Originalidade?

Minha história se fez e se refaz com resquícios de tudo que encontra minhas circunstâncias. O que se apresenta para minha representação pode (ou não), em maior ou menor relevância e intensidade, ser incorporado à forma com que entendo o mundo.
As tintas com as quais pinto as telas da minha existência são variadas. Algumas cores já foram utilizadas por muitos outros artistas e integram minhas obras por serem ainda vivas, intensas; outras matizes, por sua vez, são inéditas, mesclas de algumas cores que ninguém antes havia ousado em compor.
Se alguém sentir-se lesado por algum escrito, favor me comunicar por e-mail que tentaremos resolver isso.
Divirta-se ou se entristeça.
Boa viagem!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Convite!

Pessoas...
Quem tiver disponibilidade, fica a dica para a manhã de sábado, dia 1º de maio.
Vale a pena conferir.



Até mais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Histórias de Thedy II

Anos 80.
À noite tinha show dos Paralamas do Sucesso no Circo Voador, em Porto Alegre.
Um sujeito pensou em ir a uma loja comprar uma roupa bacana e para o show matar a pau. Ele queria ser percebido pelas cocotinhas, como eram chamadas as meninas na época. A loja que o sujeito foi para arranjar as roupas se chamava saco e cuecão. Lá ele comprou o traje que vestiria logo mais à noite, da cabeças aos pés.
Após o banho o cidadão foi para a frente do espelho. Cueca vestida... bastante desodarante e...
Ele botou uma camisa manga longa de um tecido sintético, muito abafada. Detalhe da camisa: cor verde-limão. Para incrementar, gravata laranjada. A calça era xadrex (azul escuro e azul claro), sem botões ou cinta, de elástico na cintura. Para completar o figurino, sapato mocassim de solado branco. Nos cabelos muito, mas muito gel, pois o cara não tinha noção da quantidade do produto suficiente para fixar o penteado.
Imagina a figura!
Saiu na correria, já meio queimado (atrasado). O porteiro quase caiu da cadeira rindo. Aí ele se deu por conta que tinha feito bobagem. Mas atrasadão do jeito que estava, o lance foi sair na corrida. Para economizar a grana do táxi ele foi a pé. Duas quadras depois já estava todo desfigurado. O suor o deixara com um cheiro insuportável, com aquele círculo embaixo do braço.
Quando chegou no local do show, os colegas caíram na gargalhada, pois o pessoal estava vestido normalmente e ele ali, como um rockstar dos anos 80. A única pessoa que não riu foi uma moça que ele já havia espichado o olhar para ela. Ela já conhecia ele e pediu que ele fosse ao banheiro, tirasse o gel, pusesse a gravata fora. E lá foi ele. E fez o que ela recomendara. Quando voltou para a festa eles ficarm juntos.
E neste dia começou a nossa história, que continua até hoje e só parece melhorar.
*****
Essa é a história que Thedy musicou. Dela surgiram os versos de Julho de 83.
Diferente da contada no outro post, a particularidade desta é que o casal em questão continua junto.
*****
Acompanhando a letra dá para perceber as particularidades da situação.

Bom proveito.
Abraço.
Hasta siempre!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Histórias de Thedy

Havia uma jornalista que namorava um rapaz também jornalista. O casal era bem nada a ver. Eram duas pessoas completamente diferentes. Inevitavelmente, chegou o dia em que houve um rompimento no relacionamento. Chocada com este fim, a moça decide ir para a Austrália fazer uma especialização em rádio. 
Certa feita, na Austrália, ela estava se preparando para sair quando, de repente, toc-toc-toc. Ela conferiu quem era pelo olho mágico e, quase não acreditando, abriu a porta. Para sua surpresa, quem estava a sua frente? O ex-namorado!
O cara portava consigo uma caixinha com duas alianças. Queria a todo o custo reatar o relacionamento. Pedira a moça em casamento ali mesmo, na porta, se dizendo arrependido por algum dia tê-la deixado. 
Pasma e confusa ela titubeou e não soube o que fazer. Pediu, então, que o rapaz voltasse no outro dia.
No dia seguinte, quando o rapaz chegou a moça tinha nas mãos as alianças. Ela aceitaria o pedido dele. Toda empolgada ela atendeu a porta e disse ao rapaz que havia pensado bem e... antes que ela terminasse de falar, ele tomou a caixinha das alianças da mão da moça e disse que também havia pensado bem. Mais uma vez a história se repetiu: ele entrou com o pé, ela com a bunda.
Foi difícil para a moça assimilar a situação. Mas ela se formou no curso que a levou para o exterior e voltou ao Brasil mais experiente e capacitada para o mercado de trabalho. 
Mas ainda havia mais surpresa reservada para ela. O rapaz voltou a procurá-la com as mesmas alianças. E desta vez ela não titubeou e aceitou na hora. Eles se casaram e tiveram dois filhos. Mas, como a história de idas e vindas do casal foi uma constante, eles se separaram e não mais ficaram juntos.
*****     
A história que narrei acima é a história que deu origem à música Eu não entendo, da banda gaúcha Nenhum de Nós.
Thedy Corrêa, em apresentação de sua palestra sobre Literatura e Música, organizada pela Casa da Música de Chapecó e colaboradores, proferida na semana passada na Unoesc Chapecó, trouxe esta e outras experiências sobre o processo de composição das músicas do Nenhum.
Para fazer a relação da história com a música, segue o vídeo. Atenção à letra e logo o que foi abordado acima toma contexto.
*****
Abraço de paz.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lição no banho

Estão consertando a rede de água encanada na cidade onde moro. Por isso, em alguns dias o abastecimento de água sofre cortes. A alternativa que surge é adaptar os horários de banho, de limpeza da casa, de lavagem de roupa...
Lá vou eu, então, para um banho rápido. Antes de tirar a roupa verifico se posso mesmo ir para debaixo do chuveiro e abro um pouco o registro. Êba! Água quentinha. Mal sabia que a alta temperatura da água se dava pelo fato de ela estar acabando.
Bem, tirei a roupa e entrei adoidado no box. Antes de ligar totalmente o registro dei de mão no xampu e entrei debaixo da ducha. Aí começou o espetáculo. Cabelos ensaboados (com xampu) e, de repente, a água foi diminuindo e aumentando mais ainda a temperatura. O espetáculo mal havia começado e chegara ao fim. Mais que depressa desliguei o chuveiro. Ensaboei o corpo (com sabonete) na ânsia de que pudesse me enxaguar. Ora, não deve ser nada bom ficar todo ensaboado com relógio marcando o tempo rápido e com compromissos a serem cumpridos.
Mesmo com a água muito fraca consegui terminar minha tarefa. O banho foi completo. Eu estava pronto para pegar minha mochila e ir para o trabalho e de lá para a aula. E foi isso que eu fiz.

Idiota essa história de ir para o banho e a água ir se esgotando, né!? Pois foi enquanto eu estava todo embaraçado, sem saber se teria ou não água para enxaguar-me, que rememorei uma valiosa lição.
Naquele momento em que a água estava diminuindo, prestes a interromper meu banho, de nada adiantaria minha ira, meu nervosismo. “Ah, mas a água está acabando e eu tenho que trabalhar e ir para a universidade”. Só por pensar isso o chuveiro não me responderia “sim Everton, vou sugar a água dos canos com mais força para te ajudar a sair dessa!” .

Às vezes a nossa vontade, a nossa determinação, o nosso empenho não são suficientes para que as coisas externas ocorram como gostaríamos. Certamente chegará a hora em que algo não vai depender somente do nosso esforço. Para quem acha que pode passar pela vida imune a isso, lamento, mas um dia, cedo ou tarde, estará comprovando através de suas vivências o que estou tentando explicar (se é que já não comprovou muita vezes e o continua fazendo). E saber lidar com isso é um grande passo.

Lição no banho.
;)

Abraço.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Plagiando Idalina

Quando entro no meu blog, dou uma espiadinha nos conteúdos dos blogs que sigo. Não são muitos, uma meia dúzia ou nem isso. Reza a lenda que quantidade não tem nada a ver com qualidade. Por isso me limito para não ficar vendo coisas que nada me acrescentam, não me instigam a pensar, a refletir e não me tragam momentos de prazer.

Sigo Percepções Insones, de Idalina Krause, uma amiga e professora, filósofa clínica da capital gaúcha. Suas palavras, poemas, textos, metáforas, conseguem provocar uma avalanche de reflexões. Então, nada mais digno do que divulgar o trabalho dela e aproveitar para plagiar um de seus posts, que foi publicado em 18 de janeiro de 2010, com o título "Traição":
"A pior das infidelidades é a consigo mesmo."

Para quem quiser acompanhar e beber a água direto da fonte, http://www.percepcoesinsones.blogspot.com/
Lá você verá outros links interessantes. Vale a pena conferir.

Abraço de paz.
Até...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Temas repetidos

Dias atrás postei comentários sobre o BBB 10 e sobre o julgamento do caso Isabella.
***
Na minha opinião, mais que merecido o prêmio para Marcelo Dourado. O gaúcho com fama de marrento suportou bem a pressão e foi autêntico. Com o passar do tempo as máscaras dos demais participantes do jogo foram caindo. E como Dourado estava despido de faz de contas, aos poucos foi conquistando o carinho do público.
Quanto ao prêmio distribuído no programa, não tenho dúvida alguma que a emissora ainda faturou alguns bons milhões, mesmo com toda a premiação distribuída no decorrer da edição do reality show. Pobre de Fernanda e de Cadu, que ficaram com fatias bem pequenas do queijo em proporção à todo o desgaste físico e psicológico que enfrentaram no confinamento.
***
O caso Isabella acabou com a condenação dos indicados como autores do crime. Tudo aponta que o pai e a madrasta da menina são os assassinos. Porém, como o caso não conta com testemunhas oculares muitas coisas ainda não estão claras e provavelmente a defesa vai recorrer do resultado, mesmo que especialistas apontem o insucesso de tais requerimentos.
Me sensibilizo com a dor da mãe da menina, pois entre culpados e inocentes, fatos e distorções sua filha não retorna à vida.
Quanto a pena de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, a lei brasileira prevê que cumpram bem menos tempo que o sansionado.
***
Isso aí.
Só comentários. Nada mais.
Abraço.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Do amor

O amor desconhece a lucidez

Estado de embriaguez

Ora assombra

Ora acalma

Certezas incertas

Incertezas certas

Acalenta a alma

Acalma

Nocivamente faz bem

Oh, o amor!

Amor!

O amor!

terça-feira, 23 de março de 2010

A água benta da Nona Maria

A mãe do meu pai é minha avó. Já a mãe da minha mãe, nona. Eu nunca soube, não sei e provavelmente nunca vou saber o porque de ser assim, uma avó e uma nona. Mas assim é e ponto ( . ). 
Minha nona, mãe da minha mãe, está passando uns dias em minha casa (que não é minha, é da minha mãe - que não é da minha mãe também, é alugada), com eu e minha mãe. ashasuahs. Confundi? Acho que não.
Seguindo... Ontem cheguei em casa de meio-dia correndo contra o relógio, como sempre. Quando estava sentado à mesa, almoçando, me servi (ou servi-me?) um copo de suco. No mesmo instante, antes de eu ter largado a jarra na mesa, minha nona, uma papagaia com despertar nas horas de refeição, disse que estávamos tomando água benta. Eu pensei, como assim água benta? Mesmo sem eu perguntar, ela tratou de esclarecer que colocara um recipiente em cima da tv no momento da benção de um padre, pastor ou sei lá o que.
Eu tomei o suco, matando minha sede. Confesso que não senti nehuma propriedade diferente no suco de laranja que frequentemente minha mãe faz. Ainda assim, para a alegria da nona Maria, eu disse que o suco com água benta é muuuito melhor. Talvez isso tenha valido o dia daquela mulher de quase 90 anos (ou mais de 90 já?), calejada pela marca dos tempos. E isso foi tão simples, não custou nada para mim...
Qualquer dia desses vou pedir mais água benta para nona Maria. Para mim isso é pura balela, mas, sabendo do significado que ela atribui ao gesto, sei que ela ficará contente mais uma vez.

Bye! 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Duas caras da justiça mundana

Ontem à noite acompanhei uma notíca no Fantástico. Um garoto que está com 12 anos de idade pode pegar prisão perpétua por ter matado a namorada (que estava grávida) do próprio pai.
Aqui no Brasil, iniciou hoje o julgamento do casal Nardoni. Ainda há rumores e temores de que Alexandre e a parceira sejam absolvidos pela morte da inocente Isabela.
*****
Isso é só uma constatação de duas faces da justiça dos homens.
Não quero indicar qual seria a mais correta, pois muitos fatores tem de ser levados em conta para tanto.
Na minha pobre opinião o mais correto seria tentar integrar de alguma forma os infratores da lei e, caso haja algum problema de saúde mental, tratá-los de forma digna e humana.
*****
Talvez eu volte a falar sobre isso.
*****
Paz e luz para todos.
Grande abraço.

sábado, 20 de março de 2010

Transpiração Contínua Prolongada

O primeiro cd pirata que comprei foi este, que é o primeiro trabalho da banda Charlie Brown Jr. O ano era 1997 e eu estava visitando familiares na cidade de Farroupilha/RS. Estava prestes a passar a crisma (sim, eu confirmei minha fé e sou crismado!, rsrs) e havia ganhado um aparelho que reproduzia a tal inovação, compact disc. Então fui num muquifo e comprei o cd, pois já tinha ouvido algumas músicas da banda tocar em emissoras de rádio.  Eu gostei do som e acompanho a trajetória dos caras até hoje. De lá para cá a formação já mudou algumas vezes, mas Chorão continua como líder do grupo.   


Hoje, voltando da universidade, estava ouvindo alguns dos últimos trabalhos da banda e tive a idéia de compartilhar algumas passagens, trechos de músicas que considero bacanas, com uma mensagem interessante. Pegarei álbum por álbum e indicarei o nome da música e trecho. Talvez elas não sejam tão interessantes para algumas pessoas, mas ainda assim vou me arriscar nessa empreitada. Sei que ninguém é obrigado a gostar da banda, que existem músicas melhores, músicos melhores, estilos musicais melhores e por isso respeito a opção de cada um(a).
--> Aquela paz: "A vida é feita de atitudes nem sempre decentes, não lhe julgam pela razão, mas pelos seus antecedentes".
--> Proibida pra mim (Grazon): "Eu me flagrei pensando em você, em tudo que eu queria te dizer; numa noite especialmente boa não há nada mais que a gente possa fazer".
--> Charlie Brown Jr: "Muita gente riu de mim quando eu disse que podia fazer o que quisesse da minha vida; foram muitos anos de vivência, muitos baldes de água fria na cabeça, muitos goles a mais, alguns passos para trás; só flagrando a cena eu aprendi o bastante pra poder sorrir, pois ainda estou aqui tentando conquistar o meu espeço com muita pouca condição, mas a cabeça não abaixo".

Isso aí.
A qualquer hora da madrugada eu volto com mais trechos.
E vamos musicalizar!
Até...

quinta-feira, 18 de março de 2010

É um favor, não uma ofença

Povoooo.
Eu sei que às vezes um ou dois seres humanos dão uma espiadinha no eunamadruga.
Olha só, deixar um comentário não é nada dolorido. Entendo que a correria até pode estar diminuindo o tempo, mas o dia tem 24 horas, né?!
aushausaushasuhas
Se o problema é ter que estar logado, a opção de postar anônimo está ativada. Só, por favor, tenha coragem de não se esconder atrás de pseudônimos e identifique-se.
Não precisa ser uma hipocrisia do caralho, cheia de blá-blá-blá. Pode ser um esculacho também. Não tem problema algum se alguém me der um puxão de orelha. Aliás, é tri bom quando alguém me faz ver as coisas de uma maneira que eu não havia pensado antes.
Muita paz, muita luz, muito amor no coração.
Quem já deixou suas palavras aqui, que continue a fazer.
Obrigadoooo.
Bye!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os "Bs" (os Bês)

Quase impossível não falar dos Bs. Refiro-me ao BBB, Big Brother Brasil. Até já comentei algo sobre a teletela e o Grande Irmão, do best seller 1984, de Georg Orwell.
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Aqui e ali se ouve falar no programa. Aliás, o ibope do programa e os comentários a respeito dele provavelmente se equivalem. Polêmicas não faltam desde a primeira edição desta produção americanizada. E provavelmente nunca deixarão de existir, pois sem esse ingrediente as famílias podem optar por outra programação de tv...
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Há quem gosta; tem também os que não gostam. Uns gostam e dizem que não; outros dizem que não gostam, mas não perdem um dia sequer. Muitos gastam tempo e argumentos tentando justificar o gosto ou o desgosto pelo programa. E assim o sucesso do mesmo continua. Como continua também o lucro dos cofres da emissora (alguns milhõezinhos de R$, diga-se de passagem).
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Esta décima edição está mexendo com as emoções, com o imaginário, com os hormônios tanto dos participantes quanto do público que acompanha os malabarismos da casa mais vigiada do Brasil.
O gaúcho Marcelo Dourado está se mostrando um candidato forte ao título (título?), já que voltou de vários paredões. Vou arriscar um palpite aqui: ele não leva o prêmio maior do programa. Não tenho nem idéia de quem será o novo milionário, mas na reta final o eixo Rio-São Paulo provavelmente irá tratar de dispensar o representante do meu Estado. Mesmo pessimista, fico na torcida para o Dourado....
Sérgio, carinhosamente chamado de Serginho pelos colegas de confinamento, passa por momentos de turbulência emocional. Não é homossexual, não é heterossesual, não é bissexual. Enfim, ao mesmo tempo que não é ele, não é ela, não é um meio termo, e quer ser tudo ao mesmo tempo. Elaiá!
Dicésar, o quarentão Drag Queen, parece centrado no jogo.
Cadu vem em bom ritmo e tem o que a tv gosta de vender, imagem, corpo sarado.
As mulheres não arredam pé. E qualquer uma delas pode vencer o jogo...
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E assim segue a novela. Opa! O Big Brother. Novela é outra coisa que a maioria dos brasileiros não perde, assim como o programa do Bs.
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For nothing!  

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Estar e não estar, ao mesmo tempo

Sebá descobriu que era capaz de uma coisa que parece ilógica.
Pode alguém estar em dois lugares ao mesmo tempo?
Ele descobriu que sim.
Em certas ocasiões Sebá estava sensorialmente num local, mas seus pensamentos o levavam para outro. Ou seja, o corpo estava preso a uma cadeira, ao sofá, ao carro e sabe-se lá onde... e as idéias complexas o faziam ir para outras paragens da existência, das mais bizarras às mais regozijantes.
***
Hoje percebi que tenho algo em comum com Sebá.
Estou numa aula e escrevendo este post. Além disso, estou resolvendo alguns problemas e criando outros, viajando para lugares que nunca fui, revisitando estâncias que visitei recente ou há muito tempo atrás...
Isso é uma mostra do que é capaz o bicho homem. E há outras tantas formas de ser do que se pode imaginar, mais ou menos como a ponderação de Shakespeare de que há tantos mistérios entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia.
***
Abraço.
Força!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Gabriel, o Pensador e Juliano não sei o que

Talvez alguém consiga entender o que tentarei explicar. Talvez...

Gabriel, o Pensador é o som que estou ouvindo agora. Escolhi o álbum Cavaleiro Andante, de 2005.
A música que está tocando leva o mesmo nome do álbum e diz assim:
"Não me arrependo nem do que eu não fiz;
não vou na onda desses imbecis;
não tô na boca, nem tô no nariz;
quem fala muito não sabe o que diz..."
Acho que esta música tem algo a ver com o que ouvi hoje numa palestra proferida pelo Juliano não sei o que (o não sei o que se refere ao sobrenome dele, que eu não sei qual é), uma cara bacana, gente fina.

Agora a historinha de Juliano:
Certa feita a diretora adentrou na sala de aula para divulgar uma nova oportunidade de fazer parte do coral da escola. Estavam abertas as inscrições para a seleção dos candidatos.
Detalhe: cidade pequena sabe como é, né?! Coral era visto como coisa para as meninas (ou para os meninos meio afemindados, digamos assim). Menos mau que hoje a compreensão disso não tem mais tanto preconceito quanto na ocasião à qual me refiro.
Bem, voltando a historinha...
Juliano, que era um cara bem resolvido (como ele diz, "de atitude"), sempre envolvido com atividades de Grêmio Estudantil e tal, resolveu aceitar o desafio. Óbvio que teve que aguentar os colegas zuando, chamando-o de biba, marica e coisas assim. Mesmo com isso adotou o que descrevo como sendo a postura do boi, cagando e andando, ou seja, ele nem ligou para as chacotas, para o que pensavam ou deixavam de pensar a seu respeito.
Aprovado no teste de seleção, o cara iniciou-se na música. Como se destacou no coral, foi indicado para representá-lo em eventos pela região. As boas colocações nos festivais que participou (a nível estadual e nacional) o credenciaram a representar o país num festival na Itália. Com o segundo lugar, uma boa grana no bolso e uma bagagem com experiências que nunca serão esquecidas, Juliano retornou ao Brasil. Por aqui lançou um livro, publicado quase que simultaneramente à campanha Crack, Nem Pensar, no qual busca conscientizar a sociedade sobre os benefícios de uma vida sem drogas. Atualmente, Juliano tem um programa na Rádio Difusora FM (92.7), faz graduação de Letras,  realiza palestras educativas em escolas e outras instituições, além de estar envolvido em outras atividades atrísticas e culturais.

Será que alguém entendeu alguma coisa?
Ah, deixa pra lá!
Quando não me perco nas minhas viagens, eu me entendo.
E quando me perco não há problema algum, pois minhas viagens são de cara limpa.
E quando não me entendo também não me desespero. Nem por isso eu vou mascarar minhas mazelas usando drogas.
Fique bem. Fique longe dos entorpecentes... e não esqueça que cigarro e álcool também são drogas.
Então, como Juliano mencionou trezentas vezes na sua fala: "Te liga!"

Valeu!
Abraço.

Bem...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O cão de liquidação

Marley era o cãozinho mais barato que estava à venda. Mas não foi este o motivo pelo qual decidiram comprá-lo. Ele tinha uma beleza intrínseca desde filhote e fora criado com muito afeto.
Aham, estou me referindo ao filme Marley e Eu.
Abaixo um trecho literal do finalzinho do filme, quando Marley acabara de morrer.
Espero que sirva de incitação à reflexão sobre alguns pontos de vista cristalizados que a sociedade nos impõe...
Diz o dono de Marley:
- "Um cachorro não precisa de carrões, de casas grandes ou de roupas de marca; um graveto está ótimo para ele.
Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro; dê seu coração para ele e ele lhe dará o dele.
De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?".

Talvez por essas e outras que o ditado o cão é o melhor amigo do homem faz muito sentido. Ao menos para mim, óbvio...


















Fuuuuui!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A tal da filosofia analítica

Bem, quando o assunto é filosofia algumas pessoas começam a se esquivar. Talvez por pensarem que filosofia é algo demasiado complicado, talvez por falta do hábito de filosofar, talvez por exigir certa reflexão, ou tantos outros "talvezes" que nem temos noção.
E filosofia analítica, então?! Putz! Piorou...

A filosofia analítica, ou filosofia da linguagem, versa sobre problemas, questões que envolvem a linguagem, sua lógica e significado.
Russell, Frege e Wittgenstein são alguns dos nomes mais conhecidos e estudados neste campo.

Tentar explicitar em poucas linhas algumas considerações sobre esta tal de filosofia analítica ou da linguagem é tarefa capiciosa, difícil. Abaixo elenco uma situação de "saia justa", de um desentendimento que ocorreu por intermédio da linguagem.

Certa feita, hospital de pronto-socorro de uma grande capital. Uma moça desmaiada, acompanhada de sua mãe, deu entrada na emergência. Logo depois que a moça despertou do desmaio, a enfermeira, preocupada com o estado de saúde da paciente, a indagou: - "Você tomou algo?". A moça respondeu negativamente e logo foi encaminhada para a sala do médico que a consultou.
Após a consulta, o médico procurou a enfermeira que atendeu a moça e disse que havia recebido reclamações por ter insinuado que a moça acabara de usar drogas. Espantada, a enfermeira logo explicou ao médico que tomou o procedimento padrão, ou seja, perguntou se ela havia tomado algum medicamento que pudesse estar interferindo no quadro clínico dela.

Deu para perceber?
Às vezes um equívoco, um escorregão, um desentendimento, as meias-palavras, o que está nas entrelinhas, o que não foi dito ou o que foi dito de formas diferentes pode desencadear problemas, incômodos, dores de cabeça.

Eis aí a tal da filosofia analítica...

Abraço.
Paz.
Luz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Em meio ao show dos Detonautas no Planeta Atlântida edição 2010, ocorrido na SABA, em Atlântida/RS, no último final de semana, Tico Santa Cruz chamou as atenções para si. Ele interagiu com o público e disparou algo mais ou menos assim:

"Galera! Eu não sou padre, não sou pastor, não sou político. Não me interessa o estilo de vida de cada um de vocês, o que vocês consomem, o que vocês fazem...Mas acho que quem sobe no palco tem um papel social.
Saibam que de cada 10 acidentes de automóveis com vítmas fatais, 8 são provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas."

E insistiu:

"De cada 10 acidentes de automóveis com vítmas fatais, 8 são provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas. O que me preocupa é a vida das pessoas inocentes que são interrompidas em casos assim. Então sejam prudentes!"

Isso já bastaria para ser um puta show. Mas foi apenas um dos ingredientes do que foi, no meu ver, uma das melhores performances apresentadas no festival.

"Da luz eu sou, na luz eu me movo..."


Paz!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Para descontrair


O que é mais engraçado?
(   ) a trapalhada do goleiro
(   ) as gargalhadas do narrador
Heheheheheheheeh
Difícil, muito difícil...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não é do Baú, mas é do Raul

Uma puta música do saudoso e eterno Raul Seixas.
Canto para minha morte
"Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos e que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez.
A morte, surda, caminha ao meu lado e eu não sei em que esquina ela vai me beijar.
Com que gosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio de um copo de uísque? Na música que eu deixei pra compor amanhã? Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada e que está em algum lugar me esperando, embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim. E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar.
Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte. Morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida.
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida, existem tantas: um acidente de carro, o coração que se recusa a bater no próximo minuto, a anestesia mal aplicada, a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida, o câncer já espalhado e ainda escondido ou até, quem sabe!?, um escorregão idiota numa tarde de sol e a cabeça no meio fio.
Ó morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem. Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar.
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva. E que essa erva alimente outro homem como eu, porque eu continuarei nesse homem e nos meus filhos, na palavra rude que eu disse pra alguém que eu não gostava e até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite."

Vai vendo... Ela se aproxima a cada milésimo de segundo.
E como diz um ditado "ninguém fica para semente".
Abraço.