Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Não esquece

(ele) - Então tá, amor.
(ela) - Não esquece.
(ele) - De te ligar depois?
(ela) - Não. Que eu te amo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

FILHOS DA PUTA!

Desculapem-me a revolta. Mas não dá pra passar em branco. Não tem como não de xingar esses filhos da puta!!!
Corja de ladrões descarados, roubam a nação e cagam para as necessidades do povo. 
Filhos da puta². 
Esses filhos da puta engravatados, ladrões camuflados vão ganhar 26 mil reais por mês, cerca de 320 mil reais num ano. Tem gente que na vida toda não ganha essa grana.
E os otários brasileiros preocupados com futebol, novelas e outras merdas nem ligam pra isso.
Povo cego, manipulado. E o pior: sem reação, indiferente.
Tô caindo fora do blog por uns dias.
Feliz natal? Bom 2011? Pra puta-que-o-pariu! Abre o olho. A realidade chama...

Em uma votação relâmpago, o Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, o projeto que concede aumento de 61,83% no salário dos próprios senadores e dos deputados federais, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado. A proposta foi aprovada no inicio da tarde pelos deputados e não aguardou nem uma hora para ser votada pelos senadores. Esse projeto iguala os salários de deputados e senadores, do presidente da República, do vice e dos ministros. Todos eles passarão a receber R$ 26.723,13 por mês, mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal e que serve como teto do funcionalismo público.

O novo salário entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2011. Apenas a senadora Marina Silva (PV/AC) e o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) se manifestaram contra a proposta. Marina acha injusto os parlamentares receberem reajustes muitas vezes superiores aos dos demais servidores públicos do País. Já Álvaro Dias defendeu que o reajuste deveria implicar na extinção da perda da verba indenizatória de R$ 15 mil que cada um deles recebe mensalmente para custear gastos no exercício do mandato nos Estados.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma Outra Estação

Quem nunca ficou com uma música o dia toda na cabeça? Volta e meia resmungando os arranjos, assoviando o refrão...
Pois eu fiquei com o álbum da Legião Urbana, Uma Outra Estação. Foi como se Renato Russo estivesse na mesa ao lado conatando para mim, quase sussurrando. Dia cinza, alguns dilemas para resolver... acho que influenciou. Quem conhece o álbum sabe do que estou falando.

"Não me digam como devo ser.
Gosto do jeito que sou.
Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa pra esconder.
Teu corpo alimenta meu espírito.
Teu espírito alegra minha mente.
Tua mente descansa meu corpo.
Teu corpo aceita o meu como a um irmão.
Longe longe, estou em outra estação."

Ou então:

"Trouxe flores mortas pra ti.
Quero rasgar-te e ver o sangue manchar.
Toda a pureza que vem do teu olhar eu não sei mais sentir."

Ou:

"Quem inventou o amor?
Me explica por favor!"

Também:

"Volta pro esgoto baby, vê se alguém lhe quer."

Chega!
Não são só essas canções, tampouco só esse álbum. Essa banda vive visitando os porões da minha memória e injetando algo em meu coração. Isso se espalha por minhas veias com uma velocidade incrível. E eu vou pra looooonge...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Instinto Selvagem*

E
quando quem mais anda contigo
são seus tênis?
Pisados, surrados, estraçalhados e não ligam para isso.

E
quando quem mais fica contigo
é você mesmo?
Às vezes por opção, às vezes por falta de opção.

E
quando quem mais ouve seus desabafos
é o seu cão?
Que te olha como se fosse resolver todos os teus problemas.

* Música do Capital Inicial
"[...] Quando os dias são só datas nos jornais
E horas e minutos são iguais
Se seus amigos não te dizem nada demais
Quando tudo vira um enorme tanto faz [...]"

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não!

À indiferença
à intolerância
à incompreensão
ao preconceito.
Não
não
não!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Inutilidade

Situação 1:
Ansiedade elevada por estar andando na direção de uma sala para realizar uma prova de concurso público.
As pessoas que iam e vinham provavelmente me viam como um concorrente. Nada de sorrisos, nada de saudações.
Obs.: requisito para a inscrição: Ensino Superior (assim mesmo, com inicias maiúsculas).

Situação 2:
Ansiedade ainda elevada por sair da prova sem ter a mínima noção de como será o desempenho na mesma (agora eu já sei, perdi o valor da inscrição e um pouco de tempo mas, em contrapartida, ganhei um pouco de experiência - rsrs).
As pessoas que iam e vinham continuavam daquele jeito, robóticas, nada de sorrisos, nada de conversas e possivelmente esquivando olhar para outras pessoas.

Situação 3:
Indignação. Poderia ter um clima diferente lá. Tipo um "boa tarde!", ou "e aí?", ou mesmo um "quero mais é que você se foda!".
Minha vontade era enorme de reunir o maior número possível de pessoas e, educadamente, informá-las de algo do tipo: "sinto muito, mas aquele pedacinho de papel que receberam em Vossas formaturas, o Diploma, é inútil se não souberem se relacionar com mais pessoas a não ser a meia dúzia que as cercam cotidianamente"; ou talvez chutar o balde, deixar a educação de lado e manifestar algo assim: "quando chegar em casa, cada um pega o seu diplominha lindo, enrola com bastante cuidado e então enfia no c...".
Talvez assim alguns conseguiriam acordar para o fato de que ter um diploma sem ter humanidade não vale nada. Infelizmente não são muitos os que pensam assim.

P.S.: não pude me conter. Se ofendi alguém, pense se a intenção não foi mesmo essa...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fabrício

Carpinejar é uma pessoa que me desperta para muita coisa através de seus escritos e de seu jeito de ser.
Suas palavras e seu estilo quase sempre tem uma dose de eletrochoque e trazem um "putz!, eu não havia pensado nisso dessa forma" ou um "bah!, é exatamente assim comigo".

No topo do seu blog, está lá:
"Liberdade na vida é ter um amor para se prender."

E acompanhando as atividades do Carpinejar, achei bem sugestivo o título de uma de suas palestras:
"Melhor o ciúme que a indiferença."  

Fica a dica para visitá-lo em www.carpinejar.blogspot.com

(*pensativo...)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Onde está a sua paz?

Em Filosofia Clínica os chavões caem por terra. As verdades prontas também. Exemplo disso está no que segue:

" Li em um artigo de uma conceituada revista que dizia:
"O caminho para encontrar a paz interior é terminar todas as coisas que você começou."
Refleti bem e... então, neste último sábado, olhei ao meu redor para ver todas as coisas que eu tinha começado e não havia acabado.
Em seguida, eu terminei... com duas caixas de Skol, o final de uma garrafa de Black Label, o resto de uma Jose Cuervo(Tequilla), uma garrafa aberta de Smirnoff, e uns ¾ de um garrafão de 5 litros de uma cachaçinha da hora.
Vocês não tem idéia de como eu fiquei em paz... até flutuava... "

Viram só. A revista trazia um chavão que provavelmente funciona direitinho para quem o criou. Ele remete à representação de quem formulou tal verdade. Porém, para algumas pessoas a paz interior está exatamente no oposto, ou seja, em deixar algumas coisas em aberto, incompletas. Talvez mexer nisso pode ser algo que leve a paz para beeem longe e só traga desilusões, desencantos.
Não existe "a" paz interior. Cada pessoa em suas singularidades sabe da sua própria paz interior, de como encontrá-la, de como desestabilizá-la. E isso não quer dizer que seja assim para todos.

E você, como encontra a sua paz?
Ficarei feliz em compartilhar. É só comentar...

Afetuoso abraço.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

- É... relacionamento é foda!
- Talvez porque nem sempre amar é tudo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pa e Ma-ternidade - Responsabilidades

Reproduzo a seguir um texto da galera da Perestroika. O título é Filho não é Barbie
Considero um puta texto. Tipo, dá pra pensar muita coisa a partir da leitura dele.
Como o pessoal da agência diria, do caralho!
Para visitar a página da Perestroika, vá para www.perestroika.com.br/
Bom proveito.
E torçam para o pessoal de lá não me processar por reproduzir na íntegra. heheheh

"Fico um pouco impressionado com a quantidade de amigos, mas principalmente de amigas, que tenho que não param de falar em ter filhos. Na verdade, não é o fato de ter filhos que me impressiona. Isso é meio da natureza. Não adianta: uma hora os hormônios começam a borbulhar e não há quem segure.
Para ser bem sincero, o que me incomoda é que muitas amigas falam desses assunto com uma naturalidade assustadora. Parece que estão comprando um eletrodoméstico, parece que estão tirando uma Coca-cola de uma Coke Machine. Muitas vezes, parece que estão comprando uma Barbie. Para brincar. Para deleite próprio. Para “vestir que nem a mamãe”.
Eu não sei. Não tenho filhos e, talvez, esteja cagando regra com o cu dos outros. Não sou daqueles caras apaixonado por crianças e, por isso, tenho uma análise um pouco mais racional da coisa. Mas quero, e quero muito ter filhos num futuro próximo.
Sempre que penso nisso, penso no tamanho da responsabilidade que é educar, proteger, zelar, instruir um bebê.
Que agora, pequeninho, parece que vai ser doce e inofensivo para sempre. Mas quando for grande, ele vai pegar o carro depois de uma festa e dirigir bêbado. Ou não: vai achar por bem pegar um táxi.
Vai sentir uma dor de cabeça forte e correr direto para o hospital. Ou não: vai tomar um Tylenol e deixar passar.
Vai experimentar todo e qualquer tipo de droga para expandir os sentidos até o limite da overdose. Ou não: vai achar que isso é perigoso e que já é feliz sem barato.
Vai entrar para uma seita neo-nazista. Ou não: vai lutar pelos direitos das minorias.
Vai transar sem camisinha em orgias indescritíveis. Ou não: vai entrar para a Igreja Universal, casar virgem e virar o melhor jogador de futebol do mundo.
Vai fugir de casa. Ou vai estar com 40 anos em casa, sendo sustentado por você.
Vai ser hétero, homo ou pansexual.
Vai votar na Dilma, no Serra ou no Eymael.
Pode ser que ele nasça lindo, com cabelo liso, loiro, olhos azuis e vire ator de novela. Ou pode ser que nasça com uma doença degenarativa e incurável, que transforme a árdua tarefa de educar um filho em algo ainda mais complicado.
Pode ser que, com 31 anos na cara, o seu filho esteja num blog, dando a sua opinião, influenciando pessoas. Dizendo besteiras ou pensamentos interessantes.
Resumindo: seu filho pode ser um cara do caralho. Ou pode ser um merda. E, por mais que você ache que tem controle sobre isso, a verdade é que você não tem. Em parte, sim, você tem. Mas nunca na totalidade.
Por mais que ele tenha total influência da sua carga genética, seja carne da sua carne, e que vá ser criado dentro dos princípios que você acredita que são corretos para se viver em sociedade, é uma roleta russa.
Você pode estar botando no mundo o próximo Nelson Mandela. Ou o próximo Maníaco do Parque.
Não sei se é a crise da meia idade, não sei se é a influência sarcástica do Monty Python, mas eu ando pensando muito no sentido da vida.
Agora, se eu pareço pessimista, se eu pareço desencorajar você a ter filhos, por favor: você me entendeu mal. Ter filho deve ser uma coisa do caralho. Deve ser um sentimento de amor incondicional, que coloca em segundo plano todo resto.
Acredito nisso, e tanto acredito que quero ter os meus.
Mas ter um filho não é comprar um filhote de labrador, que qualquer arrependimento é só doar para o Cão Sem Dono. Não é uma Barbie, que você brinca quando quer. Ter filho é a maior felicidade, mas também a maior responsabilidade que você vai ter em toda a sua vida.
Sei lá. Para mim, o ponto mais importante é: um filho não é algo que você tem para você. O filho você tem para ele mesmo.
Claro, quando o Vinícius de Moraes escreve sobre filhos, tudo é lindo. Tudo é idealizado. Mas eu acredito que é preciso uma boa reflexão antes de parar de tomar pílula.
Talvez, antes de tê-los, seja preciso (pelo menos tentar) sabê-los."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Apelo aos desorientados

Impressionante a diferença que esse acessório faz! Ou melhor, que a falta dele faz.
Dias atrás foi num ônibus. Ontem, na Universidade. Mas acontece nos mais diversos lugares e em situações inimagináveis. Está você tentando fazer algo, ler, conversar, ouvir o som da natureza, sei lá... e aparece um ser estranho com umas músicas no celular ou num aparelho qualquer sem fones de ouvido. Putz!
Ouvir música é massa pra caralho! Eu gosto, me amarro mesmo. Mas não pode acontecer de achar que todo mundo vai gostar daquilo que você gosta e no volume que você considera bom para si mesmo.
Então, minha gente, curte o sonzinho com fones de ouvido, por favor...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Excesso

Ontem à noite, aula de Psicopatologia, eu aéreo e eis que interrompo a professora e a aula com uma máxima que foi ao encontro do que estava sendo trabalhado...

Em excesso, até a falta é prejudicial.

Agora estou com isso na cabeça.
Excesso tem 7 letras. E esse bendito (ou maldito?) número tem me posto a pensar...

Abraço.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sensível, ele era dado a manias.
Mania de dar e receber carinhos, carícias, malícias.
Mania de conjugar "nós" em detrimento de "eu".
Mania de querer viver um romance perfeito - em vão.
Até desconfio que suas manias o faziam esquecer de si próprio.
Provavelmente ele era todo coração.

O coração tem domicílio no peito.
Comigo a anatomia ficou louca.
Sou todo coração.
Vladimir Maiakovski

Ela fazia uma recíproca verdadeira.
Era carinhosa, meiga e por vezes acreditava em "amor perfeito".
Talvez por isso ambos se acomodaram.
O amor prevaleceu e continuou ao lado deles.
Esquecido...

Amar não é aceitar tudo.
Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor.
Vladimir Maiakovski

terça-feira, 19 de outubro de 2010

des-Atenção

Distraído que estava, me perdi dentro de mim mesmo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Querido professor

Pela data de ontem...
Parabéns aos professores que merecem a homenagem, aos educadores de verdade.
Aqueles que fazem de conta que ensinam, os que usam o que sabem para reproduzir as merdas do sistema, os sem comprometimento com a educação e com promoção da cidadania não merecem essa homenagem...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Perdas necessárias


"Pois a estrada do desenvolvimento humano é pavimentada com renúncia. Durante toda a vida crescemos desistindo. Abrimos mão de alguns dos nossos mais profundos vínculos com outras pessoas. De certas partes muito queridas de nós mesmos. Precisamos enfrentar, nos sonhos que sonhamos, bem como nos nossos relacionamentos íntimos, tudo o que jamais teremos e tudo o que jamais seremos. Investimentos emotivos nos fazem vulneráveis a perdas. E às vezes, por mais inteligentes que sejamos, temos de perder."
Judith Viorst, na introdução de Perdas Necessárias.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Receita para matar o amor

O amor nunca morre de morte natural.
Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte.
Morre de cegueira e dos erros e das traições .
Morre de doença e das feridas;
morre de exaustão,
das devastações,
da falta de brilho.
Anais Nin
 
Retirado do blog 2 e dois são 5,
 
Se naturalmente o amor não morre, quem o mata somos nós. Lógico.
Motivos? Muitos.
Experimentemos não alimentá-lo, desprezar a cumplicidade.
Brincar de faz de conta, cair em tentação.
Ser indiferente.
Embrutecer...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Das coisas que aprendi

Às vezes,
o percurso é mais interessante e especial
que a chegada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Só para marcar (atrasadíssimo)

Antes atrasado que mais atrasado ainda...
:)

No Dia dos Namorados o pessoal da Patrulha do Riso, sob o comando da Barrica, juntamente com outros clowns, arrasou corações pelas ruas de Chapecó.
:)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Clariceando

Clarice Lispector - Das vantagens de ser bobo

"É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor. 
E só o amor faz o bobo."

Por essas e outras que fico feliz quando me chamam de (ou me consideram) bobo...

 

domingo, 19 de setembro de 2010

Corações empedrados

O pulsar forte de uma paixão, de um amor
Pode ceder lugar à rigidez de uma rocha.

Tal como o vento seca um corpo quando este sai de um banho de mar,
Parece ser o efeito do tempo sobre alguns corações.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nau à deriva

O tempo está contra, passa devagar quando eu quero que as coisas passem logo e voa quando eu gostaria que os momentos se estendessem.
Ah, como eu queria que alguém suavemente colocasse a mão no peito e com leves movimentos sussurasse "Everton, acorda! Você estava sonhando". Mas que nada, ninguém para me libertar do pesadelo.
Não posso lutar contra isso. Até posso, mas só para sustentar aqueles velhos discursos de perdedores, que infelizmente não se aplicam ao momento. Eu sei e sinto: estou sendo, sim, um perdedor (um péssimo perdedor, por sinal), mas tentar justificar com blá-blá-blá não vai me levar a lugar algum.
Aliás, para onde vou? O que faço? Não há indicações. Se ao menos eu tivesse alguém para consultar... Mas nesse pesadelo eu estou sozinho e por mais que quisesse fazer alguém entender um pouco deste inferno, jamais conseguiria.
Se minh´alma estivesse sã e pudesse dizer seu estado, certamente seria algo deprimente, lastimável.
Dói. Mas de momentos de dor já me refiz muito mais firme, mais forte.
E a vida não se resume a apenas uma direção. Portanto, avante!

sábado, 4 de setembro de 2010

Não há 'um' ou 'o' modo de se fazer

De um livro chamado O Poder da Paciência, de M.J. Ryan, extraí algo que considero relevante.
Ao passo que mudarmos do julgamento para a compreensão, as coisas se tornarão outras. E isso é semelhante ao recorte que deixo abaixo:

Várias coisas chateavam e irritavam a autora porque ela acreditava que só há uma maneira de fazer as coisas: a dela própria.
"Dentro de mim há uma sabe-tudo que fica o tempo todo julgando as pessoas que me cercam. E não estou me referindo apenas a coisas importantes, como moralidade e ética. Estou dizendo que tenho a tendência de julgar negativamente alguém por parar em um sinal amarelo, por escolher um trajeto que eu acho mais longo, por só abrir a bolsa para pagar o supermercado depois de receber a nota! Com os outros, eu consigo até ser mais paciente. Mas quando se trata do meu marido, a sabe-tudo me domina e fico exasperada. Tudo precisa ser feito como eu quero, quando eu quero; caso contrário, fico danada.
Hoje consigo perceber que, quando somos racionais, podemos ver que existem muitas maneiras de fazer as coisas. As pessoas ao nosso redor são diferentes de nós, graças a Deus, e portanto é óbvio que irão agir de maneira diferente. De maneira diferente, e não melhor ou pior. Quanto menos tempo gastamos julgando-as, mais felizes ficaremos. Além disso, é sinal de respeito e valorização deixar que as pessoas ajam como querem e em seus próprios ritmos. Mostramos assim que sabemos que elas são capazes e que apreciamos suas habilidades."

Grande lição para quem estiver de coração aberto e de alma serena para absorvê-la.
Abraço.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O mundo como sintoma...

Idalina Krause, em seu blog http://www.percepcoesinsones.blogspot.com/, postou algo magnífico (o que não é novidade em se tratando de seus escritos).
Como bom visitador que sou, copiei aqui para compartilhar com quem por aqui passar.

"Não se escreve com as próprias neuroses. A neurose, a psicose, não são passagens de vida, mas estados em que se cai quando o processo é interrompido, impedido, colmatado. A doença não é um processo, mas parada do processo, como no "caso Nietzsche". Por isso o escritor, enquanto tal, não é doente, mas antes médico, médico de si próprio e do mundo. O mundo é o conjunto dos sintomas cuja doença se confunde com o homem".
(Gilles Deleuze - Crítica e Clínica)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Agradeço-lhes

Eu tinha fome
e vocês fundaram um clube humanitário
para discutir minha fome.
Agradeço-lhes.

Eu estava na prisão
e vocês foram à igreja
rezar pela minha libertação.
Agradeço-lhes.

Eu estava nu
e vocês examinaram seriamente
as conseqüências de minha nudez.
Agradeço-lhes.

Eu estava doente
e vocês ajoelharam
e agradeceram a Deus
o dom da saúde.
Agradeço-lhes.

Eu não tinha casa
e vocês pregaram sobre o amor de Deus.
Vocês pareciam tão piedosos,
tão perto de Deus!

Mas eu continuo com fome,
continuo só, nu, doente,
prisioneiro
e tenho frio,
sem casa.

Poeta anônimo do Malawi, África,
citado por Affonso R. de Sant'Anna

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

É asSim

Há coisas que tomamos como verdades para nossas vidas... Até chegar o dia no qual tudo aquilo em que estávamos ancorados muda inesperada e inexplicavelmente. O que fazíamos pensando ser o mais sensato, o mais correto para o contexto das circustâncias, tem que ser ponderdo, re-pensado. Literalmente murchamos, tal como uma flor ao relento do sol sem ser regada. E assim, partimos em busca de mudanças na forma de pensar, de agir, de ser. 
Como diz Dionathan Corrêa, da Reação em Cadeia, na música Neurose, "A vida é assim, eu tenho que me acostumar. Os dias irão surgir, o sol irá brilhar... aqui".

Como a fase é de retalhar músicas e deixar aqui nos posts, um pouco de Hateen...

Em Minha melhor invenção:
"[...] Nada vai ser igual como a gente quer.
O impossível vai ser sempre a minha opção.
Minha melhor invenção: acreditar que você vai estar pra sempre aqui
(mesmo que eu saiba que não) [...]"

Em Sozinho a dois:
"[...] Deixa de se enganar.
Eu não vou mais mentir.
Já cansei de ficar sempre pra depois.
Prefiro ficar só, mas ter certeza de quem sou.
Melhor do que estar sozinho a dois [...]".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sempre


Imagem da internet

SeMpre que se pensa
que algo é para o resto da vida,
Abrem-se as portas
da ingenuidade
e se despreza a possibilidade da
dOr. 


"[...] Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempra acaba...
Quando penso em alguém só penso em você [...]".
Renato Russo, da Legião Urbana, em Por Enquanto.

"[...] Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado. Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos. Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo que você vai entender [...]"
Rogério Flausino, do Jota Quest, em 'O que eu também não entendo'.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dedicação

Às vezes a gente tem que parar para refletir sobre nossos afazeres. Isso remete também a rever alguns conceitos, algumas crenças, algumas atitudes...
Sempre que visito a mensagem abaixo tiro lições únicas dela. Por isso compartilho.


Dedicação, Roberto Shinyashiki. 

Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo. Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar sábados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá de se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende da dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. E ilusão não tira ninguém do lugar onde está. Ilusão é combustível de perdedores.

Lute!
Abraço...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Pois...

a loucura dos homens é um espetáculo divino."

Michel Foucalt, em A História da Loucura.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pense nisso!

'Julieta não vivia online.

E Romeu não seguia qualquer avatar bonitinho que encontrasse no twitter.

Por isso morreram se amando.'


Viajando pelos blogs que sigo, encontrei isso citado em Vivendo um momento muito meu, http://reromao.blogspot.com/2010/07/e-ai.html originalmente postado por Flah Queiroz no blog "Confraria dos Trouxas".

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lúcio Packter,

Encantadora a herança que este homem vem partilhando com a humanidade.
As sementes que ele plantou (e ainda planta) e cultiva com tanto carinho, cuidado, respeito, amor hão de deixar frutos para muitas gerações futuras.
A Filosofia Clínica é um dos empreendimentos, dentre tantos, que este espírito sereno, divinamente humano, nos apresentou.
Certamente este legado será levado adiante por muitas almas enobrecidas.

Paz!
Amor!
Fé!
E como, às vezes, o próprio Lúcio me diz, aconchegando-me em seu abraço paterno, "FORÇA"!

sábado, 10 de julho de 2010

Dedolfo

O Sr. Dedolfo recebera este apelido nos tempos de escola. Seus coleguinhas seguidamente o viam com o dedo indicador tirando meleca do nariz e levando-o à boca. Isso deu origem ao apelido. E olha que poderia ter sido um apelido bem pior!
O tempo passou e Sr. Dedolfo não conseguiu deixar esta mania, este comportamento.
Certa feita ele procurou ajuda. Muitos foram os profissionais que o rotularam, acharam doença aqui, doença ali. Houve até quem criou uma nova doença, o 'transtorno de dedolfomania'.
Estudiosos começaram a pesquisar e catalogar tudo acerca do hábito de tirar meleca do nariz e levar à boca. Porém, ninguém conseguia compreender a história daquele homem. Era bem mais fácil deixá-lo zanzando de um lugar para outro sem solução para aquilo que lhe incomodava.
Pesquisaldo, um terapeuta pouco conhecido, percebeu que as coisas não eram bem como aparentavam. O hábito do Sr. Dedolfo não era tão prejudicial como julgavam outros especialistas e PHD´s.
Estudando o caso do Sr. Dedolfo, Pesquisaldo foi levado às mais diversas paragens da existência humana. Ele compreendeu o que era aquilo e o significado que tinha para Sr. Dedolfo. Isso possibilitou que Pesquisaldo conseguisse eliviar as dores daquele homem.
Foi Pesquisaldo a pessoa que mais conseguiu ajudar o Sr. Dedolfo. O que ele fez? Ouviu atentamente aquele homem e percebeu que não poderia mexer nisso, pois estaria pondo em risco a vida do Sr. Dedolfo. 
Já que não havia outra forma de ajudar, Pesquisaldo passou a oferecer seu nariz para Sr. Dedolfo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Paranoinhas

Paranoinhas é o nome que dei para pequenas paranoias.

Talita Prates mexeu comigo num post de seu blog, que se chama Histórias da Minha Alma, se não me engano. Dizia ela, em outras palavras, que havia uma mulher "adúltera, que possuia um marido e um amante; para facilitar as coisas, ambos eram o mesmo homem".
Quero isso para mim. Quero uma esposa e uma amante numa só mulher. Quero sexo com amor, carícia com malícia, suavidade com voracidade... Quero ser algo mais, quebrar a rotina (nem que para isso eu quebre a cara).

O pessoal do Charlie Brown Jr. nos lembra bem, na música Pontes Indestrutíveis, que "quem é de verdade sabe quem é de mentira". Mas será que é isso mesmo?
Concordo com eles que "que importa é se sentir bem, que importa é fazer o bem", mas não me soa bem que para me sentir bem eu tenha que sacrificar outra pessoa.
Parafraseando a canção, quero cuidar de quem corre do meu lado e de quem me quer bem. E vejo, sim, isso como a coisa mais pura. Só não queria afastar e/ou distanciar alguém por tanto querer o bem de tal pessoa.
Sim, em gênero, número e grau "viver, viver e ser livre; saber dar valor para as coisas mais simples. Só o amor constrói pontes indestrutíveis".

Mesmo com o tempo e com os contratempos, amar e ser amado é algo que dá brilho à alma. Sem uma vida afetiva as cores podem dar lugar à nebulosidade.
Nebulosidade às vezes é bom. Mas perpetuar a escuridão é morrer em vida.
Fica a citação de Vinícius de Moraes: "Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido". Isso por si só seria sustento para uma vida. Mas infelizmente as amarras que herdamos de uma sociedade voltada para as cifras (R$, etc e tal) ofusca, de certa forma, a importância deste sentimento para muitas pessoas.

Finalizando, ouçamos o vocalista dos Detonautas, Tico Santa Cruz, ao final da música Oração do Horizonte (que para mim é um hino): "O amor é a única revolução verdadeira".

Hasta!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Hexa? Ainda não

Nem sempre o melhor é quem se sobressai. A vida não obedece a esta lógica.
Quem vence quem? Quem vence o que? O que significa o vencer? Da mesma forma, quem perde de ou para quem? Quem perde do que ou de quem? O que significa o perder?

A Seleção Brasileira caiu de quatro para que a Seleção Holandesa viesse com seu pênis ereto e lhe penetrasse o ânus. Sêmem cor de laranja jorrou num orgasmo coletivo. Cupla de quem? Não sei! Mas responsabilidade de muitas pessoas.

Dunga, sem apoio da mídia e sob constantes críticas, até se esforçou. Mas pecou, sim, em alguns pontos, principalmente pela não convocação de craques que poderiam fazer a diferença.  Kaká, a 'meio-pau', nem sequer balançou as redes, jogou mau, foi expulso e contra a Holanda preocupou-se mais em arrumar o cabelo do que jogar. Felipe Mello é um bom jogador, porém mais peladeiro que eu, que a cada jogo levo cartões amarelos e/ou vermelhos...
Quando Luis Fabiano saiu sem ao menos criar uma jogada de perigo, o pior já estava anunciado. Antes disso, Júlio Cesar já havia dado um soco no ar, o que raramente se vê deste grande goleiro.
Enfim, e resumindo, os jogadores se abateram. As reações neuroquímicas foram determinantes para a desclassificação do Brasil. O desequilíbrio tomou conta da equipe nos 45 minutos finais, o que é um espaço de tempo muito curto para que algo possa ser feito para reverter isso (visto que o desespero foi geral).

Claro! A bola da Copa era muito ruim. Lembram do nosso goleiro reclamando dela no início da preparação? Pois é. Os gramados também foram alvos de críticas. Ah, as vuvuzelas que irritam e impedem a comunicação entre os jogadores em campo.
Pois é... Aqui na várzea são utilizadas umas 3 ou 4 bolas de marcas, tamanhos e pesos diferentes. Os campos por aqui tem mato no lugar de grama. E os campos são sem segurança, o que possibilita que a torcida fique próxima ao campo e utilize vários xingamentos. E, engraçado, o pessoal aqui não reclama!
Além disso, aqui a galera praticamente paga para jogar, pois tem que se deslocar de um local para outro, comprar água, pagar gasolina, lavar fardamento...

A eliminação do Brasil me doeu. Sou fanático por futebol e ao final do primeiro tempo estava ciente de que nossa seleção passaria para a semi-final. Quebrei a cara.

O que mais me dói é o clima de euforia que se construiu em torno da Copa do Mundo de Futebol FIFA. A nação parou. Ou melhor, enquanto a maioria das pessoas pensa que a nação parou, muitos engravatados manipularam muita coisa por detrás das cortinas.

Pior que a dor pela forte metida da Holanda é a dor de pertencer a uma nação (como posso dizer?!)... medíocre e manipulada.

Força.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sincericídio

Tem pessoas que se autoprejudicam por serem sinceras. A verdade para elas deve ser posta acima de todas as coisas, como algo do tipo doa a quem doer.
Isso não implica em algo bom ou ruim, positivo ou negativo, certo ou errado. É apenas uma característica de tais pessoas.

No meu caso, várias vezes produzi provas contra eu mesmo. Isso mesmo!
Se a pessoa é pega dirigindo embriagada, cagada de bêbada ao volante ela pode se negar a fazer o teste do bafômetro sob alegação amparada na Constituição de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Sincericídio.
Por vezes sinto que se eu omitisse ou distorcesse acontecimentos, fatos, ocasiões, circunstâncias usando de artimanhas que só os experts possuem, estaria evitando muitas dores de cabeça.
O fato é que reluto em me tornar um expert, porque a sociedade dos homens utiliza a denominação mentiroso para os que se encaixam nesta categoria.
Mentirinha aqui, enganação ali e amanhã não se sabe mais a pessoa que se é. Talvez a maior das mentiras e das enganações seja a que acomete o prório eu, o íntimo, o enganar-se a si próprio, o perder-se em si mesmo.


Reflexões morais e éticas podem ser ponderadas a partir disso.
Kant, um filósofo alemão, nos apresenta um imperativo categórico para ser considerado nas ações a serem praticadas. Em outras palavras, seu imperativo categórico postula o seguinte: aja de acordo com a máxima segundo a qual todas as pessoas agiriam diante das mesmas circunstâncias. O dito popular não faça aos outros o que não quer que seja feito com você é, digamos, uma forma simplificada do imperativo.
Por não desejar ser enganado, não tento ludibriar os outros.
Às vezes não há relação nenhuma nisso, pois uma pessoa pode ser sincera e verdadeira pela vida toda e ainda assim (e por isso mesmo) ser feita um fantoche, manipulada e enganada por quem a rodeia.

Quem consegue se por no meu lugar, logo percebe que prefiro uma ferida pela verdade a um regozijo pela falcatrua. Não é que eu seja masoquista; a questão é que vejo perspectivas de crescimento no primeiro, enquanto incapacidades para tanto no segundo caso.

Força. 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não vulgarize o amor

Eu sei, o amor não possui uma definição exata e universalmente válida para todas as pessoas.
Vejo pessoas que se amam quando estão juntas, mas quando estão com outras pessoas, com outros 'amores' ficam fazendo fofocas e criando intrigas. Isso é amor?
Vejo pessoas extrapolando seu amor em frases, em legendas e comentários de fotos. Será que é amor ou necessidade de aceitação no grupo?
Aliás, se é amor não precisa espalhar aos quatro ventos, pois a outra pessoa certamente sentirá este sentimento.
Foda-se o politicamente correto. Foda-se quem quer passar uma imagem de pessoa boazinha e infla a palavra amor com incompreensão, com um cinismo escancarado.
Eu não quero ser amado falaciosamente. Quero a solidão que me faz voltar ao útero de minha mãe e mergular na escuridão.
Prefiro ser odiado verdadeiramente a ser bajulado por falsos, descarados, aproveitadores.
Mas se alguém me amar, que seja um amor sincero. É o mínimo...

Abraço de paz.

Conclusão

"Não me venham com conclusões.
A única conclusão é morrer".

Fernando Pessoa

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Feridas

"O mundo fere todas as pessoas,
mas depois, muitos se tornam
fortes nos lugares feridos[...]".

Ernest Hemingway

domingo, 13 de junho de 2010

O Velho e o Mar

Havia tempo que eu alimentava a curiosidade pelo livro O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. É uma obra publicada originalmente em 1952, chegando a sua 65ª edição em 2009.

A história fictícia relata a rotina de um velho pescador, Santiago, que, apesar de toda sua experiência, passa longos 84 dias sem pescar sequer um único peixe. Outrora um menino, Manolin, o acompanhava em sua jornada, mas, devido à má sorte, sua família o proibiu de pescar com o velho.
Santiago, então, vai ao mar sozinho em seu pequeno barco. Nas primeiras tentativas o velho não obteve sucesso e tudo indicava que seria difícil fisgar algum peixe. Porém, para sua surpresa, um peixe enorme mordeu a isca. E não era um peixe qualquer. Por ser grande e forte, foi levando a linha do pescador e fazendo que o barco o seguisse. Foi assim durante o dia todo. E durante a noite também. Neste tempo o velho sentiu o peso da idade, as dores no corpo, as mãos calejadas e cortadas pela linha, a fome saciada com pedaços de peixe cru...
Chegou o tempo que o peixe dava sinais de cansaço. Passado todo esse tempo preso, nadando em busca de se libertar da presa do pescador, o peixe enfim saltou da água, dando visibilidade ao seu tamanho gigantesco. Santigo o vencera no cansaço e, pode-se dizer, na técnica.
A companhia do garoto fazia falto ao velho pescador. Agora mais ainda por ter que prender o peixe junto ao barco, já que não podia carregá-lo (o que certamente afundaria o pequeno barco devido ao peso do peixe). Sozinho ele realizou este trabalho, que considera trabalho escravo. Retornando o longo  percurso, a fome, a sede e as dores eram ainda maiores. Além disso, o sono era algo que incomodava o pescador. Em alguns instantes Santiago delirava, falava consigo mesmo em voz alta, filosofava em alto mar. Porém, seu maior regozijo era pensar no quão lucrativo negócio seria vender o peixe. Mal pensava ele o que estava por vir.
No confronto que teve para matar o peixe que agora trazia consigo, o sangue despertou o instinto de tubarões. Como o cheiro se espalhou pelas águas, inesperadamente, após algum tempo, surgiu o primeiro tubarão. Santiago viu o predador se aproximando e quando o tubarão atacou o peixe, arrancando um pedaço da cauda, foi desferido um golpe certeiro com o arpão. O pescador vencera mais esta batalha. Algum tempo depois, como era de se esperar, mais dois tubarões se aproximaram e atacaram o enorme peixe, que sangrara novamente, deixando o cheiro nas águas. Novamente o pescador foi certeiro com seu arpão e desferiu golpes mortais nos predadores. Porém, desta vez seu arpão se quebrou num destes golpes, deixando o velho sem instumentos de defesa.
Cansado, sim, mas ainda com espírito de guerreiro, Santiago, já prevendo novos ataques ao que restava ainda do peixe, desfigurado pelos ataques anteriores, amarrou um faca a um dos remos. Sua arma agora era esta. Funcionou até certo ponto, mas chegou uma hora que os inúmeros tubarões acabaram com o peixe que o velho carregava amarrado junto a seu barco. A luta terminara.
O barco agora estava mais leve e se deslovava com mais velocidade. O pescador sentia-se um infortunado por ter ficado tão perto de quebrar o jejum de tantos dias sem trazer nada da pescaria. Voltando à terra firme, o mal-estar o fez desmaiar... e quem o encontrou foi o garoto, seu amigo Manolin...

Isso aí.
Abraço.
.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Na multidão, quem é quem?

Dias atrás estava olhando o blog da Perestroika, uma agência de publicidade de Porto Alegre. Tem um post lá que me provocou a escrever sobre.
Lá o autor do post explica que nas suas andanças noturnas, em baladas, bares, festas tem todo tipo de gente. Na balada, por exemplo, sempre tem alguém que fica tocando uma guitarra ou uma bateria invisível, fazendo solos e achando que tá 'abafando'; tem quem bebe uns goles a mais e fica berrando no ouvido de quem está do lado; tem tiozão cheio de 'mala', com olhar por cima, bebida na mão, com aquele ar de experiência; tem coroa toda repuxada de plástica achando que é menininha de 18 anos; enfim, é grande a gama de singularidades.
Então eu fiquei pensando em algo assim. Tem aquela pessoa que é tri parceria, te conta as coisas, dá uma força aqui e ali só que na balada te vira as costas e faz que nem conhece. Tem também aquele tipinho que no dia-a-dia te olha atravessado toda vez que cruza contigo e na balada vem te cumprimentar como se fosse 'chegado(a)' de longa data (com direito a abraço e/ou beijinhos).
Sabe-se lá as motivações para tanto. Mas por essas e outras é que perguntei no título do post...

Abraço.
Até...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cansei de ver bundas

Elas estão nos programas de televisão.
Em anúncio de creme dental precisa mostrar o 'popozão'?
Nas páginas de jornais
É o produto que vende mais.
Nos outdoors,
Nas passarelas...
Em toda parte que se olhe, lá estão elas.
No frio abaixo de 8º graus, bundas sendo exibidas por mulheres vermelhas de frio.
De todos os impérios, o das bundas é o maior que já se viu.
Mas por detrás de um corpo torneado,
Malhado, de perfil empinado,
Há garantia de que?
O que se tem é somente o que se oferece para ver?
Bem, então me perdoem, prefiro não ter muito a oferecer.

Mulheres, pasmem! Entendo que o que é bonito é para ser mostrado.
Mas isso é bem diferente de usar o corpo de um jeito vulgarizado.

Bunda não pensa.
Abrace essa causa.

domingo, 9 de maio de 2010

Amor = processo?

"Dizer 'eu tenho grande amor por você' não tem sentido. Amor não é uma coisa que se possa ter, mas um processo, uma atividade íntima da qual somos o sujeito. Posso amar, posso estar amando, mas ao amar, eu tenho... nada. De fato, quanto menos eu tenho, mais posso amar."

Erich Fromm,
Ter ou Ser?

sábado, 8 de maio de 2010

Deusa Amor

"O amor é uma deusa cruel, que como todas as deidades, quer possuir todo o homem e não se contenta até que lhe tenha sacrificado não apenas a sua alma, mas também todo o seu eu material. Seu culto é o sofrimento; o auge desse culto é o auto-sacrifício, é suicídio".

Edgar Bauer,
em 'crítica da crítica crítica'.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bola de cristal


O assunto agora é a paixão pelo futebol.
Campeonato Brasileiro se aproximando. Aproveitei para consultar minha bola de cristal para ver quem vai se sair melhor nesta competição. Meio que com imagens nubladas, obscuras ela indicou os times que figurarão nas oito primeiras colocações na tabela ao final do campeonato. Aí a lista, em ordem alfabética, porém sem ordem classificatória definida:
Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos e São Paulo.
Estes oito brigarão pelo título e pelas vagas na Libertadores. Quantos aos outros, que se contentem em ocupar as posições intermediárias da tabela ou que briguem para permanecer na primeira divisão.
Veremos, lá em dezembro, se minha bola de cristal precisa de manutenção ou se ainda está em condições de ser consultada.

Paz nos estádios.

Abraço.

Dia das Mães

Incrível a propaganda mercadológica que se faz em datas comemorativas. Nos entornos do Dia das Mães, então...
Porém, mais que presentes, Mães merecem carinho, respeito, atenção. E isso não somente quando se aproxima o Dia das Mães.
***** 
Costumo dizer que fico meio constrangido em datas assim. Não sou muito de selar datas com presentes. Por isso algumas pessoas me veem como arrogante, incompreensivo, mal-agradecido, etc. e tal. Entendo o gesto de carinho imbricado no significado de presentear, mas isso por si só não basta.
Algumas pessoas presenteiam com objetos de altos valores financeiros, mas esquecem-se pelo resto do tempo dos valores fundamentais que deveriam reger o ambiente em que estão inseridas. 
Ao invés de presentear umas sete ou oito vezes ao ano (Aniversário, Dia das Mães, Dia Internacional da Mulher, Natal, Páscoa, Dia dos Pais, Dia dos Namorados...) prefiro alimentar as chamas do respeito, da compreensão, do afeto, do amor. Isso é para a vida toda, não somente quando há datas comemorativas se aproximando.
Particularidade minha. Só isso.
*****
Mas, então, para marcar o Dia das Mães, desejo do fundo do meu coração que todas as mães sejam felizes em sua existência. Que a paz reine nos lares e nos relacionamentos.
***** 
Se a questão é o presente, aceitem, por favor, estas minhas singelas palavras como um.
*****
Abraço de paz!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Convite!

Pessoas...
Quem tiver disponibilidade, fica a dica para a manhã de sábado, dia 1º de maio.
Vale a pena conferir.



Até mais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Histórias de Thedy II

Anos 80.
À noite tinha show dos Paralamas do Sucesso no Circo Voador, em Porto Alegre.
Um sujeito pensou em ir a uma loja comprar uma roupa bacana e para o show matar a pau. Ele queria ser percebido pelas cocotinhas, como eram chamadas as meninas na época. A loja que o sujeito foi para arranjar as roupas se chamava saco e cuecão. Lá ele comprou o traje que vestiria logo mais à noite, da cabeças aos pés.
Após o banho o cidadão foi para a frente do espelho. Cueca vestida... bastante desodarante e...
Ele botou uma camisa manga longa de um tecido sintético, muito abafada. Detalhe da camisa: cor verde-limão. Para incrementar, gravata laranjada. A calça era xadrex (azul escuro e azul claro), sem botões ou cinta, de elástico na cintura. Para completar o figurino, sapato mocassim de solado branco. Nos cabelos muito, mas muito gel, pois o cara não tinha noção da quantidade do produto suficiente para fixar o penteado.
Imagina a figura!
Saiu na correria, já meio queimado (atrasado). O porteiro quase caiu da cadeira rindo. Aí ele se deu por conta que tinha feito bobagem. Mas atrasadão do jeito que estava, o lance foi sair na corrida. Para economizar a grana do táxi ele foi a pé. Duas quadras depois já estava todo desfigurado. O suor o deixara com um cheiro insuportável, com aquele círculo embaixo do braço.
Quando chegou no local do show, os colegas caíram na gargalhada, pois o pessoal estava vestido normalmente e ele ali, como um rockstar dos anos 80. A única pessoa que não riu foi uma moça que ele já havia espichado o olhar para ela. Ela já conhecia ele e pediu que ele fosse ao banheiro, tirasse o gel, pusesse a gravata fora. E lá foi ele. E fez o que ela recomendara. Quando voltou para a festa eles ficarm juntos.
E neste dia começou a nossa história, que continua até hoje e só parece melhorar.
*****
Essa é a história que Thedy musicou. Dela surgiram os versos de Julho de 83.
Diferente da contada no outro post, a particularidade desta é que o casal em questão continua junto.
*****
Acompanhando a letra dá para perceber as particularidades da situação.

Bom proveito.
Abraço.
Hasta siempre!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Histórias de Thedy

Havia uma jornalista que namorava um rapaz também jornalista. O casal era bem nada a ver. Eram duas pessoas completamente diferentes. Inevitavelmente, chegou o dia em que houve um rompimento no relacionamento. Chocada com este fim, a moça decide ir para a Austrália fazer uma especialização em rádio. 
Certa feita, na Austrália, ela estava se preparando para sair quando, de repente, toc-toc-toc. Ela conferiu quem era pelo olho mágico e, quase não acreditando, abriu a porta. Para sua surpresa, quem estava a sua frente? O ex-namorado!
O cara portava consigo uma caixinha com duas alianças. Queria a todo o custo reatar o relacionamento. Pedira a moça em casamento ali mesmo, na porta, se dizendo arrependido por algum dia tê-la deixado. 
Pasma e confusa ela titubeou e não soube o que fazer. Pediu, então, que o rapaz voltasse no outro dia.
No dia seguinte, quando o rapaz chegou a moça tinha nas mãos as alianças. Ela aceitaria o pedido dele. Toda empolgada ela atendeu a porta e disse ao rapaz que havia pensado bem e... antes que ela terminasse de falar, ele tomou a caixinha das alianças da mão da moça e disse que também havia pensado bem. Mais uma vez a história se repetiu: ele entrou com o pé, ela com a bunda.
Foi difícil para a moça assimilar a situação. Mas ela se formou no curso que a levou para o exterior e voltou ao Brasil mais experiente e capacitada para o mercado de trabalho. 
Mas ainda havia mais surpresa reservada para ela. O rapaz voltou a procurá-la com as mesmas alianças. E desta vez ela não titubeou e aceitou na hora. Eles se casaram e tiveram dois filhos. Mas, como a história de idas e vindas do casal foi uma constante, eles se separaram e não mais ficaram juntos.
*****     
A história que narrei acima é a história que deu origem à música Eu não entendo, da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Thedy Corrêa, em apresentação de sua palestra sobre Literatura e Música, organizada pela Casa da Música de Chapecó e colaboradores, proferida na semana passada na Unoesc Chapecó, trouxe esta e outras experiências sobre o processo de composição das músicas do Nenhum.
Para fazer a relação da história com a música, segue o vídeo. Atenção à letra e logo o que foi abordado acima toma contexto.
*****
Abraço de paz.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lição no banho

Estão consertando a rede de água encanada na cidade onde moro. Por isso, em alguns dias o abastecimento de água sofre cortes. A alternativa que surge é adaptar os horários de banho, de limpeza da casa, de lavagem de roupa...
Lá vou eu, então, para um banho rápido. Antes de tirar a roupa verifico se posso mesmo ir para debaixo do chuveiro e abro um pouco o registro. Êba! Água quentinha. Mal sabia que a alta temperatura da água se dava pelo fato de ela estar acabando.
Bem, tirei a roupa e entrei adoidado no box. Antes de ligar totalmente o registro dei de mão no xampu e entrei debaixo da ducha. Aí começou o espetáculo. Cabelos ensaboados (com xampu) e, de repente, a água foi diminuindo e aumentando mais ainda a temperatura. O espetáculo mal havia começado e chegara ao fim. Mais que depressa desliguei o chuveiro. Ensaboei o corpo (com sabonete) na ânsia de que pudesse me enxaguar. Ora, não deve ser nada bom ficar todo ensaboado com relógio marcando o tempo rápido e com compromissos a serem cumpridos.
Mesmo com a água muito fraca consegui terminar minha tarefa. O banho foi completo. Eu estava pronto para pegar minha mochila e ir para o trabalho e de lá para a aula. E foi isso que eu fiz.

Idiota essa história de ir para o banho e a água ir se esgotando, né!? Pois foi enquanto eu estava todo embaraçado, sem saber se teria ou não água para enxaguar-me, que rememorei uma valiosa lição.
Naquele momento em que a água estava diminuindo, prestes a interromper meu banho, de nada adiantaria minha ira, meu nervosismo. “Ah, mas a água está acabando e eu tenho que trabalhar e ir para a universidade”. Só por pensar isso o chuveiro não me responderia “sim Everton, vou sugar a água dos canos com mais força para te ajudar a sair dessa!” .

Às vezes a nossa vontade, a nossa determinação, o nosso empenho não são suficientes para que as coisas externas ocorram como gostaríamos. Certamente chegará a hora em que algo não vai depender somente do nosso esforço. Para quem acha que pode passar pela vida imune a isso, lamento, mas um dia, cedo ou tarde, estará comprovando através de suas vivências o que estou tentando explicar (se é que já não comprovou muita vezes e o continua fazendo). E saber lidar com isso é um grande passo.

Lição no banho.
;)

Abraço.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Plagiando Idalina

Quando entro no meu blog, dou uma espiadinha nos conteúdos dos blogs que sigo. Não são muitos, uma meia dúzia ou nem isso. Reza a lenda que quantidade não tem nada a ver com qualidade. Por isso me limito para não ficar vendo coisas que nada me acrescentam, não me instigam a pensar, a refletir e não me tragam momentos de prazer.

Sigo Percepções Insones, de Idalina Krause, uma amiga e professora, filósofa clínica da capital gaúcha. Suas palavras, poemas, textos, metáforas, conseguem provocar uma avalanche de reflexões. Então, nada mais digno do que divulgar o trabalho dela e aproveitar para plagiar um de seus posts, que foi publicado em 18 de janeiro de 2010, com o título "Traição":
"A pior das infidelidades é a consigo mesmo."

Para quem quiser acompanhar e beber a água direto da fonte, http://www.percepcoesinsones.blogspot.com/
Lá você verá outros links interessantes. Vale a pena conferir.

Abraço de paz.
Até...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Temas repetidos

Dias atrás postei comentários sobre o BBB 10 e sobre o julgamento do caso Isabella.
***
Na minha opinião, mais que merecido o prêmio para Marcelo Dourado. O gaúcho com fama de marrento suportou bem a pressão e foi autêntico. Com o passar do tempo as máscaras dos demais participantes do jogo foram caindo. E como Dourado estava despido de faz de contas, aos poucos foi conquistando o carinho do público.
Quanto ao prêmio distribuído no programa, não tenho dúvida alguma que a emissora ainda faturou alguns bons milhões, mesmo com toda a premiação distribuída no decorrer da edição do reality show. Pobre de Fernanda e de Cadu, que ficaram com fatias bem pequenas do queijo em proporção à todo o desgaste físico e psicológico que enfrentaram no confinamento.
***
O caso Isabella acabou com a condenação dos indicados como autores do crime. Tudo aponta que o pai e a madrasta da menina são os assassinos. Porém, como o caso não conta com testemunhas oculares muitas coisas ainda não estão claras e provavelmente a defesa vai recorrer do resultado, mesmo que especialistas apontem o insucesso de tais requerimentos.
Me sensibilizo com a dor da mãe da menina, pois entre culpados e inocentes, fatos e distorções sua filha não retorna à vida.
Quanto a pena de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, a lei brasileira prevê que cumpram bem menos tempo que o sansionado.
***
Isso aí.
Só comentários. Nada mais.
Abraço.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Do amor

O amor desconhece a lucidez

Estado de embriaguez

Ora assombra

Ora acalma

Certezas incertas

Incertezas certas

Acalenta a alma

Acalma

Nocivamente faz bem

Oh, o amor!

Amor!

O amor!

terça-feira, 23 de março de 2010

A água benta da Nona Maria

A mãe do meu pai é minha avó. Já a mãe da minha mãe, nona. Eu nunca soube, não sei e provavelmente nunca vou saber o porque de ser assim, uma avó e uma nona. Mas assim é e ponto ( . ). 
Minha nona, mãe da minha mãe, está passando uns dias em minha casa (que não é minha, é da minha mãe - que não é da minha mãe também, é alugada), com eu e minha mãe. ashasuahs. Confundi? Acho que não.
Seguindo... Ontem cheguei em casa de meio-dia correndo contra o relógio, como sempre. Quando estava sentado à mesa, almoçando, me servi (ou servi-me?) um copo de suco. No mesmo instante, antes de eu ter largado a jarra na mesa, minha nona, uma papagaia com despertar nas horas de refeição, disse que estávamos tomando água benta. Eu pensei, como assim água benta? Mesmo sem eu perguntar, ela tratou de esclarecer que colocara um recipiente em cima da tv no momento da benção de um padre, pastor ou sei lá o que.
Eu tomei o suco, matando minha sede. Confesso que não senti nehuma propriedade diferente no suco de laranja que frequentemente minha mãe faz. Ainda assim, para a alegria da nona Maria, eu disse que o suco com água benta é muuuito melhor. Talvez isso tenha valido o dia daquela mulher de quase 90 anos (ou mais de 90 já?), calejada pela marca dos tempos. E isso foi tão simples, não custou nada para mim...
Qualquer dia desses vou pedir mais água benta para nona Maria. Para mim isso é pura balela, mas, sabendo do significado que ela atribui ao gesto, sei que ela ficará contente mais uma vez.

Bye! 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Duas caras da justiça mundana

Ontem à noite acompanhei uma notíca no Fantástico. Um garoto que está com 12 anos de idade pode pegar prisão perpétua por ter matado a namorada (que estava grávida) do próprio pai.
Aqui no Brasil, iniciou hoje o julgamento do casal Nardoni. Ainda há rumores e temores de que Alexandre e a parceira sejam absolvidos pela morte da inocente Isabela.
*****
Isso é só uma constatação de duas faces da justiça dos homens.
Não quero indicar qual seria a mais correta, pois muitos fatores tem de ser levados em conta para tanto.
Na minha pobre opinião o mais correto seria tentar integrar de alguma forma os infratores da lei e, caso haja algum problema de saúde mental, tratá-los de forma digna e humana.
*****
Talvez eu volte a falar sobre isso.
*****
Paz e luz para todos.
Grande abraço.

sábado, 20 de março de 2010

Transpiração Contínua Prolongada

O primeiro cd pirata que comprei foi este, que é o primeiro trabalho da banda Charlie Brown Jr. O ano era 1997 e eu estava visitando familiares na cidade de Farroupilha/RS. Estava prestes a passar a crisma (sim, eu confirmei minha fé e sou crismado!, rsrs) e havia ganhado um aparelho que reproduzia a tal inovação, compact disc. Então fui num muquifo e comprei o cd, pois já tinha ouvido algumas músicas da banda tocar em emissoras de rádio.  Eu gostei do som e acompanho a trajetória dos caras até hoje. De lá para cá a formação já mudou algumas vezes, mas Chorão continua como líder do grupo.   


Hoje, voltando da universidade, estava ouvindo alguns dos últimos trabalhos da banda e tive a idéia de compartilhar algumas passagens, trechos de músicas que considero bacanas, com uma mensagem interessante. Pegarei álbum por álbum e indicarei o nome da música e trecho. Talvez elas não sejam tão interessantes para algumas pessoas, mas ainda assim vou me arriscar nessa empreitada. Sei que ninguém é obrigado a gostar da banda, que existem músicas melhores, músicos melhores, estilos musicais melhores e por isso respeito a opção de cada um(a).
--> Aquela paz: "A vida é feita de atitudes nem sempre decentes, não lhe julgam pela razão, mas pelos seus antecedentes".
--> Proibida pra mim (Grazon): "Eu me flagrei pensando em você, em tudo que eu queria te dizer; numa noite especialmente boa não há nada mais que a gente possa fazer".
--> Charlie Brown Jr: "Muita gente riu de mim quando eu disse que podia fazer o que quisesse da minha vida; foram muitos anos de vivência, muitos baldes de água fria na cabeça, muitos goles a mais, alguns passos para trás; só flagrando a cena eu aprendi o bastante pra poder sorrir, pois ainda estou aqui tentando conquistar o meu espeço com muita pouca condição, mas a cabeça não abaixo".

Isso aí.
A qualquer hora da madrugada eu volto com mais trechos.
E vamos musicalizar!
Até...

quinta-feira, 18 de março de 2010

É um favor, não uma ofença

Povoooo.
Eu sei que às vezes um ou dois seres humanos dão uma espiadinha no eunamadruga.
Olha só, deixar um comentário não é nada dolorido. Entendo que a correria até pode estar diminuindo o tempo, mas o dia tem 24 horas, né?!
aushausaushasuhas
Se o problema é ter que estar logado, a opção de postar anônimo está ativada. Só, por favor, tenha coragem de não se esconder atrás de pseudônimos e identifique-se.
Não precisa ser uma hipocrisia do caralho, cheia de blá-blá-blá. Pode ser um esculacho também. Não tem problema algum se alguém me der um puxão de orelha. Aliás, é tri bom quando alguém me faz ver as coisas de uma maneira que eu não havia pensado antes.
Muita paz, muita luz, muito amor no coração.
Quem já deixou suas palavras aqui, que continue a fazer.
Obrigadoooo.
Bye!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os "Bs" (os Bês)

Quase impossível não falar dos Bs. Refiro-me ao BBB, Big Brother Brasil. Até já comentei algo sobre a teletela e o Grande Irmão, do best seller 1984, de Georg Orwell.
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Aqui e ali se ouve falar no programa. Aliás, o ibope do programa e os comentários a respeito dele provavelmente se equivalem. Polêmicas não faltam desde a primeira edição desta produção americanizada. E provavelmente nunca deixarão de existir, pois sem esse ingrediente as famílias podem optar por outra programação de tv...
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Há quem gosta; tem também os que não gostam. Uns gostam e dizem que não; outros dizem que não gostam, mas não perdem um dia sequer. Muitos gastam tempo e argumentos tentando justificar o gosto ou o desgosto pelo programa. E assim o sucesso do mesmo continua. Como continua também o lucro dos cofres da emissora (alguns milhõezinhos de R$, diga-se de passagem).
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Esta décima edição está mexendo com as emoções, com o imaginário, com os hormônios tanto dos participantes quanto do público que acompanha os malabarismos da casa mais vigiada do Brasil.
O gaúcho Marcelo Dourado está se mostrando um candidato forte ao título (título?), já que voltou de vários paredões. Vou arriscar um palpite aqui: ele não leva o prêmio maior do programa. Não tenho nem idéia de quem será o novo milionário, mas na reta final o eixo Rio-São Paulo provavelmente irá tratar de dispensar o representante do meu Estado. Mesmo pessimista, fico na torcida para o Dourado....
Sérgio, carinhosamente chamado de Serginho pelos colegas de confinamento, passa por momentos de turbulência emocional. Não é homossexual, não é heterossesual, não é bissexual. Enfim, ao mesmo tempo que não é ele, não é ela, não é um meio termo, e quer ser tudo ao mesmo tempo. Elaiá!
Dicésar, o quarentão Drag Queen, parece centrado no jogo.
Cadu vem em bom ritmo e tem o que a tv gosta de vender, imagem, corpo sarado.
As mulheres não arredam pé. E qualquer uma delas pode vencer o jogo...
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E assim segue a novela. Opa! O Big Brother. Novela é outra coisa que a maioria dos brasileiros não perde, assim como o programa do Bs.
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For nothing!