Um pouco de tudo... e também de nada.
Aqui expresso minhas representações acerca do que penso, sinto, faço, vivo...
Originalidade?
Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo. As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor. Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso. Divirta-se ou se entristeça. Boa viagem!
Vai, decida você o que será do futuro. Se não quer se fuder, saia de cima do muro.
O ser humano descartável, a vida sem valor. Final inevitável, ódio sufocando o amor.
Informação manipulada contribui pra formação da juventude limitada que aceita facilmente a sufocação, tratando como herói quem age como vilão.
Não acredite em tudo que vê, não dê moral a tudo que lê.
O Magnata faz a festa com whisky e piranha e quem vai pagar a conta é você.
Mv Bill, participação em Sem Medo da Escuridão - Charlie Brown Jr.
Comte-Sponville cita Cesare Pavese: "Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força."
E complementa: "Esse amor é o mais raro, o mais precioso, o mais milagroso. Se você recua um passo, ele recua dois. Simplesmente para lhe dar mais lugar, para não esbarrar em você, para não o invadir, não o oprimir, para lhe deixar um pouco mais de espaço, de liberdade, de ar, e tanto mais quanto mais fraco o sentir, para não lhe impor sua potência, nem mesmo sua alegria ou seu amor, para não ocupar todo o espaço disponível, todo o ser disponível, todo o poder disponível."
André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - 2ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009 - pág. 296/297.
"Simplesmente não é assim como se diz. Posso até estar errado, mas não penso em desistir. Desconfio que foi sempre assim. Chega de mentir e de iludir. Encarar de frente é o que temos a fazer. Desconfio que é bem melhor assim."
Conversando com uma pessoa com vasta experiência na área da educação, ouvi algo que me chamou a atenção. Disse ela, após um suspiro, com voz serena e calma: "É... Não há nada no mundo que teste mais os limites da paciência do ser humano que ser educador." Acho que compactuo com isso...
Caio Fernando Abreu, em Cai a Noite: " - Vestem-se como putas para ir a festas. É a moda, que se há de fazer? E fumam baseados infindos, cheiram carreiras bem servidas, dançam punk-rock, copiam modelinhos new wave, topam qualquer cantada. Trepam em pé, coito anal, coito oral, sexo grupal, masturbação sem culpa. Tão liberais, você não acha? Sou do tempo em que cabaço era documento." Eu complemento, talvez nem aos pés de Caio, mas... Esbanjam falsidade. Carros dos pais, roupas que nem sequer sabem o valor, relógios reluzentes, perfumes fortes. Bebem e mentem. Vangloriam-se de suas futilidades e inventam outras ainda maiores. O dinheiro é tudo que lhes resta. Deitam com companhias embriagadas e o sexo, que antes os movia, nem rola. No dia seguinte, peito estufado e sensação de dever cumprido. Eu me envergonharia... Não é regra, não generalizemos. Mas é maioria. Exagero nosso ou as coisas estão assim mesmo?
Se eu falar em Norma você sabe a quem estou me referindo? E se eu falar em Patricia Acioli você sabe de quem se trata?
É um A B S U R D O que milhões de pessoas estejam mais interessadas em saber quem matou uma personagem de novela e ignorem (caguem para) a morte da juíza Patricia.
Isso que foi tomado como polêmica pela mídia sensacionalista e por algumas pessoas que só queriam se promover, no meu entendimento não tem nada de mais, não retrata nada além da realidade brasileira.
Bem, vamos com vagar e por partes para que as coisas fiquem claras.
Vivemos no Brasil, um país que é democrático, ao menos nas leis, nos papéis. Isso implica, entre outras coisas, em termos respeitada a nossa liberdade de expressão, ficando a censura apenas na memória de um passado recente.
Música é arte, certo? Há quem concorde e há quem discorde. Para mim, a música é sim uma manifestação artística (apesar de algumas coisas nem poderem ser chamadas de música - mas deixemos isso pra lá, já que não tem como padronizar um gosto).
Pois bem, considerados os pontos acima, fica explícito que podemos expressar nossas idéias e representações através da música. É um direito que temos. É meio que lógico, tanto como 2 + 2 = 4. Mas tomemos cuidado! Algumas pessoas que deveriam estar conduzindo nosso país estão qurendo nos censurar, estão querendo que aceitemos que 2 + 2 = 5 ou seja lá o resultado que queiram.
O episódio polêmico que mencionei logo no início é o fato de Tonho Crocco, compositor e ex-integrante da banda gaúcha Ultramen, ter sido alvo de uma representação judicial por ter retratado através da música sua indignação com o aumento dos salários dos Deputados Estaduais aqui do Rio Grande do Sul. Eu já havia chutado o balde aqui no blog sobre o aumento dos Deputados Federais, no final de 2010. Talvez eu tenha exagerado nos xingamentos e palavrões nas minhas poucas linhas - é que a revolta às vezes faz a gente ficar "normal" mesmo, pois maluquice é aceitar tudo pacificamente, de braços cruzados. Por consequência, e amparados por uma lei escrota a favor deles mesmos, os Deputados Estaduais gaúchos votaram seu próprio aumento no início deste ano. Um aumentinho assim básico, de cerca de 70%.
Foi então que Tonho Crocco fez um rap com o nome de todos os Deputados que votaram a favor do aumento. E isso doeu para e em alguns parlamentares. Giovani Cherinni, que na época era Presidente da Assembléia Legislativa, entrou com representação no Ministério Público. Acontece que a população passou a apoiar em massa o músico, protestando, manifestando o apoio em redes socias, nas ruas e no escambau. Ora, se tem essa grana para aumentar o salário deles, porque não aumentar o dos funcionários públicos, professores, policiais? E porque não investir mais e melhor em saúde, educação, segurança? E aí começou o joguinho que nem vale a pena comentar. Muitos e muitos querendo se promover com isso. Essas coisas comuns na política. E eis que Cherinni se sentiu tão pressionado que retirou a representação do Ministério.
Esse episódio fez ruir a Assembléia gaúcha. Prós e contras deram a cara a tapas e quem ganhou com isso fomos todos nós. Não que vai ser muito diferente daqui para frente, mas aos poucos, com o trabalho de formiguinhas as coisas irão mudar. Nesse momento é o que prefiro acreditar.
Em homenagem aos sacanas da nação, seguem os vídeos.
Quando você me acordar para falar ao telefone, favor desconsiderar tudo que eu tenha dito. E, de preferência, não comentar com ninguém e me procurar quando eu estiver em vigília. Obrigado. =)
O título da postagem é também o título de um artigo de Rodrigo Constantino, presente no livro Prisioneiros da Liberdade (Belo Horizonte: Soler Editora, 2004). Em toda a obra o autor prima por uma menor intervenção estatal, o que, segundo ele, possibilitaria a liberdade individual do cidadão. O Estado, nesta visão, teria o papel de garantir a isonomia de tratamento através de algumas normas, regras pré-estabelecidas. Após o título há uma citação de Platão, "A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus." É um artigo pequeno, com 4 páginas, mas de uma profundidade enorme. Aliás, a obra toda merece ser visitada para que alguns paradigmas sejam revistos. Vou utilizar aqui apenas trechos literais, já que tenho uma capacidade enorme em adjetivar com palavrões algumas pessoas e situações. Por hora pouparei meus poucos leitores disso. Que cada um possa refletir um pouco. Talvez seja dolorido, mas...
"Lembremos que não é a existência de uma lei que define um roubo, mas sim um princípio ético. E tirar de alguém algo obtido de maneira correta, sem consentimento e pelo uso da força, só tem um nome, que é roubo."
"Isso é um absurdo, prova concreta do perigo da concentração de poderes. Um indivíduo trabalha quase a metade do ano simplesmente para 'contribuir' com o governo, enquanto apenas a outra metade é livremente utilizada. [...] Eu deveria ser livre para escolher como gastar a grande parte do meu dinheiro."
"Quando um povo toma conhecimento, em sua maioria, de que não são simples cidadãos, mas sim escravos de uma minoria que os governa, uma revolta torna-se iminente. O risco, claro, é esta percepção vir muito tardiamente, quando os governantes já acumularam poder demais. [...] Vamos caminhando cada vez mais para maior concentração de poder nas mãos do Estado, com excessivos e crescentes impostos, leis, regulamentações, monopólios estatais e poderes discricionários, contrariando totalmente os princípios da liberdade individual, e tudo em nome de uma suposta justiça social. No Brasil, a arrecadação tributária já beira os 40% de toda a produção nacional. Precisamos de menos Estado, impostos declinantes, mais mercado e competição, mais liberdade individual. Afinal, somos escravos ou cidadãos?"
O comediante Rafinha Bastos nem sabe que eu existo. Mas nem por isso deixo de sair em sua defesa (o que também não influencia em nada, mas...).
Quando uma pessoa faz um espetáculo de stand-up comedy é porque provavelmente ela é comediante. O provavelmente foi proposital, porque tem muitos que só fazem rir os integrantes de sua família, e olha lá ainda. Então, se você vai a um espetáculo assim (que também não sei o que tem de espetacular para ser assim denominado) já vai no clima de oba-oba, de descontração, de alegria e disposto a encarar tudo como piada. É o míninmo que se espera, não?
Pois conseguiram pegar uma piada do Rafinha Bastos e vincular na mídia como acusação de que o cara está fazendo apologia ao estupro, a violência contra mulher, etc, e tal. Aí vem Ministério Público, Procuradoria disso e daquilo, órgãos de defesa dos direitos desses e daqueles. Porra! Comediante faz o que? É claro que tudo pode virar piada.
P I A D A.
A coisa é num sentido figurado. Não se pode levar piada ao pé da letra, muito embora possa haver um cunho de verdade ali que só pode ser revelado sob este prisma.
Então rapaziada, na minha opinião e cravando a defesa dos humoristas, comediantes ou o que quer que sejam...melhor que tenhamos Rafinhas Bastos comediantes, fazendo piadas e falando bosta nos palcos Brasil afora do que políticos engravatados mentindo em plena bancada de uma Câmara de Vereadores ou de Deputados, Assembléia Legislativa, Senado ou puta que pariu e levando toda nossa grana.
E que fique bem claro que humor não tem nada a ver com falcatruas e roubalheiras! A não ser que o Tiririca se encarregue de provar o contrário.
"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."
Pense na tua própria vida, na tua história. Será que, de fato, é você quem conduz as coisas? Será que suas escolhas são realmente suas ou são advindas da sociedade, da cultura, da família, do círculo de amigos ou de algum outro fator? Independente de sua resposta, não se preocupe. Isso só indica sua maneira de ser no mundo, uma característica sua. E não necessariamente é ruim, feia, errada...
O fato é que muitas vezes não somos autores da nossa trajetória, somos meros coadjuvantes. Por vezes, de tão bem que interpretamos, temos a impressão de sermos os autores da nossa própria história, quando, na verdade, não passamos de atores.
E acaso estamos preparados para assumir a autoria e deixarmos de ser intérpretes?
Algumas vezes é essencial e necessário que peguemos carona, que não tomemos a direção. Isso não é sinônimo de fraqueza ou demérito algum. Aliás, há momentos em que é melhor poder ir contemplando a paisagem, olhando as cores, sentindo os aromas.
Não há nenhum manual que diga como as coisas devem ser. Se o seu jeito de ser não te prejudica, não prejudica tua convivência com o outro, viva plenamente, indifente de ser roteirizando ou atuando, dirigindo ou pegando carona.
Vou ficar por algum tempo sem ler jornais, sem assistir noticiários na televisão ou ouvi-los no rádio. Preciso de uma desintoxicação. Os problemas não deixarão de existir pelo fato de eu não estar ciente deles. Não é hipocrisia, não é descaso, não é indiferença. A questão é que tenho coisas minhas, que estão mais diretamente relacionadas ao meu estado existencial, que não podem ser deixadas de lado ou em segundo plano. Ou melhor, tenho já as minhas mazelas e ficar me contaminando com algumas coisas que nem de perto conseguirei mudar só está servindo para fazer ressurgir meu eu pessimista. E isso não está sendo bom, pelo que estou percebendo... Vou me desligar um pouco desse mundo material, social, banal, carnal, animal (a rima não foi desproposital)... Quero ficar com um mundo inventado nas poesias, que é mais suave, doce, confortante. Isso mesmo! Conforto. É isso que preciso encontrar. Conto com alguns livros que estão separados para serem apreciados e com a contribuição dos blogs que sigo (indicações são bem vindas). Talvez assim eu desintoxique e traga mais paz para o meu coração.