Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço?

            Em muitos casos, e para muitas pessoas, uma coisa é o que é pensado, o que habita o mundo das ideias e outra coisa é o mundo da concretude, das atitudes, da prática. E isso não necessariamente tem a ver com dissimulação, com falsidade, com falta de caráter ou de princípios.
             Diferente disso, outras pessoas tentam seguir à risca aquilo que pensam. Pessoas que estão assim estruturadas agem de forma que haja uma proximidade enorme entre o que teorizam e o que praticam, entre o que dizem e o que fazem. 
            Esses elementos apontam para características singulares de cada pessoa e não se trata de fazermos juízo de valor quanto a isso, tampouco estabelecermos uma forma de agir como sendo melhor que as outras. Podemos até não compactuar, não concordar com isso, mas é nosso dever respeitarmos a forma de ser de tais criaturas.
            Em muitas circunstâncias, no entanto, é importante que o discurso encontre acolhida na prática. Pense em um pai que fuma e consome álcool quase que diariamente orientando seu filho para que fique longe das drogas; em uma mãe que não lê, mas quer que sua filha adote o hábito da leitura. Não é impossível que o filho fique, de fato, longe das drogas e que a filha se torne uma leitora assídua, apesar do exemplo contrário dos seus pais. Talvez até o façam justamente por querer evitar se tornarem como seus criadores/educadores. Mesmo não havendo um elemento universal e de conexão necessária de causa e efeito para que um comportamento “x” decorra de um estímulo “y”, é bem provável que tanto o filho quanto a filha dos exemplos acima reproduzam as atitudes dos pais.
Para muitas pessoas, não se aplica o velho jargão de “faça o que eu digo, não faça o que faço”. Elas buscam consistência no sentido de estreitar o laço entre o pensar e o agir. O abismo entre o dizer e o fazer soam, para elas, como hipocrisia e deve ser evitado ao máximo, tanto que o que elas dizem é o que elas fazem e vice-versa. De nada adianta, por exemplo, professar uma fé que mova montanhas se, na prática, o indivíduo não move um alfinete para ajudar o próximo; não adianta um discurso bem elaborado em forma e conteúdo se a prática for na direção contrária daquilo que foi expresso.
Para amarrar meus raciocínios, cito o filósofo Ralph W. Emerson: “suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz” e as palavras de um dos expoentes da literatura portuguesa, Manuel Bernardes: “Não há modo de mandar mais forte e suave que o exemplo: persuade sem retórica, impele sem violência, convence sem debate, todas as dúvidas desata e corta caladamente todas as desculpas. Pelo contrário, fazer uma coisa e mandar ou aconselhar outra é querer endireitar a sombra de vara torcida.
Que texto lhe sirva de reflexão e que, mais do que isso, contribua para o aprimoramento dos seus afazeres, independente de quais sejam.

Seguimos...

2 comentários:

  1. Obrigado, Douglas Ale, por ter passado por aqui, lido, gostado e comentado!
    Quando tiveres um tempinho sobrando, chega mais.
    Abraço.

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