Várias pessoas manifestam horror ao barulinho chato do aparelho do dentista. Aquele dzzzzzzzzz é quase insuportável. Até mesmo os próprios dentistas devem odiar aquilo em seus ouvidos. Mas para quem vai ao dentista, o barulho é o de menos...
Encontrei uma explicação para um grande número de pessoas ter repulsa à cadeira do dentista. Não lembro onde li isso, provavelmente em algum livro que falava sobre condicionamento clássico, estímulo não condicionado, estímulo condicionado, resposta não condicionada, resposta condicionada, etc e tal.
A ida ao dentista ocorre quando se é criança (ao menos é recomendável ir desde essa fase). Existem dois fatores que podem influenciar e/ou ser condicionantes para que o medo e a ansiedade acompanhem a pessoa por toda a vida quando da ida ao Sr. Dentista:
1) Ou ele alerta que pode doer (e de fato um incômodo será sentido);
2) Ou ele diz que não vai doer nada (o que não se confirma e dói pra dedéu).
Seja qual for a atitude do Sr. Dentista, a criança internalizará isso de tal forma que cada ida ao consultório seja um calvário. Para alguns os arrepios começam no mesmo momento em que a consulta foi marcada, para outros no caminho do consultório, para outros na sala de espera... E tem também os que tiveram sorte (de ter os dentes bem cuidados, de terem encontrado um bom profissional, de não terem sentido dor) e não veem problema algum em fazer as visitas regularmente.
=)
Um pouco de tudo... e também de nada. Aqui expresso minhas representações acerca do que penso, sinto, faço, vivo...
Originalidade?
Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O que ficou do Rock in Rio 2011
Não, eu não estive no Rio de Janeiro. Assisti pela telinha. E o que ficou?
Vamos lá!
Vi alguns trechos de algumas das atrações do Palco Sunset. Sepultura e Angra, mesmo fora dos holofotes principais, agitaram o povo com o som nosso de cada dia que toca mais no exterior que aqui. Mesmo não sendo as melhores apresentações destas bandas, foi massa ver que o Brasil representa bem no metal.
Do Palco Mundo, na sexta, 23, me atrevi a ver Katy Perry. E Gostei. Tem algumas músicas dela que colam na cabeça da gente. No sábado, 24, só vi Red Hot Chili Peppers. E valeu a noite. Queria ter visto Capital Inicial, mas vou no show dos caras no dia 29. Claro que não é Rock in Rio, mas é Capital Inicial. No domingo, 25, Motörhead, Slipknot e Metallica e sugaram a energia do público que estava nos shows e de quem estava em casa também. Show de bola.
Na semana seguinte eu respirei Rock in Rio. Não sei se ficava mais eufórico com os shows que havia visto ou ansioso pelos que estavam por vir.
Na quinta, 29, só vi um pedacinho do Jamiroquai. O sono bateu e me entreguei facinho. Tinha que me poupar para o que ainda tinha pela frente. E acertei em cheio ao fazer isso. Sexta, 30, vi Jota Quest, um pedaço do Lenny Kravitz e um pedaço do da Shakira. Este último tinha um som ruim na tv. Mas no geral, a noite pop (tá, eu sei que Kravitz é mais rock que pop, mas deixa quieto) foi bacana também. No sábado, 01, fiz plantão e fiquei ligado nos shows. Só deixei de lado o do Maroon 5. Frejat, Skank, Maná e Coldplay me surpreenderam. Este último foi muito bom. Gostei mesmo. Talvez por ser a primeira vez que vi eles no palco, apesar de gostar das músicas da banda. No domingo, 02, passei o dia todo transpirando mais, ansioso mais que o normal, agitado. Esperei muito tempo pra ver os Detonautas. E foi SHOW. A banda é uma das minhas preferidas e botou o público pra detonar, literalmente. Na minha opinião, e mesmo com a qualidade dos shows gringos, Detonautas foi o melhor show do Rock in Rio. Melhor pelo conjunto da obra. Pelo som, pelo set list, pela desenvoltura da banda no palco, por ter um vocalista ousado, etc e tal. Tico Santa Cruz e sua trupe mandaram bem e invejaram muita banda que veio para cá de salto alto. Depois desse mega show, fui no embalo. Pitty, System of a Down e Evanescence foram panos de fundo da última noite da edição 2011 deste que é um dos maiores eventos de música do mundo (se não o maior). E o Guns? Para mim, há muito tempo Guns deixou de ser Guns. Muita badalação e pouca apresentação. Longa na duração, mas pouco empolgante. Peguei no sono no começo.
De tudo e de todos, meu top five ficou assim:
1º Detonautas
2º System of a Down
3º Coldplay
4º Slipknot
5º Maná
Esperemos o próximo Rock in Rio, suas polêmicas, seus erros, seus acertos e tudo o que faz este festival ser o centro das atenções vez em quando.
Viva a música!
=)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
como me tornei incompetente
Dias atrás ocorreu um problema no meu local de trabalho. Eu nem sabia o que tinha acontecido. Atendi ao telefone e ouvi uma enxurrada de reclamações que, aos poucos, viraram xingamentos exacerbados. Para finalizar a ligação, a pessoa deselegante me chamou de incompetente e desligou o telefone na minha cara.
Ah, mas virei no bicho. Não sei se por ser chamado de incompetente ou por não ter tido tempo de me explicar. Comentei com o pessoal que eu queria passar essa história a limpo. Mal podia esperar pela hora de estar cara-a-cara com quem se saiu atravessado assim comigo.
Parênteses: vindo de quem veio, eu poderia ter respirado fundo e ignorado os fatos. Mas meu ego se inflou de um jeito que eu não esperava. Ora, eu não sou incompetente! (ou não era até então)
Pois bem. Resolvi a situação olhando na cara da tal pessoa e argumentando com ela. Pensa que o fulano olhou nos meu olhos? Nem pra isso ele serviu. Me coloquei no lugar dele e comentei que entendia o extremo a que ele chegara, mas que isso não justificava ele ter descarregado sobre o pobre mortal que sou (rs).
Então, dias atrás, eu alimentando minha curiosidade de ficar bisbilhotando nos blogs que sigo, encontrei algo que mudou minha concepção a respeito disso tudo. Lá nesse blog dizia para refletir sobre isso: que "o incompetente é um ousado por excelência".
Agora, da próxima vez que alguém me chamar de incompetente, já sei como freiar meu ego. Com a leitura e a reflexão de uma frase eu me tornei o maior incompetente que pode haver nesse mundo.
Eu vivo, eu arrisco. Se não conseguir é incompetência, fico com minha ousadia em ao menos ter tentado.
ATITUDE rapaziada!
=)
Abraçooo.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Manter uma relação dá trabalho
mas se o esforço for mútuo a satisfação é garantida.
Cláudia Morais, no blog A Psicóloga
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
a importância do (bom) exemplo
Gosto muito de ouvir a música Senhor do Tempo, do Charlie Brown Jr., numa versão ao vivo. Antes dela começar, o vocalista, Chorão, anuncia:
"Melhor do que a palavra, maluco, é o exemplo".
Para complementar as reflexões que faço a respeito, cito Gonzáles-Pecotche, o fundador da Logosofia:
"Melhor do que a palavra, maluco, é o exemplo".
Para complementar as reflexões que faço a respeito, cito Gonzáles-Pecotche, o fundador da Logosofia:
"Todo ensinamento moral não avalizado pelo exemplo de quem o dita, atua em sentido contrário na alma de quem o recebe."
De fato, para algumas pessoas é isso mesmo. Para elas, são os atos, as atitudes que interessam, que valem. Não importa muito o que você diz, mas o que você faz. Não basta apenas dizer que ama, tem que demonstrar; não basta discurso anti-corrupção, tem que ter uma conduta reta e assim por diante.
Por outro lado, e não podemos esquecer que cada um tem representações singulares do mundo e das coisas, tem outras pessoas extremamente opostas. Para estas, não tem muito valor o que você fizer, o exemplo é praticamente descartável. Aqui, vale o que é dito. Pouco importa demonstrações de amor, dizer que ama já basta; prezar pela moralidade não implica em não se deixar corromper e por aí vai.
Não há uma meneira certa e outra errada de ser. E vale lembrar que o julgamento sem compreensão é delicado e costuma promover discriminações.
Particularmente, prefiro estreitar os laços entre a teoria e a prática, entre o que digo e o que faço. Penso que assim, agindo de acordo com os preceitos éticos que acredito serem corretos, os bons exemplos podem se sobressair e ser seguidos.
Particularmente, prefiro estreitar os laços entre a teoria e a prática, entre o que digo e o que faço. Penso que assim, agindo de acordo com os preceitos éticos que acredito serem corretos, os bons exemplos podem se sobressair e ser seguidos.
Viva!
Enquanto há tempo.
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
camuflagem
Conheço pessoas que enganam a si mesmas com frequência. Às vezes eu mesmo tento enganar meu coração, só que, de tão expert que ele ficou, logo volto à realidade e trato de me recompor. Há de se admitir, também, que muitas vezes a única saída é fingir estar bem. Forjar essa fuga para outros horizontes, para algo que distancie da dor, por outro lado, pode apenas mascarar os sintomas de forma que a pessoa não consiga contornar a situação quando retornar à realidade.
O interessante nisso tudo é que cada pessoa está estruturada de uma forma única para enfrentar suas mazelas, e às vezes a fuga é o próprio enfrentamento.
O interessante nisso tudo é que cada pessoa está estruturada de uma forma única para enfrentar suas mazelas, e às vezes a fuga é o próprio enfrentamento.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Enganando a si mesmo
Ele estava perdido, desnorteado. Apesar disso, tentava não demonstrar essa instabilidade emocional. Tentava...
Percebeu que a tristeza que ostentava vinha perdurando há muito tempo. Pensou em pedir ajuda. Talvez abrir o jogo e dizer a um amigo o que estava acontecendo. Mas nesta hora difícil, percebeu que os poucos amigos que costumava ter à sua volta haviam se tornado um número menor ainda - um elemento a mais em sua trama existencial. Talvez procurar uma terapia que desse conta de o deixar melhor, ou menos mau. Não, ainda não se rendera totalmente a essa idéia.
Se ao menos soubesse o que estava causando esse desconforto, essa angústia. Quem sabe assim poderia dar os primeiros passos e voltar a se sentir bem. Mas não foi o que aconteceu.
O que fez foi continuar a trapacear seu coração, fingindo estar sempre bem. Mal sabia ele que desta forma estava enganando a si mesmo e se distanciando daquilo que realmente era e do queria para sua vida.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Faça o sol brilhar
Vai, decida você o que será do futuro. Se não quer se fuder, saia de cima do muro.
O ser humano descartável, a vida sem valor. Final inevitável, ódio sufocando o amor.
Informação manipulada contribui pra formação da juventude limitada que aceita facilmente a sufocação, tratando como herói quem age como vilão.
Não acredite em tudo que vê, não dê moral a tudo que lê.
Não acredite em tudo que vê, não dê moral a tudo que lê.
O Magnata faz a festa com whisky e piranha e quem vai pagar a conta é você.
Mv Bill, participação em Sem Medo da Escuridão - Charlie Brown Jr.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A distância que aproxima
Comte-Sponville cita Cesare Pavese: "Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força."
E complementa: "Esse amor é o mais raro, o mais precioso, o mais milagroso. Se você recua um passo, ele recua dois. Simplesmente para lhe dar mais lugar, para não esbarrar em você, para não o invadir, não o oprimir, para lhe deixar um pouco mais de espaço, de liberdade, de ar, e tanto mais quanto mais fraco o sentir, para não lhe impor sua potência, nem mesmo sua alegria ou seu amor, para não ocupar todo o espaço disponível, todo o ser disponível, todo o poder disponível."
André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - 2ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009 - pág. 296/297.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
"facilmente não existe por aqui"
"Simplesmente não é assim como se diz.
Posso até estar errado, mas não penso em desistir.
Desconfio que foi sempre assim.
Chega de mentir e de iludir.
Encarar de frente é o que temos a fazer.
Desconfio que é bem melhor assim."
Desconfio - CPM 22
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Testando os limites
Conversando com uma pessoa com vasta experiência na área da educação, ouvi algo que me chamou a atenção.
Disse ela, após um suspiro, com voz serena e calma:
"É... Não há nada no mundo que teste mais os limites da paciência do ser humano que ser educador."
Acho que compactuo com isso...
Disse ela, após um suspiro, com voz serena e calma:
"É... Não há nada no mundo que teste mais os limites da paciência do ser humano que ser educador."
Acho que compactuo com isso...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Exagero?
Caio Fernando Abreu, em Cai a Noite:
" - Vestem-se como putas para ir a festas. É a moda, que se há de fazer? E fumam baseados infindos, cheiram carreiras bem servidas, dançam punk-rock, copiam modelinhos new wave, topam qualquer cantada. Trepam em pé, coito anal, coito oral, sexo grupal, masturbação sem culpa. Tão liberais, você não acha? Sou do tempo em que cabaço era documento."
Eu complemento, talvez nem aos pés de Caio, mas...
Esbanjam falsidade. Carros dos pais, roupas que nem sequer sabem o valor, relógios reluzentes, perfumes fortes.
Bebem e mentem. Vangloriam-se de suas futilidades e inventam outras ainda maiores.
O dinheiro é tudo que lhes resta.
Deitam com companhias embriagadas e o sexo, que antes os movia, nem rola.
No dia seguinte, peito estufado e sensação de dever cumprido.
Eu me envergonharia...
Não é regra, não generalizemos. Mas é maioria.
Exagero nosso ou as coisas estão assim mesmo?
" - Vestem-se como putas para ir a festas. É a moda, que se há de fazer? E fumam baseados infindos, cheiram carreiras bem servidas, dançam punk-rock, copiam modelinhos new wave, topam qualquer cantada. Trepam em pé, coito anal, coito oral, sexo grupal, masturbação sem culpa. Tão liberais, você não acha? Sou do tempo em que cabaço era documento."
Eu complemento, talvez nem aos pés de Caio, mas...
Esbanjam falsidade. Carros dos pais, roupas que nem sequer sabem o valor, relógios reluzentes, perfumes fortes.
Bebem e mentem. Vangloriam-se de suas futilidades e inventam outras ainda maiores.
O dinheiro é tudo que lhes resta.
Deitam com companhias embriagadas e o sexo, que antes os movia, nem rola.
No dia seguinte, peito estufado e sensação de dever cumprido.
Eu me envergonharia...
Não é regra, não generalizemos. Mas é maioria.
Exagero nosso ou as coisas estão assim mesmo?
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A B S U R D O !!!
Se eu falar em Norma você sabe a quem estou me referindo?
E se eu falar em Patricia Acioli você sabe de quem se trata?
É um A B S U R D O que milhões de pessoas estejam mais interessadas em saber quem matou uma personagem de novela e ignorem (caguem para) a morte da juíza Patricia.
Triste realidade.
E se eu falar em Patricia Acioli você sabe de quem se trata?
É um A B S U R D O que milhões de pessoas estejam mais interessadas em saber quem matou uma personagem de novela e ignorem (caguem para) a morte da juíza Patricia.
Triste realidade.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Ladrão de Gravata e Gangue da Matriz
Não pretendo ser o mocinho, tampouco o bandido.
Isso que foi tomado como polêmica pela mídia sensacionalista e por algumas pessoas que só queriam se promover, no meu entendimento não tem nada de mais, não retrata nada além da realidade brasileira.
Bem, vamos com vagar e por partes para que as coisas fiquem claras.
Vivemos no Brasil, um país que é democrático, ao menos nas leis, nos papéis. Isso implica, entre outras coisas, em termos respeitada a nossa liberdade de expressão, ficando a censura apenas na memória de um passado recente.
Música é arte, certo? Há quem concorde e há quem discorde. Para mim, a música é sim uma manifestação artística (apesar de algumas coisas nem poderem ser chamadas de música - mas deixemos isso pra lá, já que não tem como padronizar um gosto).
Pois bem, considerados os pontos acima, fica explícito que podemos expressar nossas idéias e representações através da música. É um direito que temos. É meio que lógico, tanto como 2 + 2 = 4. Mas tomemos cuidado! Algumas pessoas que deveriam estar conduzindo nosso país estão qurendo nos censurar, estão querendo que aceitemos que 2 + 2 = 5 ou seja lá o resultado que queiram.
O episódio polêmico que mencionei logo no início é o fato de Tonho Crocco, compositor e ex-integrante da banda gaúcha Ultramen, ter sido alvo de uma representação judicial por ter retratado através da música sua indignação com o aumento dos salários dos Deputados Estaduais aqui do Rio Grande do Sul. Eu já havia chutado o balde aqui no blog sobre o aumento dos Deputados Federais, no final de 2010. Talvez eu tenha exagerado nos xingamentos e palavrões nas minhas poucas linhas - é que a revolta às vezes faz a gente ficar "normal" mesmo, pois maluquice é aceitar tudo pacificamente, de braços cruzados. Por consequência, e amparados por uma lei escrota a favor deles mesmos, os Deputados Estaduais gaúchos votaram seu próprio aumento no início deste ano. Um aumentinho assim básico, de cerca de 70%.
Foi então que Tonho Crocco fez um rap com o nome de todos os Deputados que votaram a favor do aumento. E isso doeu para e em alguns parlamentares. Giovani Cherinni, que na época era Presidente da Assembléia Legislativa, entrou com representação no Ministério Público. Acontece que a população passou a apoiar em massa o músico, protestando, manifestando o apoio em redes socias, nas ruas e no escambau. Ora, se tem essa grana para aumentar o salário deles, porque não aumentar o dos funcionários públicos, professores, policiais? E porque não investir mais e melhor em saúde, educação, segurança? E aí começou o joguinho que nem vale a pena comentar. Muitos e muitos querendo se promover com isso. Essas coisas comuns na política. E eis que Cherinni se sentiu tão pressionado que retirou a representação do Ministério.
Esse episódio fez ruir a Assembléia gaúcha. Prós e contras deram a cara a tapas e quem ganhou com isso fomos todos nós. Não que vai ser muito diferente daqui para frente, mas aos poucos, com o trabalho de formiguinhas as coisas irão mudar. Nesse momento é o que prefiro acreditar.
Em homenagem aos sacanas da nação, seguem os vídeos.
sábado, 30 de julho de 2011
Aviso (in)útil
Quando você me acordar para falar ao telefone, favor desconsiderar tudo que eu tenha dito.
E, de preferência, não comentar com ninguém
e me procurar quando eu estiver em vigília.
Obrigado.
=)
E, de preferência, não comentar com ninguém
e me procurar quando eu estiver em vigília.
Obrigado.
=)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mais uma do Gregory
Fé é outra palavra para ignorância, certo?
Eu nunca entendi como as pessoas acreditam com orgulho numa coisa sem prova como se fosse um feito.
Eu nunca entendi como as pessoas acreditam com orgulho numa coisa sem prova como se fosse um feito.
Religião e loucura são tão parecidas que não sabemos a diferença.
Dr. House, em House x Deus, 19º episódio da 2ª temporada.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Escravos ou cidadãos?
O título da postagem é também o título de um artigo de Rodrigo Constantino, presente no livro Prisioneiros da Liberdade (Belo Horizonte: Soler Editora, 2004). Em toda a obra o autor prima por uma menor intervenção estatal, o que, segundo ele, possibilitaria a liberdade individual do cidadão. O Estado, nesta visão, teria o papel de garantir a isonomia de tratamento através de algumas normas, regras pré-estabelecidas.
Após o título há uma citação de Platão, "A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus."
É um artigo pequeno, com 4 páginas, mas de uma profundidade enorme. Aliás, a obra toda merece ser visitada para que alguns paradigmas sejam revistos. Vou utilizar aqui apenas trechos literais, já que tenho uma capacidade enorme em adjetivar com palavrões algumas pessoas e situações. Por hora pouparei meus poucos leitores disso. Que cada um possa refletir um pouco. Talvez seja dolorido, mas...
"Lembremos que não é a existência de uma lei que define um roubo, mas sim um princípio ético. E tirar de alguém algo obtido de maneira correta, sem consentimento e pelo uso da força, só tem um nome, que é roubo."
"Isso é um absurdo, prova concreta do perigo da concentração de poderes. Um indivíduo trabalha quase a metade do ano simplesmente para 'contribuir' com o governo, enquanto apenas a outra metade é livremente utilizada. [...] Eu deveria ser livre para escolher como gastar a grande parte do meu dinheiro."
"Quando um povo toma conhecimento, em sua maioria, de que não são simples cidadãos, mas sim escravos de uma minoria que os governa, uma revolta torna-se iminente. O risco, claro, é esta percepção vir muito tardiamente, quando os governantes já acumularam poder demais. [...] Vamos caminhando cada vez mais para maior concentração de poder nas mãos do Estado, com excessivos e crescentes impostos, leis, regulamentações, monopólios estatais e poderes discricionários, contrariando totalmente os princípios da liberdade individual, e tudo em nome de uma suposta justiça social. No Brasil, a arrecadação tributária já beira os 40% de toda a produção nacional. Precisamos de menos Estado, impostos declinantes, mais mercado e competição, mais liberdade individual. Afinal, somos escravos ou cidadãos?"
Após o título há uma citação de Platão, "A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus."
É um artigo pequeno, com 4 páginas, mas de uma profundidade enorme. Aliás, a obra toda merece ser visitada para que alguns paradigmas sejam revistos. Vou utilizar aqui apenas trechos literais, já que tenho uma capacidade enorme em adjetivar com palavrões algumas pessoas e situações. Por hora pouparei meus poucos leitores disso. Que cada um possa refletir um pouco. Talvez seja dolorido, mas...
"Lembremos que não é a existência de uma lei que define um roubo, mas sim um princípio ético. E tirar de alguém algo obtido de maneira correta, sem consentimento e pelo uso da força, só tem um nome, que é roubo."
"Isso é um absurdo, prova concreta do perigo da concentração de poderes. Um indivíduo trabalha quase a metade do ano simplesmente para 'contribuir' com o governo, enquanto apenas a outra metade é livremente utilizada. [...] Eu deveria ser livre para escolher como gastar a grande parte do meu dinheiro."
"Quando um povo toma conhecimento, em sua maioria, de que não são simples cidadãos, mas sim escravos de uma minoria que os governa, uma revolta torna-se iminente. O risco, claro, é esta percepção vir muito tardiamente, quando os governantes já acumularam poder demais. [...] Vamos caminhando cada vez mais para maior concentração de poder nas mãos do Estado, com excessivos e crescentes impostos, leis, regulamentações, monopólios estatais e poderes discricionários, contrariando totalmente os princípios da liberdade individual, e tudo em nome de uma suposta justiça social. No Brasil, a arrecadação tributária já beira os 40% de toda a produção nacional. Precisamos de menos Estado, impostos declinantes, mais mercado e competição, mais liberdade individual. Afinal, somos escravos ou cidadãos?"
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Desabafo de um idiota em defesa do humor
O comediante Rafinha Bastos nem sabe que eu existo. Mas nem por isso deixo de sair em sua defesa (o que também não influencia em nada, mas...).
Quando uma pessoa faz um espetáculo de stand-up comedy é porque provavelmente ela é comediante. O provavelmente foi proposital, porque tem muitos que só fazem rir os integrantes de sua família, e olha lá ainda. Então, se você vai a um espetáculo assim (que também não sei o que tem de espetacular para ser assim denominado) já vai no clima de oba-oba, de descontração, de alegria e disposto a encarar tudo como piada. É o míninmo que se espera, não?
Pois conseguiram pegar uma piada do Rafinha Bastos e vincular na mídia como acusação de que o cara está fazendo apologia ao estupro, a violência contra mulher, etc, e tal. Aí vem Ministério Público, Procuradoria disso e daquilo, órgãos de defesa dos direitos desses e daqueles. Porra! Comediante faz o que? É claro que tudo pode virar piada.
P I A D A.
A coisa é num sentido figurado. Não se pode levar piada ao pé da letra, muito embora possa haver um cunho de verdade ali que só pode ser revelado sob este prisma.
Então rapaziada, na minha opinião e cravando a defesa dos humoristas, comediantes ou o que quer que sejam...melhor que tenhamos Rafinhas Bastos comediantes, fazendo piadas e falando bosta nos palcos Brasil afora do que políticos engravatados mentindo em plena bancada de uma Câmara de Vereadores ou de Deputados, Assembléia Legislativa, Senado ou puta que pariu e levando toda nossa grana.
E que fique bem claro que humor não tem nada a ver com falcatruas e roubalheiras! A não ser que o Tiririca se encarregue de provar o contrário.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Paternalismo
Cuidado gente boa!
O Estado paternalista
(que te dá algumas regalias de mão beijada)
é o mesmo que se dá o direito de limitar sua individualidade
(castra tuas potencialidades).
Pense nisso!
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