Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Para descontrair


O que é mais engraçado?
(   ) a trapalhada do goleiro
(   ) as gargalhadas do narrador
Heheheheheheheeh
Difícil, muito difícil...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não é do Baú, mas é do Raul

Uma puta música do saudoso e eterno Raul Seixas.
Canto para minha morte
"Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos e que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez.
A morte, surda, caminha ao meu lado e eu não sei em que esquina ela vai me beijar.
Com que gosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio de um copo de uísque? Na música que eu deixei pra compor amanhã? Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada e que está em algum lugar me esperando, embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim. E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar.
Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte. Morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida.
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida, existem tantas: um acidente de carro, o coração que se recusa a bater no próximo minuto, a anestesia mal aplicada, a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida, o câncer já espalhado e ainda escondido ou até, quem sabe!?, um escorregão idiota numa tarde de sol e a cabeça no meio fio.
Ó morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem. Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar.
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva. E que essa erva alimente outro homem como eu, porque eu continuarei nesse homem e nos meus filhos, na palavra rude que eu disse pra alguém que eu não gostava e até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite."

Vai vendo... Ela se aproxima a cada milésimo de segundo.
E como diz um ditado "ninguém fica para semente".
Abraço.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Enquanto houver forças, busquemos a paz.

Pessoal, mais um ano que se acaba.
Para refletirmos um pouco sobre o que fizemos em 2009 e pensarmos em possíveis buscas para 2010,
ouçamos a música... E não deixemos de buscar a paz, a compreensão, o amor.
Desejo um bom ano para todos.
Abraço forte! 

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Justiça? Que justiça?

A correria tá foda! Mas vamos lá...
***
Certa feita ouvi de um grande homem a seguinte indagação: "que justiça é esta que trata como iguais os desiguais?". Muito pode ser ponderado a partir disso.
Mas afinal, que justiça?
***
Algumas pessoas afirmam que justiça mesmo é a chamada 'justiça divina', na qual um sobrenatural vai julgar quem é quem e dar os rumos para uma vida pós morte; outras acreditam que justiça é o que promotores, juízes e advogados fazem, separando os bons dos maus, penalizando estes últimos...
Insisto, que justiça?
***
Dias atrás liguei a TV e vi a notícia do menino que fora submetido a um ritual de magia negra, tendo várias agulhas inseridas em seus corpo. Procedimentos cirúrgicos de alto risco serão feitos (devem estar sendo realizados ainda) para que o menino tenha os órgãos vitais em pleno funcionamento ou o mais próximo disso. E o que será feito em relação ao padrasto do menino? Será que tem a ver com justiça?
***
No ano passado, se não me engano, lembro-me que uma mãe ficou mais de dois meses presa por ter roubado uma margarina em um supermercado. E sabe o que foi tal roubo? Ela abriu um pote de margarina, pegou uma quantia com o dedo e levou à boca de seu filho de colo que, provavelmente, havia dias não recebia alimento algum.
É justo encarcerar uma mãe por motivo tão idiota como este? Sei, se todas as mães de filhos que passam necessidade roubassem, ficaria difícil a situação; mas sei também que isso foi um episódio único e a mãezinha nem sequer tinha passagem pela polícia...
***
Justiça? Onde? Para quem? Como?
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Alguém lembra de mensalão? Renan Calheiros? Dinheiro na cueca? Reitor de Universidade com conta na Suíça ou nas Bahamas? Pastor comprando meio mundo? Etc e tal?!
E o que aconteceu com os responsáveis por tais episódios?
***
Por isso que este conceito ultimamente anda rondando meus devaneios...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ainda há esperança...


















As imagens que publiquei neste post são fotos de trabalhos realizados por alunos de 3º Ano do Ensino Médio José Antônio Ferronato na disciplina de Artes.
Quando os vi, pensei num fio de esperança que ainda há quando se pensa em educação, em aprendizagem, em escola, em professor, em aluno... Em meio ao contexto conturbado pelo qual passamos, é gratificante ver a capacidade de criação dos alunos, sua pureza, seu querer.
Um abraço forte aos alunos que se empenharam em tal tarefa, à professora que orientou a atividade e a todos que veem a arte como uma ferramenta de inserção social.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Então é Natal...

A seguir, artigo que escrevi em 2008... Continuo com as mesmas impressões...

Estamos na terceira semana de dezembro e aos poucos os enfeites natalinos vão ganhando forma. Há quem já tenha organizado o presépio, o pinheiro, as luzes e todos os tipos de decorações; há quem está iniciando estas tarefas agora e há quem não fez, não está fazendo e não fará nada disso, sabe-se lá os seus motivos. O fato é que o Natal se aproxima e com ele um espírito fraterno, de paz e de amor.
Cada pessoa tem a capacidade de significar todas as manifestações que acontecem nesta época de Natal e final de ano ao seu jeito. Entre tantas possibilidades de significação, existem pessoas que não vêem sentido algum nas datas comemorativas se não houver presentes, comida, champagne, fogos, etc, etc e etc. Por sorte existem, também, aquelas que valorizam o conforto do abraço apertado dos familiares e dos amigos, que se regozijam com os votos sinceros de “um feliz Natal e um próspero ano novo”.
Não cabe à mim julgar esta ou aquela representação de mundo, pois a maneira de interpretar as coisas é singular e, certamente, encontra acolhida na malha intelectiva de quem concebe de uma ou de outra forma. O que quero ressaltar, porém, é que a ganância pelas cifras (R$), impulsionado pelo famoso “capitalismo selvagem”, vêm se sobressaindo nas últimas décadas. Isso tem dado às datas comemorativas um significado muito mais mercadológico.
Natal e final de ano pressupõe, ao meu ver, uma reflexão acerca daquilo que a gente faz em nossa vida. É uma época de renovação espiritual, de rever os ensinamentos legados pelo Mestre Jesus Cristo e, com isso, espalhar energia positiva, paz, amor, fraternidade e, principalmente, compreensão. Entretanto, agir assim somente em épocas festivas não me parece ser uma boa idéia. O legal seria aplicar isso diariamente, em casa, no trabalho, nos estudos, para com toda e qualquer pessoa. Talvez se isso se concretizasse, teríamos uma sociedade mais humanista, mais compreensiva, mais pacífica.
Para minimizar o risco de ser mal interpretado, volto a frisar que isto é assim para mim e que não necessariamente seja uma verdade universal e irrefutável. Se a sua representação difere da minha, isso não quer dizer que seja melhor ou pior, boa ou má; ela é apenas uma das tantas formas possíveis de ser e de vivenciar o que se apresenta.
Para finalizar, deixo aqui meus humildes e sinceros votos de um Feliz Natal e de um Ano Novo cheio de realizações; que os ensinamentos de Cristo possam contagiar nossos corações e iluminar os nossos caminhos em direção da paz e do amor.
Abraço forte.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dia do Palhaço - 10 de dezembro

Não poderia deixar de prestar minha homenagem aos palhaços espalhados por este mundão sem fronteiras.
Da mesma forma, não poderia deixar de agradecer o pessoal da Patrulha do Riso pela parceria, pelas vivências, pelas experiências, pelas gargalhadas, pelos momentos de atenção, de riso, de lágrimas... Certamente o aprendizado compartilhado compensou todo e qualquer esforço. O primeiro passo foi dado, mas ainda muitas coisas terão que ser construídas, ressignificadas...
***
Ser palhaço é uma arte.
E foi tentando saber um pouco mais desta arte que me deparei com a importância delegada ao corpo. Antes ele era apenas meu contorno, minha casca; agora compreendi que muitas vezes, como diz Pierre Weil, o corpo fala. Às vezes posso fazer uma pessoa se sentir melhor sem o uso do toque sensorial ou das palavras. Isso é primário, mas tive que trabalhar isso comigo para me sentir melhor na interseção para com o outro.
Falando em interseção, esse contato (não necessariamente físico) com o outro pode ser terapêutico não só para ele, mas para eu próprio. O palhaço pode ser um mediador entre a pessoa e o mundo da fantasia, do riso, do amor. E neste processo ambos passam por processos de ressignificação. Portanto, ser palhaço, além de poder proporcionar momentos mais alegres e descontraídos para o outro, é um movimento dialético, no qual o próprio refazer está sempre em voga. 
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Para que os corações se regozigem e se deixem contagiar pela paz, pela luz, pela serenidade, pelo amor... selecionei uma canção que poder ser considerada como um hino: Detonautas Roque Clube, em Oração do Horizonte. Ouça-a até o último segundo e reflita.



O Amor é Contagioso



Este o título de um filme inspirado na vida de Patch Adams. Um ótimo instrumento para desencadear reflexões sobre o sistema de saúde, a prática médica, a indústria farmacêutica, o ambiente hospitalar, as relações com pessoas doentes, deficientes e com idosos, etc.
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Patch Adams é médico e palhaço. Ele é o fundador do único hospital do mundo onde tudo é acessível e sem custo algum. Muitos críticos denominam a instituição como um hospital bobo. Nele a humanidade se sobrepõe a qualquer outro fator ou prática. Além de prescrever remédios, os médicos são encarregados de cuidar dos pacientes; isso inclui um tratamento especial, calcado no respeito, na atenção, no carinho, no afeto, no amor...
Patch entende que a pessoa é mais do que a doença que a está acometendo. Em suas visitas a hospitais, axilos e outros locais ele leva o riso como instrumento de cura. Como sabemos através do dito popular, em muitos casos rir acaba mesmo sendo o melhor remédio.
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Aconselho os amigos a pesquisarem sobre Patch Adams e a verem o filme O Amor é Contagioso, no qual o ator principal e que interpreta Patch é Robin Williams. Com isso, podemos incorporar pequenos gestos à nossa vida que podem fazer uma enorme diferença.
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A seguir, alguns trechos retirados do livro Patch Adams - O Amor é Contagioso, que conta com ilustrações animadas de Jerry Van Amerongen:
"Todos sabemos como o amor é importante e, mesmo assim, com que frequência nós o demonstramos? Muitas pessoas doentes neste mundo sofrem de solidão, tédio e medo, e isso não pode ser curado com uma simples pílula."

"Grande parte do que chamamos de doença mental na verdade é pura consequência de nossa sociedade problemática, que promove a solidão e nos impõe um mundo violento, cujos deuses são o dinheiro e o poder." (p.137)

"Cada um pode contribuir na criação de uma sociedade mais saudável e feliz. Está provado que a ajuda que damos aos outros beneficia nossa própia saúde física, mental e espiritual. E não é preciso abrir mão de nada para ajudar os outros." (p. 142)

Tomemos isso como provocação e repensemos nossa forma de ser e nossas relações, tanto conosco mesmo quanto para com o outro...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Équiça? Não seria hexa?

Como diria o locutor esportivo Sílvio Luiz "pelo amor dos meus filhinhos!".

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Como apaixonado que sou por futebol, fiquei o domingo ligado na última rodada do Campeonato Brasileiro 2009. Meu time, o Internacional de Porto Alegres/RS, conquistou mais um vice no ano do centenário do clube.
Cheguei até a confiar na possibilidade do título colorado após o gol do rival contra o Flamengo. Mas foi só por alguns instantes. Antes mesmo do time carioca empatar o jogo eu já havia desacreditado. Ora, se o tricolor havia vencido apenas uma partida fora de casa em todo o brasileirão, imaginem se iria vencer o Flamengo em pleno Maracanã, com apenas três titulares e arriscando ajudar o colorado a levantar a taça...
Em compensação pelo jejum de títulos nacionais, o colorado volta a figurar na Copa Toyota Libertadores da América em 2010, após ter sido consagrado campeão do torneio em 2006.
***
Impressionante a reação da torcida do Coritiba/PR após o empate em 1x1 com o Fluminense, resultado que rebaixou o coxa à 2ª divisão do futebol nacional. Da mesma forma, inacreditável o tumulto entre a torcida do Flamengo que acabou em agressões na comemoração do título nas ruas do Rio.
Tão impressionante quanto à selvageria proporcionada por vândalos travestidos de torcedores no Couto Pereira foi a reação do Fluminense no campeonato. O tricolor carioca chegou a estar com 98% de probabilidade de ser rebaixado, mas deu uma arrancada incrível e venceu praticamente todos os últimos 10 jogos, escapando na última rodada do fantasma do rebaixamento.
***
Foi um campeonato de grande média de público, de belos gols, de defesas incríveis, de uma competitividade acirradíssima... A hegemonia dos clubes paulistas foi quebrada, finalmente, mas o título permanece no eixo Rio-São Paulo.
Parabéns à nação rubro-negra, maior torcida do país, pelo título.
Parabéns Internacional pelo espírito de luta. O vice campeonato não é o que a torcida esperava, mas novos horizontes se abrem com a disputa da Libertadores no ano que vem.
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Ah, já que estamos no clima do futebol, pedreira para o Brasil na 1ª fase da Copa do Mundo da África do Sul. Fiquemos na torcida.
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Mas o que mais me chamou a atenção foi uma chamada ao vivo exibida na programação de um canal aberto ontem à noite. A intenção foi notável. Num grupo de torcedores que comemorava o título do Brasileirão, cada um deles segurava uma letra e o que deu a entender é que era para ser uma alusão aos seis títulos do Flamengo, o hexacampeonato. Pasmem, a sequência das letras era literalmente a seguinte: É.Q.U.I.Ç.A.
Aham, équiça! Assim mesmo. A pronúncia até que fica bacana, semelhante. Deu até para entender.
Se foi proposital, não tem como saber. Mas se não foi, pelas barbas do profeta, hein!?
***
Daí quando o Brasil é alvo de piadinhas a maior parte da população fica de biquinho...
***

Valeu.
Hasta siempre.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma bela canção

Não posso dizer que sou movido por música,
pois tem dias que nem seleciono canções para ouvir.
Hoje eu ouvi uma das antigas, que compartilho.
Biquini Cavadão,
Quanto tempo demora um mês pra passar.
De quebra tem lua cheia no clipe. Duas paixões em um mesmo post - heheheh

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quero sempre ser idiota

Dias atrás eu estava lendo posts de blogs, atividade de quem tem uns minutinhos para ficar de boa na internet. Essa atividade me coloca frente às mais diversas formas de pensar, de escrever, de silenciar, de dizer de outras formas o já dito, etc. e tal.

Num dos blogs estava um escrito/artigo de Arnaldo Jabor, no qual ele discorre sobre as maravilhas de ser um idiota. Sim, idiota no sentido de uma pessoa de bem com a vida, que dá valor para as coisas simples e não se deixa levar pelo monstro sistema capitalista. 

Então esbocei um comentário. E aí está ele:

Seria tão bom se a idiotice substituísse permanentemente a ganância pelas cifras (R$); se o sorriso espontâneo se sobressaísse ao sorriso forçado da arrogância; se pessoas fossem simplesmente o que são, mortais; se as armas do julgamento se transformassem em corações abertos à compreensão; se o "se" não fosse tão somente "se" e se as pessoas lutassem para este "se" não ficar apenas na utopia...



Paz e luz aos retos de conduta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Será que Freud explica?

Esse é o título da obra do porto-alegrense Heino Willy Kude.
Nela, o autor nos diz que o ser humano, mesmo dividindo espaço com milhares de semelhantes ao seu redor, está programado para viver em grupos de, aproximadamente, 50 pessoas.
É um livro um tanto quanto provocante, instigador. Ao menos foi assim na minha leitura.
Kude aborda, também, o tema de mensagens telepáticas. Segundo ele, algumas de nossas atitudes ou coisas e casos a que somos submetidos podem ter um 'nada a ver' conosco, pois pode ter ocorrido de termos recebido alguma mensagem telepática que era endereçada, se assim podemos dizer, a outra pessoa. Daí me surge uma reflexão: isso seria semelhante (ou idêntico, sei lá!) ao que Freud atribui ao inconsciente, tal como os atos falhos, os equívocos, as ações que não sabemos justificar sua fonte?
Falta-me um pouco de estudo, de revisitar o livro e de conhecer um pouco mais sobre Freud e sobre psicanálise... mas fica a dica de leitura e a provocação para tanto.

Já que minha representação de mundo não condiz ao que ele de fato é, não posso descartar hipóteses e representações que não encontram acolhida em minha maneira de ser. Creio que é o mínimo que posso fazer. E estou inclinado que isso se assemelha ao que a sociedade dos homens denomina de humildade.
Abraço do piádalourdes
;)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra. Atenção à letra!

Aí uma música que fala por si só, dispensando comentários. 
Até teríamos muuuuuito a discorrer sobre ela, mas, antes de nos precipitarmos com juízos pré-concebidos, façamos uma lavagem cerebral.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Educação: ou repensamos ou padeceremos

Bem, nas minhas idas e vindas tenho refletido muito sobre a educação. Tenho percebido que o que deveria ser a base da formação de cidadãos está muito aquém das expectativas. Algumas coisas soam bonitas somente no papel, mas sucumbem tão logo surge alguma tentativa de transpor os limites da burocarcia (que muitas vezes não passa de burrocracia). O discurso hipócrita da maioria dos governantes até que consegue manipular algumas camadas da sociedade, que, diga-se de passagem, sofre com a desinformação e com a distorção de informações; mas, acreditem, o sucateamento da educação está bem à nossa porta... e isso vai nos custar muito caro num futuro próximo.
Indignação! Talvez este seja o estado que me encontro quase que permanente quando meus devaneios vão em direção desta temática.

E a situação calamitosa não se dá só aqui no Brasil. Em muitos países está havendo uma certa transferência de responsabilidades, sendo que os pais atribuem à escola o papel que deveria ser deles próprio. Podemos chamar este fenômeno de terceirização dos filhos. Os resultados já são visíveis, tais como baixo rendimento escolar, indisciplina, agressões a colegas, professores e funcionários, descaso com o patrimônio público e uma gama de atitudes que refletem na nossa sociedade.

O psiquiatra Carlos Hecktheuer publicou um artigo sobre a gravação da secretária eletrônica de uma escola da Califórnia. Tal serve como provocação à reflexão sobre o compromisso conjunto entre Estado/escola/  pais no processo educativo. Quando o telefone da escola era chamado, a secretária eletrônica discorria a seguinte mensagem:
"Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções.
Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1;
Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2;
Para se quixar sobre o que nós fazemos - tecle 3;
Para insultar os professores - tecle 4;
Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho, ou em diversos documentos que lhe enviamos -tecle 5;
Se quiser que criemos seu filho - tecle 6;
Se quiser agarrar, esbofetear ou agradir alguém - tecle 7;
Para agredir um professor novo pela terceira vez - tecle 8;
Para se queixar do transporte escolar - tecle 9;
Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0;
Mas se você já compreendeu que este mundo é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"
E o artigo é encerrado dizendo que o resultado desse descaso com os filhos e com a educação em geral está em todas as partes, com monstrinhos que se tornarão monstrengos e vai saber o que mais... E, como diz o autor do artigo, sem limites não funciona.

Vamos repensar e vamos agir... com urgência.  

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dez minutos chocantes

Há pouco eu estava aproveitando um dos momentos de folga que tenho. Nada de estudar, nada de trabalhar, nada de namorar; eu estava andando de bicileta. Depois do cansaço ter tomado conta do corpo, resolvi passar na sorveteria para refrescar o organismo.

Enquanto fazia lá minha mistura de sabores, fiquei prestando atenção ao que a televisão noticiava. Foram aproximadamente dez minutos de pavor. Aí as notícias que pude acompanhar:

> 1- Uma mulher que havia sido submetida à uma cirurgia de lipoaspiração morreu por ter ocorrido falha do médico, que, segundo relato polocial, não era cirurgião, mas clínico geral;
> 2- Uma jovem que fizera implantes de silicone sofre com deformação nos seios por seu organismo ter rejeitado as próteses e por ter sido infectada com microorganismos na clínica onde a cirurgia foi realizada;
> 3- Uma adolescente, menor de idade, fez stip-tease para os colegas dentro da sala de aula. Um colega filmou tudo e o filme está rodando o mundo através da internet;
> 4- Uma senhora de 64 anos foi presa pela terceira vez por tráfico de drogas. Na casa dela foram apreendidas dezenas de pedras de crack, maconha e dinheiro.

Putz! Seria cômico se não fosse nossa dura e crua realidade.

Mas, adiante... É hora do banho.

E a noite está apenas começando.

Paz e discernimento para todos.

Abraço. 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cada um no seu quadrado? (Inversão, Recíproca, etc. e tal...)

Tem uma música (que na minha opinião é pobrinha de letra, diga-se de passagem) que virou febre há alguns mesmes atrás. O jargão ado-aado, cada um no seu quadrado ficou conhecida por tocar aqui e ali. Subentendido está que no seu quadrado cada um é livre para fazer o que bem entender. Até que concordo com isso. Porém, queiramos ou não, estamos submetidos ao convívio social, ao contato com o próximo e, então, não podemos fazer o que der na telha, pois o quadrado do outro tem que ser respeitado.
Outra ponderação acerca do que é cantado no hit é que se nos fecharmos cada um em nosso quadrado, nossas vivências ficarão enjauladas e nossa visão de mundo restrita ao que há neste encarceramento. Absorver o que é relevante do quadrado do outro, desde que respeitando este outro e tendo cuidado para que isso não entre em conflitos com o que há no nosso quadrado, me parece ser uma ótima sacada; ora, deve haver algo além e aquém do nosso quadrado, não?
Mas não nos preocupemos muito com o que estou escrevendo. Não é errado viver cada um no seu quadrado, como também não há poblema em querer fazer junções entre quadrados para melhor trilhar os caminhos da nossa jornada. Cada um que o faça ao seu jeito, respeitando suas singularidades e tomando cuidado com as representações do outro.
Ah, não nos esqueçamos que as receitas prontas só servem para a culinária... e às vezes os sabores das comidas saem bem diferentes.

Psicanalistas, divirtam-se

Eu estava vendo o teto do meu quarto. Até este momento estava acordado.
Logo depois fui tomado pela escuridão.
Repentinamente estava com um garrafa na mão. Agora, já delirando em meus sonhos.
Arremecei a garrafa que eu segurava o mais alto que pude. Então a escuridão cedeu lugar a um caleidoscópio de cores, com muito verde, muito marrom e um infinidade de matizes mais fortes ou mais fracas de outras cores que nem sei se tem nome.
Demorei alguns instantes para perceber que eu havia sido levado para dentro da garrafa. O que eu via não dava para distinguir. Se você se esforçar em imaginar-se dentro de uma garrafa em movimento caindo de muito alto e girando, vendo tudo através daquele mínimo buraquinho, talvez se aproxime ao que estava se passando em minha viagem.
Antes mesmo da garrafa tocar chão e seus estilhaços proporcionarem um efeito surreal, fui despertado pelo trim-trim-trim do telefone residencial.
Passados alguns dias, me flagrei que não lembro quem era ao telefone e nem o que queria comigo. Eu queria continuar sonhando... E acho que depois que acordei percebi que as coisas são muito previsíveis...
Passados mais alguns dias, não sei quando estou acordado, nem quando estou dormindo. Isso me faz lembrar de Descartes, o filósofo francês, que nos apontava que não há nada que diferencie o sono da vigília.
Bem, só para justificar o título da postagem: Psicanalistas, divirtam-se.
Abraço.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Drogas? Nem pensar!

Os noticiários vêm registrando, de uns meses para cá, uma epidemia de drogas pelo Brasil afora. A veiculação na mídia passou a ser mais intensa, porém, este problema assola nosso país há tempos.
Na semana passada li uma entrevista de um pai que perdeu seu próprio filho para o vício das drogas. O jovem usuário começara desde cedo com o vício. Da cerveja para o primeiro cigarro de maconha não levou muito tempo. Intervalo semelhante se deu entre a maconha e o primeiro contato com a cocaína. A curiosidade e as alterações químicas provocadas pela dependência fizeram o jovem experimentar outras substâncias, como LSD, ecstasy e uma variação enorme de entorpecentes. Isso desestruturou a família toda. Mesmo com todos os esforços para manter o jovem longe da dependência e das drogas, as pessoas próximas viram suas tentativas sucumbirem, serem derrotadas pelo poder do vício. No auge das alucinações o jovem assasinou a namorada, uma das pessoas que mais lutava para vê-lo afastado dos tóxicos.
No depoimento, o pai, desolado, lamentava o fato de o filho receber a atenção devida somente após um fato lastimável como foi a tragédia. Ora, isso é um problema social, de cunho da saúde, de cunho da segurança e de outros segmentos públicos que deveriam ser tratados pelo Estado. Entretanto, quais as medidas que estão sendo tomadas? Falo das que realmente visam encarar e trabalhar o, no e com o problema, não as que servem meramente para fazer mídia eleitoral, divulgar interesse de campanha política (midiática e hipócrita).
Temos que estar atentos para este problema, afinal, o envolvimento com o vício não escolhe cor da pele nem classe social para tornar a vida do usuário e de toda sua família e seus amigos um caos, um inferno.
A dica que especialistas dão é que não se experimente substâncias entorpecentes, pois a maioria das drogas têm um poder altamente viciante, passando desde o primeiro contato a comandar a vida de quem faz uso e de quem o rodeia.
Eu não sou especialista, mas o que posso deixar enquanto mesnagem é que se tenha um círculo de amigos que não tenham contato com drogas, lícitas ou ilícitas - tanto faz. Além disso, mantenha um diálogo com seus pais; eles até podem parecer 'quadrados', 'ultrapassados', 'velhos' e tudo o que algum dia você pensou ou disse, mas tudo o que eles querem é ver seus filhos com saúde e bem. E, claro, aproveite seu tempo livre para praticar esportes, para ler bons livros, para contemplar o que desperta teu interesse, para fazer o bem para si próprio e para o próximo...
Não use drogas!
Explore o lado bom da vida... mas cuidado com o excesso de Coca-Cola!
Abraço.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sol e lua

Sol brilhante.
Fecho as janelas da minha casa para escurecer os ambientes.
Me deprimo com meus dilemas, com minhas angústias, com minhas mazelas.
Lua radiante.
Abro as janelas da minha alma para alimentar-me da luz.
Regozijo-me por minhas escolhas, por minhas alegrias, por minha vida.
Durante o dia, escuridão.
Durante a noite, luz.
Alguém desregulou meu relógio biológico? Ou é o relógio de parede que está de cabeça para baixo?
Será que é algo estranho tomar banho de lua? E se proteger do sol, é?
Que foda, sempre me enfio em encrencas!
Agora lá fora o sol brilha, mas será que é dia?
Putz...
Vou andar de bicicleta.
Talvez pedalando eu ordene um pouco deste caos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Possibilidades...

Tem gente fica de saco cheio de se sentir vazio.
Tem aqueles que têm o corpo quente, mas sentem frio.
Não menos possível é a existência das pessoas que vivem um grande amor e, ainda assim, sentem-se solitárias, vazias...
Se tratando de possibilidades, elas são infinitas e muitas formas de ser que nos soam como estranhas ou inconcebíveis existem enquanto representação de alguma criatura deste vasto mundão de riquíssima fauna humana.
Eu diria que, ao invés de viver cada um no seu quadrado, misturar as diferenças, as qualidades e somar às possibilidades nos revela algo de muito interessante.

Abraço.