Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sincericídio

Tem pessoas que se autoprejudicam por serem sinceras. A verdade para elas deve ser posta acima de todas as coisas, como algo do tipo doa a quem doer.
Isso não implica em algo bom ou ruim, positivo ou negativo, certo ou errado. É apenas uma característica de tais pessoas.

No meu caso, várias vezes produzi provas contra eu mesmo. Isso mesmo!
Se a pessoa é pega dirigindo embriagada, cagada de bêbada ao volante ela pode se negar a fazer o teste do bafômetro sob alegação amparada na Constituição de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Sincericídio.
Por vezes sinto que se eu omitisse ou distorcesse acontecimentos, fatos, ocasiões, circunstâncias usando de artimanhas que só os experts possuem, estaria evitando muitas dores de cabeça.
O fato é que reluto em me tornar um expert, porque a sociedade dos homens utiliza a denominação mentiroso para os que se encaixam nesta categoria.
Mentirinha aqui, enganação ali e amanhã não se sabe mais a pessoa que se é. Talvez a maior das mentiras e das enganações seja a que acomete o prório eu, o íntimo, o enganar-se a si próprio, o perder-se em si mesmo.


Reflexões morais e éticas podem ser ponderadas a partir disso.
Kant, um filósofo alemão, nos apresenta um imperativo categórico para ser considerado nas ações a serem praticadas. Em outras palavras, seu imperativo categórico postula o seguinte: aja de acordo com a máxima segundo a qual todas as pessoas agiriam diante das mesmas circunstâncias. O dito popular não faça aos outros o que não quer que seja feito com você é, digamos, uma forma simplificada do imperativo.
Por não desejar ser enganado, não tento ludibriar os outros.
Às vezes não há relação nenhuma nisso, pois uma pessoa pode ser sincera e verdadeira pela vida toda e ainda assim (e por isso mesmo) ser feita um fantoche, manipulada e enganada por quem a rodeia.

Quem consegue se por no meu lugar, logo percebe que prefiro uma ferida pela verdade a um regozijo pela falcatrua. Não é que eu seja masoquista; a questão é que vejo perspectivas de crescimento no primeiro, enquanto incapacidades para tanto no segundo caso.

Força. 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não vulgarize o amor

Eu sei, o amor não possui uma definição exata e universalmente válida para todas as pessoas.
Vejo pessoas que se amam quando estão juntas, mas quando estão com outras pessoas, com outros 'amores' ficam fazendo fofocas e criando intrigas. Isso é amor?
Vejo pessoas extrapolando seu amor em frases, em legendas e comentários de fotos. Será que é amor ou necessidade de aceitação no grupo?
Aliás, se é amor não precisa espalhar aos quatro ventos, pois a outra pessoa certamente sentirá este sentimento.
Foda-se o politicamente correto. Foda-se quem quer passar uma imagem de pessoa boazinha e infla a palavra amor com incompreensão, com um cinismo escancarado.
Eu não quero ser amado falaciosamente. Quero a solidão que me faz voltar ao útero de minha mãe e mergular na escuridão.
Prefiro ser odiado verdadeiramente a ser bajulado por falsos, descarados, aproveitadores.
Mas se alguém me amar, que seja um amor sincero. É o mínimo...

Abraço de paz.

Conclusão

"Não me venham com conclusões.
A única conclusão é morrer".

Fernando Pessoa

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Feridas

"O mundo fere todas as pessoas,
mas depois, muitos se tornam
fortes nos lugares feridos[...]".

Ernest Hemingway

domingo, 13 de junho de 2010

O Velho e o Mar

Havia tempo que eu alimentava a curiosidade pelo livro O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. É uma obra publicada originalmente em 1952, chegando a sua 65ª edição em 2009.

A história fictícia relata a rotina de um velho pescador, Santiago, que, apesar de toda sua experiência, passa longos 84 dias sem pescar sequer um único peixe. Outrora um menino, Manolin, o acompanhava em sua jornada, mas, devido à má sorte, sua família o proibiu de pescar com o velho.
Santiago, então, vai ao mar sozinho em seu pequeno barco. Nas primeiras tentativas o velho não obteve sucesso e tudo indicava que seria difícil fisgar algum peixe. Porém, para sua surpresa, um peixe enorme mordeu a isca. E não era um peixe qualquer. Por ser grande e forte, foi levando a linha do pescador e fazendo que o barco o seguisse. Foi assim durante o dia todo. E durante a noite também. Neste tempo o velho sentiu o peso da idade, as dores no corpo, as mãos calejadas e cortadas pela linha, a fome saciada com pedaços de peixe cru...
Chegou o tempo que o peixe dava sinais de cansaço. Passado todo esse tempo preso, nadando em busca de se libertar da presa do pescador, o peixe enfim saltou da água, dando visibilidade ao seu tamanho gigantesco. Santigo o vencera no cansaço e, pode-se dizer, na técnica.
A companhia do garoto fazia falto ao velho pescador. Agora mais ainda por ter que prender o peixe junto ao barco, já que não podia carregá-lo (o que certamente afundaria o pequeno barco devido ao peso do peixe). Sozinho ele realizou este trabalho, que considera trabalho escravo. Retornando o longo  percurso, a fome, a sede e as dores eram ainda maiores. Além disso, o sono era algo que incomodava o pescador. Em alguns instantes Santiago delirava, falava consigo mesmo em voz alta, filosofava em alto mar. Porém, seu maior regozijo era pensar no quão lucrativo negócio seria vender o peixe. Mal pensava ele o que estava por vir.
No confronto que teve para matar o peixe que agora trazia consigo, o sangue despertou o instinto de tubarões. Como o cheiro se espalhou pelas águas, inesperadamente, após algum tempo, surgiu o primeiro tubarão. Santiago viu o predador se aproximando e quando o tubarão atacou o peixe, arrancando um pedaço da cauda, foi desferido um golpe certeiro com o arpão. O pescador vencera mais esta batalha. Algum tempo depois, como era de se esperar, mais dois tubarões se aproximaram e atacaram o enorme peixe, que sangrara novamente, deixando o cheiro nas águas. Novamente o pescador foi certeiro com seu arpão e desferiu golpes mortais nos predadores. Porém, desta vez seu arpão se quebrou num destes golpes, deixando o velho sem instumentos de defesa.
Cansado, sim, mas ainda com espírito de guerreiro, Santiago, já prevendo novos ataques ao que restava ainda do peixe, desfigurado pelos ataques anteriores, amarrou um faca a um dos remos. Sua arma agora era esta. Funcionou até certo ponto, mas chegou uma hora que os inúmeros tubarões acabaram com o peixe que o velho carregava amarrado junto a seu barco. A luta terminara.
O barco agora estava mais leve e se deslovava com mais velocidade. O pescador sentia-se um infortunado por ter ficado tão perto de quebrar o jejum de tantos dias sem trazer nada da pescaria. Voltando à terra firme, o mal-estar o fez desmaiar... e quem o encontrou foi o garoto, seu amigo Manolin...

Isso aí.
Abraço.
.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Na multidão, quem é quem?

Dias atrás estava olhando o blog da Perestroika, uma agência de publicidade de Porto Alegre. Tem um post lá que me provocou a escrever sobre.
Lá o autor do post explica que nas suas andanças noturnas, em baladas, bares, festas tem todo tipo de gente. Na balada, por exemplo, sempre tem alguém que fica tocando uma guitarra ou uma bateria invisível, fazendo solos e achando que tá 'abafando'; tem quem bebe uns goles a mais e fica berrando no ouvido de quem está do lado; tem tiozão cheio de 'mala', com olhar por cima, bebida na mão, com aquele ar de experiência; tem coroa toda repuxada de plástica achando que é menininha de 18 anos; enfim, é grande a gama de singularidades.
Então eu fiquei pensando em algo assim. Tem aquela pessoa que é tri parceria, te conta as coisas, dá uma força aqui e ali só que na balada te vira as costas e faz que nem conhece. Tem também aquele tipinho que no dia-a-dia te olha atravessado toda vez que cruza contigo e na balada vem te cumprimentar como se fosse 'chegado(a)' de longa data (com direito a abraço e/ou beijinhos).
Sabe-se lá as motivações para tanto. Mas por essas e outras é que perguntei no título do post...

Abraço.
Até...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cansei de ver bundas

Elas estão nos programas de televisão.
Em anúncio de creme dental precisa mostrar o 'popozão'?
Nas páginas de jornais
É o produto que vende mais.
Nos outdoors,
Nas passarelas...
Em toda parte que se olhe, lá estão elas.
No frio abaixo de 8º graus, bundas sendo exibidas por mulheres vermelhas de frio.
De todos os impérios, o das bundas é o maior que já se viu.
Mas por detrás de um corpo torneado,
Malhado, de perfil empinado,
Há garantia de que?
O que se tem é somente o que se oferece para ver?
Bem, então me perdoem, prefiro não ter muito a oferecer.

Mulheres, pasmem! Entendo que o que é bonito é para ser mostrado.
Mas isso é bem diferente de usar o corpo de um jeito vulgarizado.

Bunda não pensa.
Abrace essa causa.

domingo, 9 de maio de 2010

Amor = processo?

"Dizer 'eu tenho grande amor por você' não tem sentido. Amor não é uma coisa que se possa ter, mas um processo, uma atividade íntima da qual somos o sujeito. Posso amar, posso estar amando, mas ao amar, eu tenho... nada. De fato, quanto menos eu tenho, mais posso amar."

Erich Fromm,
Ter ou Ser?

sábado, 8 de maio de 2010

Deusa Amor

"O amor é uma deusa cruel, que como todas as deidades, quer possuir todo o homem e não se contenta até que lhe tenha sacrificado não apenas a sua alma, mas também todo o seu eu material. Seu culto é o sofrimento; o auge desse culto é o auto-sacrifício, é suicídio".

Edgar Bauer,
em 'crítica da crítica crítica'.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bola de cristal


O assunto agora é a paixão pelo futebol.
Campeonato Brasileiro se aproximando. Aproveitei para consultar minha bola de cristal para ver quem vai se sair melhor nesta competição. Meio que com imagens nubladas, obscuras ela indicou os times que figurarão nas oito primeiras colocações na tabela ao final do campeonato. Aí a lista, em ordem alfabética, porém sem ordem classificatória definida:
Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos e São Paulo.
Estes oito brigarão pelo título e pelas vagas na Libertadores. Quantos aos outros, que se contentem em ocupar as posições intermediárias da tabela ou que briguem para permanecer na primeira divisão.
Veremos, lá em dezembro, se minha bola de cristal precisa de manutenção ou se ainda está em condições de ser consultada.

Paz nos estádios.

Abraço.

Dia das Mães

Incrível a propaganda mercadológica que se faz em datas comemorativas. Nos entornos do Dia das Mães, então...
Porém, mais que presentes, Mães merecem carinho, respeito, atenção. E isso não somente quando se aproxima o Dia das Mães.
***** 
Costumo dizer que fico meio constrangido em datas assim. Não sou muito de selar datas com presentes. Por isso algumas pessoas me veem como arrogante, incompreensivo, mal-agradecido, etc. e tal. Entendo o gesto de carinho imbricado no significado de presentear, mas isso por si só não basta.
Algumas pessoas presenteiam com objetos de altos valores financeiros, mas esquecem-se pelo resto do tempo dos valores fundamentais que deveriam reger o ambiente em que estão inseridas. 
Ao invés de presentear umas sete ou oito vezes ao ano (Aniversário, Dia das Mães, Dia Internacional da Mulher, Natal, Páscoa, Dia dos Pais, Dia dos Namorados...) prefiro alimentar as chamas do respeito, da compreensão, do afeto, do amor. Isso é para a vida toda, não somente quando há datas comemorativas se aproximando.
Particularidade minha. Só isso.
*****
Mas, então, para marcar o Dia das Mães, desejo do fundo do meu coração que todas as mães sejam felizes em sua existência. Que a paz reine nos lares e nos relacionamentos.
***** 
Se a questão é o presente, aceitem, por favor, estas minhas singelas palavras como um.
*****
Abraço de paz!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Convite!

Pessoas...
Quem tiver disponibilidade, fica a dica para a manhã de sábado, dia 1º de maio.
Vale a pena conferir.



Até mais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Histórias de Thedy II

Anos 80.
À noite tinha show dos Paralamas do Sucesso no Circo Voador, em Porto Alegre.
Um sujeito pensou em ir a uma loja comprar uma roupa bacana e para o show matar a pau. Ele queria ser percebido pelas cocotinhas, como eram chamadas as meninas na época. A loja que o sujeito foi para arranjar as roupas se chamava saco e cuecão. Lá ele comprou o traje que vestiria logo mais à noite, da cabeças aos pés.
Após o banho o cidadão foi para a frente do espelho. Cueca vestida... bastante desodarante e...
Ele botou uma camisa manga longa de um tecido sintético, muito abafada. Detalhe da camisa: cor verde-limão. Para incrementar, gravata laranjada. A calça era xadrex (azul escuro e azul claro), sem botões ou cinta, de elástico na cintura. Para completar o figurino, sapato mocassim de solado branco. Nos cabelos muito, mas muito gel, pois o cara não tinha noção da quantidade do produto suficiente para fixar o penteado.
Imagina a figura!
Saiu na correria, já meio queimado (atrasado). O porteiro quase caiu da cadeira rindo. Aí ele se deu por conta que tinha feito bobagem. Mas atrasadão do jeito que estava, o lance foi sair na corrida. Para economizar a grana do táxi ele foi a pé. Duas quadras depois já estava todo desfigurado. O suor o deixara com um cheiro insuportável, com aquele círculo embaixo do braço.
Quando chegou no local do show, os colegas caíram na gargalhada, pois o pessoal estava vestido normalmente e ele ali, como um rockstar dos anos 80. A única pessoa que não riu foi uma moça que ele já havia espichado o olhar para ela. Ela já conhecia ele e pediu que ele fosse ao banheiro, tirasse o gel, pusesse a gravata fora. E lá foi ele. E fez o que ela recomendara. Quando voltou para a festa eles ficarm juntos.
E neste dia começou a nossa história, que continua até hoje e só parece melhorar.
*****
Essa é a história que Thedy musicou. Dela surgiram os versos de Julho de 83.
Diferente da contada no outro post, a particularidade desta é que o casal em questão continua junto.
*****
Acompanhando a letra dá para perceber as particularidades da situação.

Bom proveito.
Abraço.
Hasta siempre!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Histórias de Thedy

Havia uma jornalista que namorava um rapaz também jornalista. O casal era bem nada a ver. Eram duas pessoas completamente diferentes. Inevitavelmente, chegou o dia em que houve um rompimento no relacionamento. Chocada com este fim, a moça decide ir para a Austrália fazer uma especialização em rádio. 
Certa feita, na Austrália, ela estava se preparando para sair quando, de repente, toc-toc-toc. Ela conferiu quem era pelo olho mágico e, quase não acreditando, abriu a porta. Para sua surpresa, quem estava a sua frente? O ex-namorado!
O cara portava consigo uma caixinha com duas alianças. Queria a todo o custo reatar o relacionamento. Pedira a moça em casamento ali mesmo, na porta, se dizendo arrependido por algum dia tê-la deixado. 
Pasma e confusa ela titubeou e não soube o que fazer. Pediu, então, que o rapaz voltasse no outro dia.
No dia seguinte, quando o rapaz chegou a moça tinha nas mãos as alianças. Ela aceitaria o pedido dele. Toda empolgada ela atendeu a porta e disse ao rapaz que havia pensado bem e... antes que ela terminasse de falar, ele tomou a caixinha das alianças da mão da moça e disse que também havia pensado bem. Mais uma vez a história se repetiu: ele entrou com o pé, ela com a bunda.
Foi difícil para a moça assimilar a situação. Mas ela se formou no curso que a levou para o exterior e voltou ao Brasil mais experiente e capacitada para o mercado de trabalho. 
Mas ainda havia mais surpresa reservada para ela. O rapaz voltou a procurá-la com as mesmas alianças. E desta vez ela não titubeou e aceitou na hora. Eles se casaram e tiveram dois filhos. Mas, como a história de idas e vindas do casal foi uma constante, eles se separaram e não mais ficaram juntos.
*****     
A história que narrei acima é a história que deu origem à música Eu não entendo, da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Thedy Corrêa, em apresentação de sua palestra sobre Literatura e Música, organizada pela Casa da Música de Chapecó e colaboradores, proferida na semana passada na Unoesc Chapecó, trouxe esta e outras experiências sobre o processo de composição das músicas do Nenhum.
Para fazer a relação da história com a música, segue o vídeo. Atenção à letra e logo o que foi abordado acima toma contexto.
*****
Abraço de paz.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lição no banho

Estão consertando a rede de água encanada na cidade onde moro. Por isso, em alguns dias o abastecimento de água sofre cortes. A alternativa que surge é adaptar os horários de banho, de limpeza da casa, de lavagem de roupa...
Lá vou eu, então, para um banho rápido. Antes de tirar a roupa verifico se posso mesmo ir para debaixo do chuveiro e abro um pouco o registro. Êba! Água quentinha. Mal sabia que a alta temperatura da água se dava pelo fato de ela estar acabando.
Bem, tirei a roupa e entrei adoidado no box. Antes de ligar totalmente o registro dei de mão no xampu e entrei debaixo da ducha. Aí começou o espetáculo. Cabelos ensaboados (com xampu) e, de repente, a água foi diminuindo e aumentando mais ainda a temperatura. O espetáculo mal havia começado e chegara ao fim. Mais que depressa desliguei o chuveiro. Ensaboei o corpo (com sabonete) na ânsia de que pudesse me enxaguar. Ora, não deve ser nada bom ficar todo ensaboado com relógio marcando o tempo rápido e com compromissos a serem cumpridos.
Mesmo com a água muito fraca consegui terminar minha tarefa. O banho foi completo. Eu estava pronto para pegar minha mochila e ir para o trabalho e de lá para a aula. E foi isso que eu fiz.

Idiota essa história de ir para o banho e a água ir se esgotando, né!? Pois foi enquanto eu estava todo embaraçado, sem saber se teria ou não água para enxaguar-me, que rememorei uma valiosa lição.
Naquele momento em que a água estava diminuindo, prestes a interromper meu banho, de nada adiantaria minha ira, meu nervosismo. “Ah, mas a água está acabando e eu tenho que trabalhar e ir para a universidade”. Só por pensar isso o chuveiro não me responderia “sim Everton, vou sugar a água dos canos com mais força para te ajudar a sair dessa!” .

Às vezes a nossa vontade, a nossa determinação, o nosso empenho não são suficientes para que as coisas externas ocorram como gostaríamos. Certamente chegará a hora em que algo não vai depender somente do nosso esforço. Para quem acha que pode passar pela vida imune a isso, lamento, mas um dia, cedo ou tarde, estará comprovando através de suas vivências o que estou tentando explicar (se é que já não comprovou muita vezes e o continua fazendo). E saber lidar com isso é um grande passo.

Lição no banho.
;)

Abraço.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Plagiando Idalina

Quando entro no meu blog, dou uma espiadinha nos conteúdos dos blogs que sigo. Não são muitos, uma meia dúzia ou nem isso. Reza a lenda que quantidade não tem nada a ver com qualidade. Por isso me limito para não ficar vendo coisas que nada me acrescentam, não me instigam a pensar, a refletir e não me tragam momentos de prazer.

Sigo Percepções Insones, de Idalina Krause, uma amiga e professora, filósofa clínica da capital gaúcha. Suas palavras, poemas, textos, metáforas, conseguem provocar uma avalanche de reflexões. Então, nada mais digno do que divulgar o trabalho dela e aproveitar para plagiar um de seus posts, que foi publicado em 18 de janeiro de 2010, com o título "Traição":
"A pior das infidelidades é a consigo mesmo."

Para quem quiser acompanhar e beber a água direto da fonte, http://www.percepcoesinsones.blogspot.com/
Lá você verá outros links interessantes. Vale a pena conferir.

Abraço de paz.
Até...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Temas repetidos

Dias atrás postei comentários sobre o BBB 10 e sobre o julgamento do caso Isabella.
***
Na minha opinião, mais que merecido o prêmio para Marcelo Dourado. O gaúcho com fama de marrento suportou bem a pressão e foi autêntico. Com o passar do tempo as máscaras dos demais participantes do jogo foram caindo. E como Dourado estava despido de faz de contas, aos poucos foi conquistando o carinho do público.
Quanto ao prêmio distribuído no programa, não tenho dúvida alguma que a emissora ainda faturou alguns bons milhões, mesmo com toda a premiação distribuída no decorrer da edição do reality show. Pobre de Fernanda e de Cadu, que ficaram com fatias bem pequenas do queijo em proporção à todo o desgaste físico e psicológico que enfrentaram no confinamento.
***
O caso Isabella acabou com a condenação dos indicados como autores do crime. Tudo aponta que o pai e a madrasta da menina são os assassinos. Porém, como o caso não conta com testemunhas oculares muitas coisas ainda não estão claras e provavelmente a defesa vai recorrer do resultado, mesmo que especialistas apontem o insucesso de tais requerimentos.
Me sensibilizo com a dor da mãe da menina, pois entre culpados e inocentes, fatos e distorções sua filha não retorna à vida.
Quanto a pena de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, a lei brasileira prevê que cumpram bem menos tempo que o sansionado.
***
Isso aí.
Só comentários. Nada mais.
Abraço.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Do amor

O amor desconhece a lucidez

Estado de embriaguez

Ora assombra

Ora acalma

Certezas incertas

Incertezas certas

Acalenta a alma

Acalma

Nocivamente faz bem

Oh, o amor!

Amor!

O amor!

terça-feira, 23 de março de 2010

A água benta da Nona Maria

A mãe do meu pai é minha avó. Já a mãe da minha mãe, nona. Eu nunca soube, não sei e provavelmente nunca vou saber o porque de ser assim, uma avó e uma nona. Mas assim é e ponto ( . ). 
Minha nona, mãe da minha mãe, está passando uns dias em minha casa (que não é minha, é da minha mãe - que não é da minha mãe também, é alugada), com eu e minha mãe. ashasuahs. Confundi? Acho que não.
Seguindo... Ontem cheguei em casa de meio-dia correndo contra o relógio, como sempre. Quando estava sentado à mesa, almoçando, me servi (ou servi-me?) um copo de suco. No mesmo instante, antes de eu ter largado a jarra na mesa, minha nona, uma papagaia com despertar nas horas de refeição, disse que estávamos tomando água benta. Eu pensei, como assim água benta? Mesmo sem eu perguntar, ela tratou de esclarecer que colocara um recipiente em cima da tv no momento da benção de um padre, pastor ou sei lá o que.
Eu tomei o suco, matando minha sede. Confesso que não senti nehuma propriedade diferente no suco de laranja que frequentemente minha mãe faz. Ainda assim, para a alegria da nona Maria, eu disse que o suco com água benta é muuuito melhor. Talvez isso tenha valido o dia daquela mulher de quase 90 anos (ou mais de 90 já?), calejada pela marca dos tempos. E isso foi tão simples, não custou nada para mim...
Qualquer dia desses vou pedir mais água benta para nona Maria. Para mim isso é pura balela, mas, sabendo do significado que ela atribui ao gesto, sei que ela ficará contente mais uma vez.

Bye! 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Duas caras da justiça mundana

Ontem à noite acompanhei uma notíca no Fantástico. Um garoto que está com 12 anos de idade pode pegar prisão perpétua por ter matado a namorada (que estava grávida) do próprio pai.
Aqui no Brasil, iniciou hoje o julgamento do casal Nardoni. Ainda há rumores e temores de que Alexandre e a parceira sejam absolvidos pela morte da inocente Isabela.
*****
Isso é só uma constatação de duas faces da justiça dos homens.
Não quero indicar qual seria a mais correta, pois muitos fatores tem de ser levados em conta para tanto.
Na minha pobre opinião o mais correto seria tentar integrar de alguma forma os infratores da lei e, caso haja algum problema de saúde mental, tratá-los de forma digna e humana.
*****
Talvez eu volte a falar sobre isso.
*****
Paz e luz para todos.
Grande abraço.