Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Faça o sol brilhar

Vai, decida você o que será do futuro. Se não quer se fuder, saia de cima do muro.
O ser humano descartável, a vida sem valor. Final inevitável, ódio sufocando o amor.
Informação manipulada contribui pra formação da juventude limitada que aceita facilmente a sufocação, tratando como herói quem age como vilão.
Não acredite em tudo que vê, não dê moral a tudo que lê.
O Magnata faz a festa com whisky e piranha e quem vai pagar a conta é você.

Mv Bill, participação em Sem Medo da Escuridão - Charlie Brown Jr.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A distância que aproxima

Comte-Sponville cita Cesare Pavese: "Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força."
E complementa: "Esse amor é o mais raro, o mais precioso, o mais milagroso. Se você recua um passo, ele recua dois. Simplesmente para lhe dar mais lugar, para não esbarrar em você, para não o invadir, não o oprimir, para lhe deixar um pouco mais de espaço, de liberdade, de ar, e tanto mais quanto mais fraco o sentir, para não lhe impor sua potência, nem mesmo sua alegria ou seu amor, para não ocupar todo o espaço disponível, todo o ser disponível, todo o poder disponível."  

André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - 2ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009 - pág. 296/297.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"facilmente não existe por aqui"


"Simplesmente não é assim como se diz.
Posso até estar errado, mas não penso em desistir.

Desconfio que foi sempre assim.
Chega de mentir e de iludir.
Encarar de frente é o que temos a fazer.
Desconfio que é bem melhor assim."
Desconfio - CPM 22

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Testando os limites

Conversando com uma pessoa com vasta experiência na área da educação, ouvi algo que me chamou a atenção.
Disse ela, após um suspiro, com voz serena e calma:
"É... Não há nada no mundo que teste mais os limites da paciência do ser humano que ser educador."
Acho que compactuo com isso...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Exagero?

Caio Fernando Abreu, em Cai a Noite:
" - Vestem-se como putas para ir a festas. É a moda, que se há de fazer? E fumam baseados infindos, cheiram carreiras bem servidas, dançam punk-rock, copiam modelinhos new wave, topam qualquer cantada. Trepam em pé, coito anal, coito oral, sexo grupal, masturbação sem culpa. Tão liberais, você não acha? Sou do tempo em que cabaço era documento."
 
Eu complemento, talvez nem aos pés de Caio, mas...
Esbanjam falsidade. Carros dos pais, roupas que nem sequer sabem o valor, relógios reluzentes, perfumes fortes.
Bebem e mentem. Vangloriam-se de suas futilidades e inventam outras ainda maiores.
O dinheiro é tudo que lhes resta.
Deitam com companhias embriagadas e o sexo, que antes os movia, nem rola.
No dia seguinte, peito estufado e sensação de dever cumprido.
Eu me envergonharia...
 
Não é regra, não generalizemos. Mas é maioria.
Exagero nosso ou as coisas estão assim mesmo?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A B S U R D O !!!

Se eu falar em Norma você sabe a quem estou me referindo?
E se eu falar em Patricia Acioli você sabe de quem se trata?

É um A B S U R D O que milhões de pessoas estejam mais interessadas em saber quem matou uma personagem de novela e ignorem (caguem para) a morte da juíza Patricia.

Triste realidade.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ladrão de Gravata e Gangue da Matriz

Não pretendo ser o mocinho, tampouco o bandido.
Isso que foi tomado como polêmica pela mídia sensacionalista e por algumas pessoas que só queriam se promover, no meu entendimento não tem nada de mais, não retrata nada além da realidade brasileira.
Bem, vamos com vagar e por partes para que as coisas fiquem claras.
Vivemos no Brasil, um país que é democrático, ao menos nas leis, nos papéis. Isso implica, entre outras coisas, em termos respeitada a nossa liberdade de expressão, ficando a censura apenas na memória de um passado recente.
Música é arte, certo? Há quem concorde e há quem discorde. Para mim, a música é sim uma manifestação artística (apesar de algumas coisas nem poderem ser chamadas de música - mas deixemos isso pra lá, já que não tem como padronizar um gosto).
Pois bem, considerados os pontos acima, fica explícito que podemos expressar nossas idéias e representações através da música. É um direito que temos. É meio que lógico, tanto como 2 + 2 = 4. Mas tomemos cuidado! Algumas pessoas que deveriam estar conduzindo nosso país estão qurendo nos censurar, estão querendo que aceitemos que 2 + 2 = 5 ou seja lá o resultado que queiram.
O episódio polêmico que mencionei logo no início é o fato de Tonho Crocco, compositor e ex-integrante da banda gaúcha Ultramen, ter sido alvo de uma representação judicial por ter retratado através da música sua indignação com o aumento dos salários dos Deputados Estaduais aqui do Rio Grande do Sul. Eu já havia chutado o balde aqui no blog sobre o aumento dos Deputados Federais, no final de 2010. Talvez eu tenha exagerado nos xingamentos e palavrões nas minhas poucas linhas - é que a revolta às vezes faz a gente ficar "normal" mesmo, pois maluquice é aceitar tudo pacificamente, de braços cruzados. Por consequência, e amparados por uma lei escrota a favor deles mesmos, os Deputados Estaduais gaúchos votaram seu próprio aumento no início deste ano. Um aumentinho assim básico, de cerca de 70%.  
Foi então que Tonho Crocco fez um rap com o nome de todos os Deputados que votaram a favor do aumento. E isso doeu para e em alguns parlamentares. Giovani Cherinni, que na época era Presidente da Assembléia Legislativa, entrou com representação no Ministério Público. Acontece que a população passou a apoiar em massa o músico, protestando, manifestando o apoio em redes socias, nas ruas e no escambau. Ora, se tem essa grana para aumentar o salário deles, porque não aumentar o dos funcionários públicos, professores, policiais? E porque não investir mais e melhor em saúde, educação, segurança? E aí começou o joguinho que nem vale a pena comentar. Muitos e muitos querendo se promover com isso. Essas coisas comuns na política. E eis que Cherinni se sentiu tão pressionado que retirou a representação do Ministério.
Esse episódio fez ruir a Assembléia gaúcha. Prós e contras deram a cara a tapas e quem ganhou com isso fomos todos nós. Não que vai ser muito diferente daqui para frente, mas aos poucos, com o trabalho de formiguinhas as coisas irão mudar. Nesse momento é o que prefiro acreditar.
Em homenagem aos sacanas da nação, seguem os vídeos.




sábado, 30 de julho de 2011

Aviso (in)útil

Quando você me acordar para falar ao telefone, favor desconsiderar tudo que eu tenha dito.
E, de preferência, não comentar com ninguém
e me procurar quando eu estiver em vigília.
Obrigado.
=)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mais uma do Gregory

Fé é outra palavra para ignorância, certo?

Eu nunca entendi como as pessoas acreditam com orgulho numa coisa sem prova como se fosse um feito.

Religião e loucura são tão parecidas que não sabemos a diferença.

Dr. House, em House x Deus, 19º episódio da 2ª temporada.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escravos ou cidadãos?

O título da postagem é também o título de um artigo de Rodrigo Constantino, presente no livro Prisioneiros da Liberdade (Belo Horizonte: Soler Editora, 2004). Em toda a obra o autor prima por uma menor intervenção estatal, o que, segundo ele, possibilitaria a liberdade individual do cidadão. O Estado, nesta visão, teria o papel de garantir a isonomia de tratamento através de algumas normas, regras pré-estabelecidas.
Após o título há uma citação de Platão, "A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus."
É um artigo pequeno, com 4 páginas, mas de uma profundidade enorme. Aliás, a obra toda merece ser visitada para que alguns paradigmas sejam revistos. Vou utilizar aqui apenas trechos literais, já que tenho uma capacidade enorme em adjetivar com palavrões algumas pessoas e situações. Por hora pouparei meus poucos leitores disso. Que cada um possa refletir um pouco. Talvez seja dolorido, mas...

"Lembremos que não é a existência de uma lei que define um roubo, mas sim um princípio ético. E tirar de alguém algo obtido de maneira correta, sem consentimento e pelo uso da força, só tem um nome, que é roubo." 

"Isso é um absurdo, prova concreta do perigo da concentração de poderes. Um indivíduo trabalha quase a metade do ano simplesmente para 'contribuir' com o governo, enquanto apenas a outra metade é livremente utilizada. [...] Eu deveria ser livre para escolher como gastar a grande parte do meu dinheiro."

"Quando um povo toma conhecimento, em sua maioria, de que não são simples cidadãos, mas sim escravos de uma minoria que os governa, uma revolta torna-se iminente. O risco, claro, é esta percepção vir muito tardiamente, quando os governantes já acumularam poder demais. [...] Vamos caminhando cada vez mais para maior concentração de poder nas mãos do Estado, com excessivos e crescentes impostos, leis, regulamentações, monopólios estatais e poderes discricionários, contrariando totalmente os princípios da liberdade individual, e tudo em nome de uma suposta justiça social. No Brasil, a arrecadação tributária já beira os 40% de toda a produção nacional. Precisamos de menos Estado, impostos declinantes, mais mercado e competição, mais liberdade individual. Afinal, somos escravos ou cidadãos?"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Desabafo de um idiota em defesa do humor

O comediante Rafinha Bastos nem sabe que eu existo. Mas nem por isso deixo de sair em sua defesa (o que também não influencia em nada, mas...).
Quando uma pessoa faz um espetáculo de stand-up comedy é porque provavelmente ela é comediante. O provavelmente foi proposital, porque tem muitos que só fazem rir os integrantes de sua família, e olha lá ainda. Então, se você vai a um espetáculo assim (que também não sei o que tem de espetacular para ser assim denominado) já vai no clima de oba-oba, de descontração, de alegria e disposto a encarar tudo como piada. É o míninmo que se espera, não?
Pois conseguiram pegar uma piada do Rafinha Bastos e vincular na mídia como acusação de que o cara está fazendo apologia ao estupro, a violência contra mulher, etc, e tal. Aí vem Ministério Público, Procuradoria disso e daquilo, órgãos de defesa dos direitos desses e daqueles. Porra! Comediante faz o que? É claro que tudo pode virar piada.
P I A D A.
A coisa é num sentido figurado. Não se pode levar piada ao pé da letra, muito embora possa haver um cunho de verdade ali que só pode ser revelado sob este prisma.
Então rapaziada, na minha opinião e cravando a defesa dos humoristas, comediantes ou o que quer que sejam...melhor que tenhamos Rafinhas Bastos comediantes, fazendo piadas e falando bosta nos palcos Brasil afora do que políticos engravatados mentindo em plena bancada de uma Câmara de Vereadores ou de Deputados, Assembléia Legislativa, Senado ou puta que pariu e levando toda nossa grana.
E que fique bem claro que humor não tem nada a ver com falcatruas e roubalheiras! A não ser que o Tiririca se encarregue de provar o contrário.  

terça-feira, 12 de julho de 2011

Paternalismo

Cuidado gente boa!
O Estado paternalista
(que te dá algumas regalias de mão beijada) 
é o mesmo que se dá o direito de limitar sua individualidade
(castra tuas potencialidades).
Pense nisso!

sábado, 2 de julho de 2011

Cazuzeando

"O amor é o ridículo da vida.
A gente procura nele uma pureza que está sempre se pondo,
indo embora.
A vida veio
e me levou com ela.
Sorte é se abandonar
e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue,
bonita e breve,
como borboletas que só vivem 24 horas.
Morrer não dói."

Cazuza, em Vida Louca Vida

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia Voluntários da Pátria II

Música é poesia.
Se a poesia não existisse
as borboletas não sairiam dos casulos,
o zero seria nulo,
as flores perderiam seus odores,
o arco-íris não teria sete cores,
nem haveria sol na lua.
Se o poema não existisse
amar seria tão triste quanto um deserto sem oásis
ou um luar sem eclipse.
Se o poeta não existisse
as musas não seriam lindas,
os amantes não amariam o próximo
e o próximo amor seria o último.
Talvez a poesia só exista
para derreter corações de gelo,
afinando o piano humano,
humana e sacana,
sentimental como o medo.
Viva a poesia.

Poesia "Ex-poesia"
declamada por Betina Kopp
no Acústico do Detonautas Roque Clube.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Poesia Voluntários da Pátria I

Até quando esperar?
Até quando esperar se nada mudou,
se nada te importa?
Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa?
Até quando esperar se já se perdeu,
se ficou pra trás?
Mas não é nossa culpa,
não é desculpa.
Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor,
desse amor que só acontece quando realmente se quer,
é grande,
é como se fosse um “eu te amo” na primeira semana.
Ouvir um “eu te amo” na primeira semana
faz disparar seu coração,
despeja na corrente sanguínea adrenalina suficiente pra você nunca ter que pular de paraquedas na vida,
te faz sentir vivo.
E mesmo sabendo
que toda a riqueza que anda por aí tá nas mãos erradas,
que existe corrupção,
que existe injustiça,
a força de um “eu te amo” na primeira semana
nos dá a certeza de que
juntos
nós vamos ganhar o mundo.
Ainda que hoje seja um dia comum.

Poesia "Até quando?" declamada por Igor Cotrim,
membro do Voluntários da Pátria, 
no Acústico do Detonautas Roque Clube.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Boas vindas ao inverno



A estação mais gelada do ano carrega consigo algumas magias,
 alguns encantos...
Por isso, um brinde ao inverno e suas delícias!




Isso ajuda a manter aquecido o corpo e o coração...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Universo limitado

O universo não se encarrega de resolver tudo.
Mas bem que poderia...

terça-feira, 14 de junho de 2011

"o ruim pode dar a sensação de bom e o bom de ruim"

- A dor podia causar um orgasmo. Você faz uma tatuagem, o cérebro libera endorfinas que provocam o prazer.
- Ah, peraí, picada de agulha não deve causar orgasmo.
- Se a informação sensorial for mal interpretada pelo feixe pré-cerebral medial o ruim pode dar a sensação de bom e o bom de ruim.

Conversa entre os médicos Chase, Cameron e Foreman, respectivamente, sobre as possíveis causas de um orgasmo em um
paciente enquanto era submetido a exames na câmara hiperbárica.
(Distrações, 12º episódio da 2ª temporada do Dr. House)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ser autor ou ator? Dirigir ou pegar carona?

Pense na tua própria vida, na tua história. Será que, de fato, é você quem conduz as coisas? Será que suas escolhas são realmente suas ou são advindas da sociedade, da cultura, da família, do círculo de amigos ou de algum outro fator? Independente de sua resposta, não se preocupe. Isso só indica sua maneira de ser no mundo, uma característica sua. E não necessariamente é ruim, feia, errada...

O fato é que muitas vezes não somos autores da nossa trajetória, somos meros coadjuvantes. Por vezes, de tão bem que interpretamos, temos a impressão de sermos os autores da nossa própria história, quando, na verdade, não passamos de atores.
E acaso estamos preparados para assumir a autoria e deixarmos de ser intérpretes?

Algumas vezes é essencial e necessário que peguemos carona, que não tomemos a direção. Isso não é sinônimo de fraqueza ou demérito algum. Aliás, há momentos em que é melhor poder ir contemplando a paisagem, olhando as cores, sentindo os aromas. 

Não há nenhum manual que diga como as coisas devem ser. Se o seu jeito de ser não te prejudica, não prejudica tua convivência com o outro, viva plenamente, indifente de ser roteirizando ou atuando, dirigindo ou pegando carona.  

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dexintoxicação

Vou ficar por algum tempo sem ler jornais, sem assistir noticiários na televisão ou ouvi-los no rádio. Preciso de uma desintoxicação. 
Os problemas não deixarão de existir pelo fato de eu não estar ciente deles. Não é hipocrisia, não é descaso, não é indiferença. A questão é que tenho coisas minhas, que estão mais diretamente relacionadas ao meu estado existencial, que não podem ser deixadas de lado ou em segundo plano. Ou melhor, tenho já as minhas mazelas e ficar me contaminando com algumas coisas que nem de perto conseguirei mudar só está servindo para fazer ressurgir meu eu pessimista. E isso não está sendo bom, pelo que estou percebendo...
Vou me desligar um pouco desse mundo material, social, banal, carnal, animal (a rima não foi desproposital)... Quero ficar com um mundo inventado nas poesias, que é mais suave, doce, confortante. Isso mesmo! Conforto. É isso que preciso encontrar. Conto com alguns livros que estão separados para serem apreciados e com a contribuição dos blogs que sigo (indicações são bem vindas). 
Talvez assim eu desintoxique e traga mais paz para o meu coração.


Afetuoso abraço.