deputados Estaduais do Rio Grande do Sul aumentaram em 70% seus salários para o início deste ano, nem a mídia e nem o Governo chiaram. Quer dizer, para uns tem, paro outros não. Ou melhor, só tem para quem já tem; para quem tem pouco, que continue com este pouco.
Ressalto que a greve não está estabelecida somente pela questão do salário defasado. Quem vivencia o ambiente escolar, sabe que a educação está sofrida. A luta é por melhores condições de trabalho e, o mais importante, por RECONHECIMENTO.

Peço que olhem para a educação com olhos mais apurados, poooor favor.
Como está não dá pra ficar.

E para finalizar, deixo uma citação do revolucionário Bakunin.
"Só desejo uma coisa: conservar até o fim dos meus dias com toda integridade, o dom, para mim sagrado, da indignação!
A forte atração pelo fantástico é um defeito capital de meu ser, a tranquilidade me aborrece."

Encontre sua paz.
E que ela não esteja no comodismo ou na alienação.

Abraçoo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O que você vê e ouve pode não ser bem o que ocorreu

Em tempos de grande intervenção do governo sobre a liberdade individual dos cidadãos, ficar atentos à manipualção midiática é indispensável.
O trecho abaixo pode ajudar a clarear o que quero dizer com isso:

"As forças propulsoras por trás do jornalismo, visando basicamente à maior audiência, levam a uma deturpação condenável da cobertura dos fatos. [...]
Indevidamente utilizada, a mídia pode se transformar numa máquina de lavagem cerebral, cuja distorção dos fatos consegue chegar ao absurdo de total inversão de causalidade. Em um mundo ansioso por explicações rápidas e simples, e sempre em busca de culpados claros, fruto de uma visão maniqueísta, a mídia adquire um poder estrondoso.
Imaginar uma mídia responsável e imparcial, que cumpre seu fundamental papel em uma sociedade aberta, parece apenas um sonho distante."

CONSTANTINO, Rodrigo. Prisioneiros da Liberdade, Belo Horizonte: Soler Editora, 2004

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quanto vale a vida?

"Quem souber, fale em alto e bom som!"

No caso que cito abaixo, uma vida custa R$ 3.000,00.
Absurdo!

Um imprudente que atropela e mata duas pessoas, bate em uma mureta de proteção da rua e derruba um poste de iluminação pública não estava trafegando a 40km/h. Ou seja, essa criatura estava acima do limite da velocidade permitida. E o agravante é que ele estava embriagado, bêbado. Após ceifar duas vidas e causar prejuízos ao patrimônio público, o delinquente foi levado à delegacia e solto na mesma noite após pagar multa de R$ 6.000,00. Agora ele vai responder por homicídio e não sei mais o que em liberdade. Sabe o que vai acontecer? Nada. Não vai acontecer nada porque esse assassino em potencial tem grana e a justiça brasileira, infelizmente, não tem atuado coerentemente com quem tem uma boa conta bancária.
Triste realidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Recriação de sentidos

Bem, não vou me estender na introdução. Vou apenas citar e deixar que cada um reflita a respeito do que explicitou Miguel Spinelli em sua obra Helenização e Recriação de Sentidos: A Filosofia na Época da Expansão do Cristianismo - Séculos II, III e IV - Porto Alegre: EDIPUCS, 2002. A questão das passagens é sobre a divindade de Jesus:

"A divindade de Jesus é a questão fundamental não só do Evangelho de São João, como de todos os Evangelhos. Ela é um dogma inquestionável para o cristão, e se constitui no princípio essencial da sua fé, que, por sua vez, é a garantia de seu testemunho. A convicção qualifica o testemunho, mas ele sozinho, e por mais confiável que seja, não basta. A ciência exige provas. Tanto o testemunho, em geral, quanto um testemunho, em particular, são sempre carentes de crédito: são provas fracas." (p. 111).

"Mas será mesmo que teria sido? Não é no 'sermão da montanha' (Mateus, 5, 1-10), que se encontra a síntese da doutrina cristã, ou melhor, de Jesus? Jesus não buscou discípulos entre simples pecadores, se fez amigo do povo, dos marginais (ele mesmo um deles) e das prostitutas? Jesus não é alguém que transgrediu a lei, a tradição e o poder religioso estabelecido, e que, inclusive, delatou a hipocrisia dos 'escribas' (dos doutores da lei)? Ele também não expulsou do tempo os vendilhões, os mercenários da fé (Marcos, 11, 15)? Ora, se ele fez isso, como será que ele procederia hoje ao saber que o seu nome, e a sua figura, se tornaram uma marca economicamente mais rentável do que qualquer outro produto do mundo capitalista? Como agiria com os fariseus e com os mercenários de hoje? Alguns são supostamente carismáticos, outros sob o rótulo de uma igreja, em benefício da graça ou em nome do reino de deus, exploram legiões de indivíduos de boa vontade, sobretudo os que estão acuados pela pobreza, fragilizados pela doença, pela dor e pela carência?! Ora, será que Eunomos não tinha razão? Ou seja, será que valeu e está valendo a pena, que foi e é correto, fazer tudo o que se fez, e que se está fazendo, em nome da divindade de Jesus e em nome da fé? Enfim, não vamos bater palmas só para a razão, e incorrer nos mesmos erros. Mas também não vamos imbecilizar o nosso povo em nome da autoridade e dos poderes do Senhor Jesus, e ainda (enquanto o povo ergue as mãos) encher os nossos cofres, e mais: distribuir uma parte do dízimo em nome da caridade e da benevolência, e assim justificar e legitimar o restante que fica em nossos bolsos!" (p. 253).

P.S.: A pretensão não é impor uma visão de mundo, tampouco influenciar naquilo que meus poucos leitores acreditam ou deixam de acreditar. Um dos objetivos do blog é instigar a reflexão. Cada pessoa sabe o que absorver e o que descartar do que é publicado aqui.

Saúde e força.

Abraço.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

a vida é movimento

Algumas pessoas tem o dom de reclamar de tudo e de todos. Parece que o mundo conspira contra elas. Cinco minutos perto de quem é assim já bastam para te deixar pra baixo. Não me considero uma pessoa dessas. Comigo se passa diferente, é como se o anjinho do lado direito do ombro converssasse com o diabinho do lado oposto. =)

Ultimamente tenho feito essas criaturinhas imaginárias entrarem em conflito. Melhor elas do que infectar o ambiente e as pessoas que convivem comigo.

Bem... eu curto as estações do ano, cada qual com sua peculiaridade. Afinal, não tem como lutar contra a natureza. Ou adapta ou já era. Tio Darwin já comentou isso em outra época, em outro lugar e com outras palavras. Mas confesso que os extremos, "um calor do cão ou um frio de rachar" (como canta Humberto Gessinger em Sem você (é foda)) me deixam um pouco desnorteado. Quando faz muito frio eu tento apressar o mundo e fazer com que chegue logo o verão, o calor. Só que quando vem o calorão eu não sei se quero adiantar as coisas para que chegue o inverno ou se quero retroceder as coisas para que o frio volte.

No inverno ao menos eu durmo um pouco melhor. No verão eu não sei se estou dormindo ou se estou acordado, levanto tomar água, brigo com os mosquitos, sonho coisas de tudo quanto é gênero, dou murro nos travesseiros por não conseguir descansar melhor e por aí vai.

Por isso e por outros motivos, como por exemplo poder dormir de conchinha - algo possível só daqui a alguns meses, é que me inclino a afirmar que o inverno não é tão o inferno quanto eu pensava ser enquanto era inverno.
Provavelmente quando for época de frio eu vou chorar as pitangas querendo que chegue logo o verão.

E você, que teve paciência de ler até aqui, deve estar se perguntando "e eu com isso?". Bem, você pode refletir sobre as mudanças que ocorrem a cada instante. "O tempo muda a gente o tempo inteiro", canta Tico Santa Cruz com os Detonautas em Nada é sempre igual.

Movimento. A vida se re-faz a cada momento. E o mesmo pode fazer você.


Gostou?
Bate aqui o/ 
=) 


  

terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 anos sem Renato Russo

Hoje, 11 de outubro de 2011, faz 15 anos que nos despedimos de um dos maiores cantores e compositores da humanidade, Renato Russo. 
Para os amantes da música, Saudade com S maiúsculo. Ou então SAUDADE, em caixa alta. Pode-se negritar, sublinhar , colocar entre aspas e tudo mais.
O tempo passa e ninguém se aproxima do posto de maior letrista que já tivemos. Atrevo-me a dizer que minha geração continuará com esse vazio, pois a maioria das coisas que faz sucesso hoje é oca; sem contar que em muitos casos não é a pessoa que gosta ou deixa de gostar de algo, é a mídia e o que está na modinha do momento que ditam isso. Tem algo aqui (blog do Regis Tadeu) que expressa algumas coisas do que penso e sinto a respeito.
Viva Renato Russo, viva Legião Urbana. E que suas canções continuem fazendo bem aos nossos ouvidos e alimentando nossos corações.
Era isso...

Em tempo:

No post que fiz sobre o Rock in Rio, que está logo ali embaixo, deixei minhas impressões sobre os shows que vi. Detonautas fica no primeiro da lista pelo conjunto da obra, como escrevi lá. Os demais que fazem parte do meu top five tem os motivos para tanto. Nota: os motivos são meus e, portanto, não tenho que achar bom o que os outros julgam ser bom. Além dos cinco citados, gostei do Jota Quest e do Skank, apesar de serem bandas embaladas por gravadoras que influenciam no que toca nas rádios e no que passa na tv. 
Se dependesse de mim, tem muitas coisas, muitas pessoas, muitas bandas que sequer pisariam nos palcos da Cidade do Rock. Mas não dá para esquecermos que o evento é comercial, ou seja, precisa de grana para acontecer. Só isso já dá para deduzir muita coisa... 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

o que é?

O ritmo do mundo anda muito acelerado
ou eu é que estou lento demais?
É a proximidade do meu primeiro retorno de Saturno?
É o que chamam de crise da meia-idade?
Seja lá o que for, avante!
Levo tudo do meu jeito.
=)

trauma de ir ao dentista

Várias pessoas manifestam horror ao barulinho chato do aparelho do dentista. Aquele dzzzzzzzzz é quase insuportável. Até mesmo os próprios dentistas devem odiar aquilo em seus ouvidos. Mas para quem vai ao dentista, o barulho é o de menos...
Encontrei uma explicação para um grande número de pessoas ter repulsa à cadeira do dentista. Não lembro onde li isso, provavelmente em algum livro que falava sobre condicionamento clássico, estímulo não condicionado, estímulo condicionado, resposta não condicionada, resposta condicionada, etc e tal.
A ida ao dentista ocorre quando se é criança (ao menos é recomendável ir desde essa fase). Existem dois fatores que podem influenciar e/ou ser condicionantes para que o medo e a ansiedade acompanhem a pessoa por toda a vida quando da ida ao Sr. Dentista:
1) Ou ele alerta que pode doer (e de fato um incômodo será sentido);
2) Ou ele diz que não vai doer nada (o que não se confirma e dói pra dedéu).
Seja qual for a atitude do Sr. Dentista, a criança internalizará isso de tal forma que cada ida ao consultório seja um calvário. Para alguns os arrepios começam no mesmo momento em que a consulta foi marcada, para outros no caminho do consultório, para outros na sala de espera... E tem também os que tiveram sorte (de ter os dentes bem cuidados, de terem encontrado um bom profissional, de não terem sentido dor) e não veem problema algum em fazer as visitas regularmente.
=)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O que ficou do Rock in Rio 2011

Não, eu não estive no Rio de Janeiro. Assisti pela telinha. E o que ficou?
Vamos lá!
Vi alguns trechos de algumas das atrações do Palco Sunset. Sepultura e Angra, mesmo fora dos holofotes principais, agitaram o povo com o som nosso de cada dia que toca mais no exterior que aqui. Mesmo não sendo as melhores apresentações destas bandas, foi massa ver que o Brasil representa bem no metal.
Do Palco Mundo, na sexta, 23, me atrevi a ver Katy Perry. E Gostei. Tem algumas músicas dela que colam na cabeça da gente. No sábado, 24, só vi Red Hot Chili Peppers. E valeu a noite. Queria ter visto Capital Inicial, mas vou no show dos caras no dia 29. Claro que não é Rock in Rio, mas é Capital Inicial. No domingo, 25, Motörhead, Slipknot e Metallica e sugaram a energia do público que estava nos shows e de quem estava em casa também. Show de bola. 
Na semana seguinte eu respirei Rock in Rio. Não sei se ficava mais eufórico com os shows que havia visto ou ansioso pelos que estavam por vir.
Na quinta, 29, só vi um pedacinho do Jamiroquai. O sono bateu e me entreguei facinho. Tinha que me poupar para o que ainda tinha pela frente. E acertei em cheio ao fazer isso. Sexta, 30, vi Jota Quest, um pedaço do Lenny Kravitz e um pedaço do da Shakira. Este último tinha um som ruim na tv. Mas no geral, a noite pop (tá, eu sei que Kravitz é mais rock que pop, mas deixa quieto) foi bacana também. No sábado, 01, fiz plantão e fiquei ligado nos shows. Só deixei de lado o do Maroon 5. Frejat, Skank, Maná e Coldplay me surpreenderam. Este último foi muito bom. Gostei mesmo. Talvez por ser a primeira vez que vi eles no palco, apesar de gostar das músicas da banda. No domingo, 02, passei o dia todo transpirando mais, ansioso mais que o normal, agitado. Esperei muito tempo pra ver os Detonautas. E foi SHOW. A banda é uma das minhas preferidas e botou o público pra detonar, literalmente. Na minha opinião, e mesmo com a qualidade dos shows gringos, Detonautas foi o melhor show do Rock in Rio. Melhor pelo conjunto da obra. Pelo som, pelo set list, pela desenvoltura da banda no palco, por ter um vocalista ousado, etc e tal. Tico Santa Cruz e sua trupe mandaram bem e invejaram muita banda que veio para cá de salto alto. Depois desse mega show, fui no embalo. Pitty, System of a Down e Evanescence foram panos de fundo da última noite da edição 2011 deste que é um dos maiores eventos de música do mundo (se não o maior). E o Guns? Para mim, há muito tempo Guns deixou de ser Guns. Muita badalação e pouca apresentação. Longa na duração, mas pouco empolgante. Peguei no sono no começo.
De tudo e de todos, meu top five ficou assim:
1º Detonautas
2º System of a Down
3º Coldplay
4º Slipknot
5º Maná
Esperemos o próximo Rock in Rio, suas polêmicas, seus erros, seus acertos e tudo o que faz este festival ser o centro das atenções vez em quando.
Viva a música!
=)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

como me tornei incompetente

Dias atrás ocorreu um problema no meu local de trabalho. Eu nem sabia o que tinha acontecido. Atendi ao telefone e ouvi uma enxurrada de reclamações que, aos poucos, viraram xingamentos exacerbados. Para finalizar a ligação, a pessoa deselegante me chamou de incompetente e desligou o telefone na minha cara.
Ah, mas virei no bicho. Não sei se por ser chamado de incompetente ou por não ter tido tempo de me explicar. Comentei com o pessoal que eu queria passar essa história a limpo. Mal podia esperar pela hora de estar cara-a-cara com quem se saiu atravessado assim comigo.
Parênteses: vindo de quem veio, eu poderia ter respirado fundo e ignorado os fatos. Mas meu ego se inflou de um jeito que eu não esperava. Ora, eu não sou incompetente! (ou não era até então)
Pois bem. Resolvi a situação olhando na cara da tal pessoa e argumentando com ela. Pensa que o fulano olhou nos meu olhos? Nem pra isso ele serviu. Me coloquei no lugar dele e comentei que entendia o extremo a que ele chegara, mas que isso não justificava ele ter descarregado sobre o pobre mortal que sou (rs).
Então, dias atrás, eu alimentando minha curiosidade de ficar bisbilhotando nos blogs que sigo, encontrei algo que mudou minha concepção a respeito disso tudo.  nesse blog dizia para refletir sobre isso: que "o incompetente é um ousado por excelência".
Agora, da próxima vez que alguém me chamar de incompetente, já sei como freiar meu ego. Com a leitura e a reflexão de uma frase eu me tornei o maior incompetente que pode haver nesse mundo.
Eu vivo, eu arrisco. Se não conseguir é incompetência, fico com minha ousadia em ao menos ter tentado.

ATITUDE rapaziada!
=)

Abraçooo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Manter uma relação dá trabalho
mas se o esforço for mútuo a satisfação é garantida.

Cláudia Morais, no blog A Psicóloga

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

a importância do (bom) exemplo

Gosto muito de ouvir a música Senhor do Tempo, do Charlie Brown Jr., numa versão ao vivo. Antes dela começar, o vocalista, Chorão, anuncia:
"Melhor do que a palavra, maluco, é o exemplo".

Para complementar as reflexões que faço a respeito, cito Gonzáles-Pecotche, o fundador da Logosofia:
"Todo ensinamento moral não avalizado pelo exemplo de quem o dita, atua em sentido contrário na alma de quem o recebe."

De fato, para algumas pessoas é isso mesmo. Para elas, são os atos, as atitudes que interessam, que valem. Não importa muito o que você diz, mas o que você faz. Não basta apenas dizer que ama, tem que demonstrar; não basta discurso anti-corrupção, tem que ter uma conduta reta e assim por diante.

Por outro lado, e não podemos esquecer que cada um tem representações singulares do mundo e das coisas, tem outras pessoas extremamente opostas. Para estas, não tem muito valor o que você fizer, o exemplo é praticamente descartável. Aqui, vale o que é dito. Pouco importa demonstrações de amor, dizer que ama já basta; prezar pela moralidade não implica em não se deixar corromper e por aí vai.

Não há uma meneira certa e outra errada de ser. E vale lembrar que o julgamento sem compreensão é delicado e costuma promover discriminações. 

Particularmente, prefiro estreitar os laços entre a teoria e a prática, entre o que digo e o que faço. Penso que assim, agindo de acordo com os preceitos éticos que acredito serem corretos, os bons exemplos podem se sobressair e ser seguidos.

Viva! 
Enquanto há tempo. 

sábado, 17 de setembro de 2011

?

A vida tem lá seus mistérios.
Mas o maior mistério continua sendo a morte.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

camuflagem

Conheço pessoas que enganam a si mesmas com frequência. Às vezes eu mesmo tento enganar meu coração, só que, de tão expert que ele ficou, logo volto à realidade e trato de me recompor. Há de se admitir, também, que muitas vezes a única saída é fingir estar bem. Forjar essa fuga para outros horizontes, para algo que distancie da dor, por outro lado, pode apenas mascarar os sintomas de forma que a pessoa não consiga contornar a situação quando retornar à realidade.
O interessante nisso tudo é que cada pessoa está estruturada de uma forma única para enfrentar suas mazelas, e às vezes a fuga é o próprio enfrentamento.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Enganando a si mesmo

Ele estava perdido, desnorteado. Apesar disso, tentava não demonstrar essa instabilidade emocional. Tentava...
Percebeu que a tristeza que ostentava vinha perdurando há muito tempo. Pensou em pedir ajuda. Talvez abrir o jogo e dizer a um amigo o que estava acontecendo. Mas nesta hora difícil, percebeu que os poucos amigos que costumava ter à sua volta haviam se tornado um número menor ainda - um elemento a mais em sua trama existencial. Talvez procurar uma terapia que desse conta de o deixar melhor, ou menos mau. Não, ainda não se rendera totalmente a essa idéia.
Se ao menos soubesse o que estava causando esse desconforto, essa angústia. Quem sabe assim poderia dar os primeiros passos e voltar a se sentir bem. Mas não foi o que aconteceu.
O que fez foi continuar a trapacear seu coração, fingindo estar sempre bem. Mal sabia ele que desta forma estava enganando a si mesmo e se distanciando daquilo que realmente era e do queria para sua vida.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Faça o sol brilhar

Vai, decida você o que será do futuro. Se não quer se fuder, saia de cima do muro.
O ser humano descartável, a vida sem valor. Final inevitável, ódio sufocando o amor.
Informação manipulada contribui pra formação da juventude limitada que aceita facilmente a sufocação, tratando como herói quem age como vilão.
Não acredite em tudo que vê, não dê moral a tudo que lê.
O Magnata faz a festa com whisky e piranha e quem vai pagar a conta é você.

Mv Bill, participação em Sem Medo da Escuridão - Charlie Brown Jr.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A distância que aproxima

Comte-Sponville cita Cesare Pavese: "Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força."
E complementa: "Esse amor é o mais raro, o mais precioso, o mais milagroso. Se você recua um passo, ele recua dois. Simplesmente para lhe dar mais lugar, para não esbarrar em você, para não o invadir, não o oprimir, para lhe deixar um pouco mais de espaço, de liberdade, de ar, e tanto mais quanto mais fraco o sentir, para não lhe impor sua potência, nem mesmo sua alegria ou seu amor, para não ocupar todo o espaço disponível, todo o ser disponível, todo o poder disponível."  

André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - 2ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009 - pág. 296/297.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"facilmente não existe por aqui"


"Simplesmente não é assim como se diz.
Posso até estar errado, mas não penso em desistir.

Desconfio que foi sempre assim.
Chega de mentir e de iludir.
Encarar de frente é o que temos a fazer.
Desconfio que é bem melhor assim."
Desconfio - CPM 22

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Testando os limites

Conversando com uma pessoa com vasta experiência na área da educação, ouvi algo que me chamou a atenção.
Disse ela, após um suspiro, com voz serena e calma:
"É... Não há nada no mundo que teste mais os limites da paciência do ser humano que ser educador."
Acho que compactuo com isso...